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Questão de Português — Conjunção — FGV 2024

PortuguêsConjunção
Código
fg164143
Banca
FGV
Órgão
CFC
Ano
2024
Cargo
Bach ( )
Assinale o pensamento que mostra oposição de termos.
  1. AAs pessoas a quem servimos de apoio é que nos dão firmeza na vida.
  2. BPodemos pretender ser o que queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos.
  3. CSomos criaturas tão instáveis que acabamos vivendo os sentimentos que fingimos.
  4. DA flor não nasceu para decorar uma casa, embora o morador pense o contrário.
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GabaritoB — Podemos pretender ser o que queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oposição de termos: o papel das conjunções adversativas

Gabarito: letra B. A única alternativa que mostra oposição de termos é a B, pois a conjunção "mas" estabelece uma relação de adversidade (oposição) entre as duas orações: de um lado, a permissão de pretender ser o que se queira; de outro, a proibição de fingir ser o que não se é. Como se lê no próprio enunciado, a banca pede "oposição de termos", e o "mas" é o conectivo clássico dessa relação.

O comando: o que a banca pede

A questão é de compreensão de relações semânticas — especificamente, identificar em qual frase há oposição de ideias entre termos ou orações. Não se trata de interpretar um texto longo, mas de reconhecer o valor semântico de um conectivo (conjunção) dentro de cada período. O verbo "mostra" indica que a resposta deve estar explícita na estrutura da frase, não inferida.

O texto: onde mora a oposição

Cada alternativa é um pensamento isolado. A tarefa é localizar a relação de oposição — que, em português, é tipicamente marcada por conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, ainda assim). A alternativa B apresenta exatamente isso:

"Podemos pretender ser o que queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos."

O "mas" opõe a possibilidade de pretender (ideia 1) à impossibilidade de fingir (ideia 2). Há uma quebra de expectativa: a primeira oração sugere liberdade; a segunda impõe um limite. Essa é a essência da adversidade.

A técnica: adversativa × concessiva

A pegadinha central da questão está na alternativa D, que contém "embora". Muitos candidatos confundem concessão com oposição. Veja a diferença:

Relação

Conectivo típico

Efeito

Adversativa (oposição)

mas, porém, contudo

Contrapõe duas ideias, com quebra de expectativa

Concessiva

embora, ainda que, apesar de

Admite uma objeção, mas não a contrapõe diretamente; a ideia principal segue

Na concessiva, a oração com "embora" apresenta um fato que poderia impedir a ação, mas não a impede. Ex.: "Embora chova, vou sair" — a chuva é uma objeção, mas a saída acontece. Já na adversativa, as duas ideias são contrapostas diretamente: "Chove, mas vou sair" — a chuva e a saída são colocadas em oposição.

Na alternativa D, "A flor não nasceu para decorar uma casa, embora o morador pense o contrário", o "embora" introduz uma concessão: o morador pensar o contrário é uma objeção, mas não anula o fato de a flor não ter nascido para decorar. Não há oposição direta entre os termos; há uma ressalva.

Análise das alternativas

1Adversativas (oposição)
mas, porém, contudo
todavia, entretanto
no entanto, não obstante
2Concessivas (ressalva)
embora, ainda que
apesar de, conquanto
3Consecutivas (consequência)
tão... que
de modo que
Conjunções
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Conjunções: Adversativas (oposição) (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante); Concessivas (ressalva) (embora, ainda que, apesar de, conquanto); Consecutivas (consequência) (tão... que, de modo que)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"As pessoas a quem servimos de apoio é que nos dão firmeza na vida."

Aqui não há conjunção adversativa nem oposição de ideias. A frase apenas afirma que as pessoas que apoiamos nos dão firmeza. Há uma relação de identificação ("é que"), não de oposição. Erro: ausência de oposição — a alternativa não apresenta nenhum conectivo de contraste.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Podemos pretender ser o que queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos."

A conjunção "mas" é adversativa e estabelece oposição entre a permissão de pretender e a proibição de fingir. É a única alternativa que apresenta, de forma clara, a relação de oposição pedida. Correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Somos criaturas tão instáveis que acabamos vivendo os sentimentos que fingimos."

Aqui há uma relação de consequência ("tão... que"), não de oposição. A instabilidade leva a viver os sentimentos fingidos — é uma causa e efeito, não um contraste. Erro: relação de consequência, não oposição.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"A flor não nasceu para decorar uma casa, embora o morador pense o contrário."

O "embora" é uma conjunção concessiva, não adversativa. Ela introduz uma ressalva (o morador pensa o contrário), mas não contrapõe diretamente as ideias. A oposição pedida é a adversativa (mas, porém), não a concessiva. Erro: confusão entre concessão e oposição.

Fechamento

A regra de ouro: para identificar oposição de termos, procure conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto). Cuidado com "embora" e outras concessivas — elas expressam ressalva, não oposição direta. Na dúvida, pergunte: "há uma quebra de expectativa entre as duas ideias?" Se sim, é adversativa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca atrai o candidato para a alternativa D, que contém "embora" — mas concessão não é oposição. A oposição exige um conectivo adversativo como "mas".

PEGA ESSA DICA!

Decore as conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, ainda assim) e as concessivas (embora, ainda que, apesar de, conquanto). Elas são as mais cobradas em questões de relação semântica.

Gabarito: letra B.

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