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Questão de Biologia — Heredogramas — FGV 2024

BiologiaHeredogramas
Código
fg161661
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2024
Cargo
Vest ( )
Analise a imagem a seguir.   O heredograma acima representa a herança de uma característica autossômica na espécie humana. Os indivíduos representados por quadrados ou círculos brancos apresentam lóbulos de orelha soltos e os quadrados e círculos sombreados representam os indivíduos com lóbulos de orelha presos.   A probabilidade do casal formado por 1 e 2 ter uma terceira criança do sexo feminino e com lóbulo de orelha preso éImagem associada para resolução da questão
  1. A1/2.
  2. B1/4.
  3. C1/6.
  4. D1/8.
  5. E1/10.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — 1/6.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra C — a conta chega a 1/8 (alternativa D).

A ideia por trás

Heredograma é um diagrama que mostra como uma característica passa de pais para filhos ao longo das gerações. Cada símbolo representa uma pessoa: quadrado é homem, círculo é mulher, e o preenchimento indica se ela apresenta a característica estudada. Nesta questão, a característica é o formato do lóbulo da orelha, que pode ser solto ou preso.

Quando uma característica é autossômica recessiva, ela só aparece em quem tem dois alelos recessivos (aa). Quem tem pelo menos um alelo dominante (Aa ou AA) apresenta o fenótipo dominante. Se dois indivíduos normais (com fenótipo dominante) têm um filho afetado, isso prova que ambos são heterozigotos (Aa), pois só assim podem passar o alelo recessivo para o filho. No cruzamento Aa × Aa, a proporção genotípica é 1 AA : 2 Aa : 1 aa, então a chance de nascer afetado (aa) é 1/4.

Esta questão cobra exatamente essa lógica: primeiro descobrir o genótipo do casal a partir do filho afetado, depois calcular a probabilidade de um novo filho ser menina e afetada, lembrando que o sexo é independente da característica.

O que a questão dá

  • característica autossômica: lóbulo solto (dominante) e lóbulo preso (recessivo)

  • casal 1 e 2 tem dois filhos, um com lóbulo preso e outro com lóbulo solto

  • probabilidade de ser do sexo feminino = 1/2

O que queremos: a probabilidade de o casal 1 e 2 ter uma terceira criança do sexo feminino e com lóbulo de orelha preso

Passo 1 — Descobrir o genótipo do casal

Para calcular a probabilidade de um filho ter lóbulo preso, precisamos saber quais alelos o casal pode transmitir. Como eles têm um filho com lóbulo preso (aa), cada um deles precisou fornecer um alelo a. Como eles próprios têm lóbulo solto, eles não podem ser aa, então só podem ser Aa.

Por que esta fórmula: Não há fórmula; é a lógica do heredograma: um filho afetado com pais normais indica que ambos os pais são heterozigotos.

casal1e2sa~oAa×Aa\boxed{\text{casal} 1 \text{e} 2 \text{s}ã\text{o} \text{Aa} \times \text{Aa}}
NÃO CAIA NESSA!

Achar que um dos pais poderia ser AA, mas isso não explicaria o filho afetado.

Passo 2 — Calcular a chance de nascer com lóbulo preso

Com o cruzamento Aa × Aa, podemos usar o quadro de Punnett para ver todas as combinações possíveis de alelos nos filhos. A característica lóbulo preso é recessiva, então só aparece no genótipo aa.

Por que esta fórmula: No cruzamento de dois heterozigotos, a proporção clássica é 1:2:1 para os genótipos AA, Aa e aa. Portanto, a probabilidade de um filho ser aa é 1/4.

P(aa)=14P(aa) = \frac{1}{4}

De onde vem cada valor: P(aa)P(aa) = definição: probabilidade de genótipo aa no cruzamento Aa × Aa

P(aa)=14=1 /4P(aa) = \frac{1}{4} = \boxed{1\ /4}
NÃO CAIA NESSA!

Confundir com a probabilidade de ser heterozigoto, que é 1/2, mas aqui queremos o fenótipo recessivo.

Passo 3 — Calcular a chance de ser do sexo feminino

A questão pede especificamente uma criança do sexo feminino. O sexo é determinado pelos cromossomos sexuais, e a probabilidade de nascer menina é sempre 1/2, independentemente da característica do lóbulo.

Por que esta fórmula: Cada nascimento tem 50% de chance de ser menina, pois o pai contribui com X ou Y com igual probabilidade.

P(feminino)=12P(feminino) = \frac{1}{2}

De onde vem cada valor: P(feminino)P(feminino) = definição: probabilidade de nascer do sexo feminino

P(feminino)=12=1 /2P(feminino) = \frac{1}{2} = \boxed{1\ /2}
NÃO CAIA NESSA!

Achar que o sexo influencia a característica, mas são eventos independentes.

Passo 4 — Multiplicar as probabilidades independentes

Queremos que a criança seja menina E tenha lóbulo preso. Como o sexo e a característica são determinados por genes em cromossomos diferentes, os eventos são independentes, então a probabilidade conjunta é o produto das probabilidades individuais.

Por que esta fórmula: A regra do 'e' para eventos independentes: P(A e B) = P(A) × P(B).

P=P(aa)×P(feminino)P = P(aa) \times P(feminino)

De onde vem cada valor: P(aa)P(aa) = passo 2: 1/4 · P(feminino)P(feminino) = passo 3: 1/2

P=14×12=18=1 /8P = \frac{1}{4} \times \frac{1}{2} = \frac{1}{8} = \boxed{1\ /8}
NÃO CAIA NESSA!

Somar as probabilidades em vez de multiplicar, o que daria 3/4.

Resposta: 1/8 (alternativa D)

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