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Questão de Biologia — Filogenia e Cladogramas — FGV 2024

BiologiaFilogenia e Cladogramas
Código
fg161656
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2024
Cargo
Vest ( )

A árvore filogenética a seguir mostra uma hipótese sobre as relações evolutivas entre quatro organismos.

 

Imagem associada para resolução da questão

Fonte: https://evosite.ib.usp.br/evo101/index.shtml

 

De acordo com o esquema, as asas dos morcegos e as asas das aves são estruturas

  1. Ahomólogas, pois derivam de uma condição presente em um ancestral comum.
  2. Banálogas, já que realizam a mesma função e foram herdadas de um ancestral comum.
  3. Chomólogas, pois não são derivadas de uma característica presente em um ancestral comum.
  4. Danálogas, pois não estão presentes no ancestral comum de aves e mamíferos.
  5. Ehomólogas, pois estão adaptadas para realizar a mesma função.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — análogas, pois não estão presentes no ancestral comum de aves e mamíferos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estruturas homólogas e análogas: asas de morcegos e aves

Gabarito: letra D. As asas de morcegos (mamíferos) e de aves são estruturas análogas, pois exercem a mesma função (voo) mas não derivam de um ancestral comum que já possuía asas — o ancestral comum de aves e mamíferos não tinha asas. A alternativa D é a única que combina corretamente o conceito (análogas) com a justificativa (ausência no ancestral comum).

O que distingue estruturas homólogas de análogas é a origem evolutiva, não a função. Estruturas homólogas compartilham a mesma origem embrionária e derivam de uma condição presente em um ancestral comum — mesmo que exerçam funções diferentes. O clássico exemplo é o membro anterior dos vertebrados: o braço humano, a asa da ave e a nadadeira da baleia têm a mesma origem, mas funções distintas. Já as estruturas análogas têm a mesma função, mas origens evolutivas independentes — não derivam de um ancestral comum que já possuía aquela estrutura. É exatamente o caso das asas de morcegos e aves: ambos voam, mas o ancestral comum de mamíferos e aves não tinha asas. As asas surgiram independentemente em cada linhagem, por evolução convergente — a pressão seletiva do voo moldou estruturas semelhantes a partir de membros anteriores que já existiam, mas que não eram asas.

A árvore filogenética do enunciado mostra que aves e mamíferos (incluindo morcegos) divergem de um ancestral comum que não possuía asas. O nó que une aves e mamíferos é anterior ao surgimento das asas em cada grupo. Por isso, as asas não estão presentes no ancestral comum — elas apareceram depois, em cada linhagem separadamente. Esse é o critério decisivo: se a estrutura não está no ancestral comum, ela é análoga (ou, se for homóloga, precisa estar presente no ancestral comum).

A pegadinha da banca está em inverter a relação entre função e origem. Muitos candidatos associam "mesma função" a "homólogas", mas o conceito de homologia é puramente filogenético: depende da origem comum, não da função. A função semelhante é justamente o que caracteriza estruturas análogas quando a origem é independente. Guarde a fronteira: homólogas = mesma origem (mesmo ancestral); análogas = mesma função (origens independentes). É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Critério

Estruturas Homólogas

Estruturas Análogas

Origem evolutiva

Mesmo ancestral comum

Independente (evolução convergente)

Função

Pode ser igual ou diferente

Geralmente igual (mesma pressão seletiva)

Exemplo clássico

Braço humano, asa de ave, nadadeira de baleia

Asa de morcego e asa de ave

Critério decisivo

Presente no ancestral comum

Ausente no ancestral comum

Estruturas homólogas vs. análogas
  • 1Homólogas
    • Mesma origem embrionária
    • Presente no ancestral comum
    • Ex.: membro anterior de vertebrados
  • 2Análogas
    • Mesma função
    • Origem evolutiva independente
    • Ausente no ancestral comum
    • Ex.: asas de morcego e de ave
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as asas são homólogas porque derivam de uma condição presente em um ancestral comum. O erro está em classificar como homólogas estruturas que não estavam presentes no ancestral comum de aves e mamíferos. O ancestral comum não tinha asas — elas surgiram independentemente em cada linhagem. Portanto, são análogas, não homólogas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que as asas são análogas porque realizam a mesma função e foram herdadas de um ancestral comum. Há uma contradição interna: se foram herdadas de um ancestral comum, seriam homólogas, não análogas. O conceito de analogia exige origens independentes, não herança comum. A primeira parte (mesma função) está correta, mas a justificativa (herdadas de ancestral comum) é exatamente o oposto do que define analogia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que as asas são homólogas porque não são derivadas de uma característica presente em um ancestral comum. Isso inverte completamente o conceito: homologia exige ancestral comum. Se não derivam de ancestral comum, são análogas. A alternativa erra tanto na classificação (homólogas) quanto na justificativa (ausência de ancestral comum), que é o critério de analogia.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica corretamente as asas como análogas e justifica com o critério filogenético: não estão presentes no ancestral comum de aves e mamíferos. O ancestral comum não tinha asas; elas surgiram por evolução convergente em cada linhagem, adaptadas à mesma função (voo). É a única alternativa que alinha conceito e justificativa corretamente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que as asas são homólogas porque estão adaptadas para realizar a mesma função. O erro está em usar a função como critério de homologia. Homologia é definida por origem comum, não por função. Estruturas com a mesma função e origens independentes são análogas. A adaptação à mesma função é justamente o que caracteriza analogia, não homologia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre função e origem. O candidato que associa "mesma função" a "homólogas" cai nas alternativas A, C e E. Lembre-se: homologia é sobre ancestralidade, não sobre função. Se a estrutura não está no ancestral comum, é análoga — mesmo que a função seja idêntica. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Na prova, faça sempre a pergunta decisiva: "essa estrutura estava presente no ancestral comum dos dois grupos?" Se sim → homólogas. Se não → análogas. A função é irrelevante para a classificação. Esse teste resolve qualquer questão sobre homologia vs. analogia.

Gabarito: letra D

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