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Questão de Biologia — Pré-Análise, Esfregaços Sanguíneos e Sistemas Automatizados — FGV 2024

BiologiaPré-Análise, Esfregaços Sanguíneos e Sistemas Automatizados
Código
fg161654
Banca
FGV
Órgão
SES MT
Ano
2024
Cargo
Prof NM ( )
A distensão sanguínea é uma técnica de grande importância para o diagnóstico e o monitoramento de várias doenças hematológicas. Contudo, para o correto diagnóstico destas doenças é necessário que o preparo da amostra seja feito de maneira adequada.   Sobre o preparo de lâminas de distensões sanguíneas, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.   ( ) As distensões sanguíneas devem ser preparadas depositando uma pequena gota de sangue em um lado da lâmina, que em seguida é espalhado com outra lâmina ou extensora em angulação de 30º.   ( ) As distensões sanguíneas devem ocupar toda a lâmina de maneira uniforme, em uma camada fina para contagem correta.   ( ) As colorações de May-Grunwald-Giemsa e de Wrigth são utilizadas para coloração de distensões sanguíneas. Estas se baseiam em dois corantes, o azul de metileno que cora componentes ácidos, chamados basófilos, e a eosina, que revela componentes básicos chamados de acidófilos.   As afirmativas são, respectivamente,
  1. AF – V – F.
  2. BF – F – V.
  3. CV – F – V.
  4. DV – F – F.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — V – F – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Distensão sanguínea: preparo e coloração

Gabarito: letra C — sequência V – F – V. A primeira afirmativa está correta (gota de sangue espalhada com lâmina extensora em ângulo de 30º), a segunda está incorreta (a distensão não deve ocupar toda a lâmina, mas sim uma área delimitada, com cauda e bordas livres), e a terceira está correta (colorações de May-Grunwald-Giemsa e Wright usam azul de metileno e eosina, corando respectivamente componentes ácidos/basófilos e básicos/acidófilos).

A distensão sanguínea (ou esfregaço sanguíneo) é uma técnica fundamental em hematologia, utilizada para a análise morfológica das células do sangue — eritrócitos, leucócitos e plaquetas — permitindo o diagnóstico de anemias, leucemias, infecções e outras doenças hematológicas. O preparo adequado da lâmina é crucial, pois uma distensão mal feita pode gerar artefatos que comprometem a leitura e a contagem diferencial.

A técnica clássica consiste em depositar uma pequena gota de sangue (geralmente de 2 a 4 µL) próxima a uma das extremidades da lâmina. Em seguida, utiliza-se uma lâmina extensora (ou lamínula) posicionada em um ângulo de aproximadamente 30º a 45º em relação à lâmina base, encostando-a na gota para que o sangue se espalhe por capilaridade e, então, deslizando-a suavemente para frente. O resultado é um esfregaço com uma região espessa (cabeça), uma região intermediária (corpo) e uma região fina (cauda), onde as células ficam em monocamada, ideal para a observação microscópica.

A coloração é etapa essencial para a visualização das células. As colorações de May-Grunwald-Giemsa e Wright são variações da coloração de Romanowsky, que combinam corantes básicos e ácidos. O azul de metileno (corante básico) cora estruturas ácidas (como o núcleo e o RNA citoplasmático), denominadas basófilas; a eosina (corante ácido) cora estruturas básicas (como a hemoglobina e as granulações eosinofílicas), denominadas acidófilas. Essa distinção é fundamental para a identificação dos diferentes tipos leucocitários.

A banca explora a confusão entre "basófilo" e "acidófilo" — o candidato pode inverter qual corante cora qual estrutura. A pegadinha está na terceira afirmativa: ela afirma corretamente que o azul de metileno cora componentes ácidos (basófilos) e a eosina revela componentes básicos (acidófilos). A inversão seria um erro clássico.

  1. 1Depositar gota de sangue
  2. 2Espalhar com extensora (30º)
  3. 3Formar cabeça, corpo e cauda
  4. 4Corar (May-Grunwald-Giemsa/Wright)
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Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira

A afirmativa descreve corretamente a técnica de preparo: depositar uma pequena gota de sangue em um lado da lâmina e espalhá-la com outra lâmina ou extensora em angulação de 30º. Esse é o procedimento padrão, com ângulo que pode variar entre 30º e 45º, dependendo da espessura desejada. O ângulo de 30º produz um esfregaço mais fino, adequado para a contagem diferencial.

Afirmativa 2 — ❌ Falsa

A afirmativa está incorreta ao afirmar que a distensão deve ocupar toda a lâmina de maneira uniforme. Na prática, a distensão deve ocupar uma área delimitada, deixando bordas livres (margens laterais e extremidade final) para facilitar a leitura e evitar artefatos. A espessura também não é uniforme: há uma região espessa (cabeça), uma intermediária (corpo) e uma fina (cauda), sendo esta última a ideal para a contagem. A uniformidade total prejudicaria a análise.

Afirmativa 3 — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta ao descrever as colorações de May-Grunwald-Giemsa e Wright, que se baseiam em dois corantes: o azul de metileno (corante básico) que cora componentes ácidos (basófilos) e a eosina (corante ácido) que revela componentes básicos (acidófilos). Essa é a base da coloração de Romanowsky, essencial para a diferenciação celular.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter a relação entre corante e estrutura. Aqui, a afirmativa 3 está correta, mas o candidato pode confundir: azul de metileno (básico) cora ácidos (basófilos); eosina (ácido) cora básicos (acidófilos). Memorize: "básico cora ácido" e "ácido cora básico" — é o oposto do que parece intuitivo.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se da palavra "basófilo": o sufixo "-filo" significa "que tem afinidade por". Basófilo = afinidade por bases? Não! Na prática, o basófilo é corado por corantes básicos, mas porque a estrutura celular é ácida. A confusão é comum; anote essa inversão nos seus resumos.

Gabarito: letra C — sequência V – F – V.

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