Questão de Biologia — Sucessão Ecológica — FGV 2024
Biologia›Sucessão Ecológica
Código
fg161665
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2024
Cargo
Vest ( )
Os seres vivos que compõem uma comunidade sofrem influência de seu ambiente, mas também atuam sobre ele, provocando alterações locais. A modificação da estrutura da comunidade ao longo do tempo é denominada sucessão ecológica. Analise a representação da sucessão em um campo abandonado:
LOPES, S. Biologia. Volume I. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
A imagem representa uma sucessão
Aprimária, pois demoram menos tempo do que as sucessões secundárias para atingir a comunidade clímax.
Bsecundária, sendo que a tendência é que a teia alimentar se torne mais complexa ao longo do processo.
Cprimária, sendo caracterizada pela colonização de espécies pioneiras, tais como gramíneas, nos seres iniciais.
Dsecundária, sendo que a biomassa e a diversidade biológica continuam crescendo mesmo quando é atingida a comunidade clímax.
Eprimária, sendo que as espécies dos estágios iniciais e intermediários continuam a ocorrer na comunidade clímax.
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GabaritoB — secundária, sendo que a tendência é que a teia alimentar se torne mais complexa ao longo do processo.
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Sucessão ecológica: primária × secundária
Gabarito: letra B. A imagem representa uma sucessão secundária, pois ocorre em um ambiente que já foi ocupado por uma comunidade anterior (campo abandonado) e que sofreu perturbação; a tendência é que a teia alimentar se torne mais complexa ao longo do processo. A distinção fundamental entre sucessão primária e secundária está no ponto de partida: a primária inicia-se em substrato nunca antes colonizado (rocha nua, lava, dunas), enquanto a secundária ocorre onde já existiu vida e restaram solo e banco de sementes.
A sucessão ecológica é o processo gradativo e ordenado de substituição de comunidades biológicas em um local, até atingir uma comunidade clímax relativamente estável. Ela se divide em três fases: comunidade pioneira (ecese), comunidade intermediária (sere ou estágio seral) e comunidade clímax. As espécies pioneiras — como líquens e gramíneas — são as primeiras a se estabelecer, modificando o ambiente (criando solo, sombra, umidade) e facilitando a chegada de novas espécies de porte maior, como arbustos e, por fim, árvores.
A diferença crucial entre os dois tipos de sucessão está no substrato inicial. Na sucessão primária, o ambiente é desprovido de vida e de solo (rochas nuas, fluxos de lava, dunas recém-formadas), exigindo que as pioneiras iniciem a formação do solo — processo lento, que pode levar centenas de anos. Na sucessão secundária, o ambiente já foi ocupado por uma comunidade que foi removida ou perturbada (queimadas, desmatamento, campos de cultivo abandonados), mas o solo e o banco de sementes permanecem, acelerando a recolonização. Por isso, a sucessão secundária é mais rápida que a primária.
Durante a sucessão, a comunidade se torna cada vez mais complexa: aumenta a biodiversidade, a biomassa e a quantidade de nichos ecológicos, o que torna a teia alimentar mais intrincada. Na comunidade clímax, esses parâmetros tendem a se estabilizar, mantendo-se relativamente constantes ao longo do tempo. A homeostase — capacidade de a comunidade se manter estável diante de variações ambientais — atinge seu máximo na clímax.
A pegadinha clássica da banca é inverter as características das duas sucessões: afirmar que a primária é mais rápida (quando é a secundária), ou que a biomassa continua crescendo na clímax (quando ela se estabiliza). Guarde a fronteira: primária = substrato novo, lenta; secundária = substrato com vestígios de vida, rápida — é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Sucessão ecológica
1Primária
Substrato nunca colonizado
Rocha nua, lava, dunas
Lenta (séculos)
2Secundária
Área já ocupada e perturbada
Campo abandonado, queimada
Rápida (solo e banco de sementes)
3Fases
Pioneira (ecese)
Intermediária (sere)
Clímax
Estabiliza biomassa e diversidade
Máxima homeostase
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a sucessão primária demora menos tempo que a secundária. É exatamente o contrário: a sucessão primária é mais lenta, pois parte de substrato sem solo nem vida, exigindo que as pioneiras criem as condições para as demais espécies. A secundária, por já contar com solo e banco de sementes, é mais rápida.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A imagem mostra um campo abandonado, ou seja, um ambiente que já foi ocupado por uma comunidade (cultivo) e foi perturbado — caracterizando sucessão secundária. Além disso, ao longo do processo, a teia alimentar se torna mais complexa, pois aumenta a biodiversidade e o número de nichos ecológicos, criando mais relações entre as espécies.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Classifica a sucessão como primária, mas o campo abandonado já teve vida anteriormente, o que a torna secundária. Além disso, embora as gramíneas sejam de fato espécies pioneiras, elas não são exclusivas da sucessão primária — também colonizam áreas em sucessão secundária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a biomassa e a diversidade continuam crescendo mesmo na comunidade clímax. Na clímax, esses parâmetros tendem a se estabilizar, mantendo-se relativamente constantes — é essa estabilidade que define o estágio final da sucessão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Classifica a sucessão como primária, o que já é um erro (é secundária). Além disso, afirma que as espécies dos estágios iniciais e intermediários continuam a ocorrer na clímax — na verdade, elas são gradualmente substituídas por espécies mais adaptadas às novas condições, podendo desaparecer localmente.