Assinale a frase em que o sinal indicativo da crase está bem- empregado.
AÉ difícil ensinar o alfabeto à garotos atualmente, pois todos pensam que o “vê” vem depois do “tê”.
BUma mão lava à outra e a poluição suja as duas.
CO progresso é a injustiça que cada geração comete em relação à geração precedente.
DVou usar o computador com reservas. Esse equipamento invade à privacidade humana.
EO automóvel resolve à ansiedade dos homens.
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GabaritoC — O progresso é a injustiça que cada geração comete em relação à geração precedente.
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Crase: quando o acento grave é bem-empregado
Gabarito: letra C. A única frase em que o sinal indicativo da crase está bem-empregado é a C: "O progresso é a injustiça que cada geração comete em relação à geração precedente." Aqui, a crase é obrigatória porque o nome "relação" exige a preposição a (quem tem relação, tem relação a algo) e o termo seguinte é o substantivo feminino "geração", que admite o artigo a — logo, a + a = à. Nas demais, o acento grave é indevido: ou falta a preposição, ou o termo é masculino, ou o verbo não exige "a".
O comando
A questão pede que você assinale a frase em que a crase está bem-empregada — ou seja, você deve identificar o único caso em que o acento grave é obrigatório e correto. Isso exige aplicar a regra de ouro da crase: só há crase quando há fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" (ou com o "a" de pronomes demonstrativos/relativos). Não basta a palavra ser feminina; é preciso que o verbo ou o nome exija a preposição e que o substantivo admita o artigo.
A técnica que decide
Para cada alternativa, faça o teste: troque a palavra feminina por uma masculina. Se, na troca, aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "o" (sem preposição), não há. Exemplo: "Vou à escola" → "Vou ao colégio" (aparece "ao", logo crase correta). Aplique isso em cada frase e veja onde o acento grave é justificado.
Análise das alternativas
Crase (a + a): Requisitos (Verbo/nome exige preposição "a", Termo seguinte admite artigo "a"); Teste da troca (Aparece "ao" → há crase, Aparece só "o" → não há); Erros comuns (Antes de palavra masculina, Verbo transitivo direto (sem preposição))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: crase antes de palavra masculina. Em "É difícil ensinar o alfabeto à garotos", o termo "garotos" é masculino plural e não admite o artigo feminino "a". A preposição "a" exigida pelo verbo "ensinar" (ensinar algo a alguém) não se funde com artigo algum, pois não há artigo feminino. Portanto, o correto seria "ensinar o alfabeto a garotos", sem acento grave. A banca tenta atrair o candidato com a presença de um substantivo que parece aceitar crase, mas a regra é clara: crase proibida antes de palavra masculina.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: crase em verbo. Em "Uma mão lava à outra", o verbo "lavar" é transitivo direto (lava algo), não exige preposição "a". O "a" antes de "outra" é apenas artigo feminino, sem preposição, logo não há fusão. O correto seria "Uma mão lava a outra", sem acento grave. A pegadinha aqui é a presença de um pronome feminino, mas a ausência de preposição elimina a crase. Lembre-se: crase proibida antes de verbo e também quando não há exigência de preposição.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Crase obrigatória por regência nominal. Em "O progresso é a injustiça que cada geração comete em relação à geração precedente", o nome "relação" exige a preposição a (quem tem relação, tem relação a algo). O termo seguinte é o substantivo feminino "geração", que admite o artigo a. Assim, temos preposição a + artigo a = à. Aplicando o teste da troca: "em relação ao período precedente" — aparece "ao", confirmando a crase. Esta é a única frase em que o acento grave é bem-empregado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: verbo transitivo direto sem preposição. Em "Esse equipamento invade à privacidade humana", o verbo "invadir" é transitivo direto (invade algo), não exige preposição "a". O "a" antes de "privacidade" é apenas artigo, sem preposição, logo não há crase. O correto seria "invade a privacidade humana", sem acento grave. A banca explora a confusão entre objeto direto e indireto: muitos candidatos acham que todo complemento feminino pede crase, mas é preciso que o verbo exija a preposição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: verbo transitivo direto sem preposição. Em "O automóvel resolve à ansiedade dos homens", o verbo "resolver" no sentido de "solucionar" é transitivo direto (resolve algo), não exige preposição "a". O correto seria "resolve a ansiedade", sem acento grave. A pegadinha é que "resolver" pode ser transitivo indireto em outros contextos (resolver-se a algo), mas aqui o sentido é de solucionar, portanto VTD. A banca testa se o candidato conhece a regência do verbo no contexto.
Conclusão
A regra de ouro da crase é: só há crase quando há fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" (ou com o "a" de pronomes demonstrativos/relativos). Para acertar, verifique sempre se o verbo ou nome exige a preposição e se o termo seguinte admite o artigo. A alternativa C é a única que cumpre os dois requisitos.
PEGA ESSA DICA!
Na hora da prova, faça o teste da troca por palavra masculina: se aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "o", não há. Isso resolve a maioria das questões de crase.