Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — FGV 2024
Português›Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
fg164160
Banca
FGV
Órgão
PM SP
Ano
2024
Cargo
Sarg ( )
Um jornalista declarou há alguns anos: Mandar que ministros denunciados apurem denúncias em seus ministérios ou autarquias é / como indicar o coelho para descobrir quem comeu a couve da horta. Entre os dois segmentos indicados há uma relação de
Acausa e consequência.
Bafirmação e explicação.
Ccomparação entre duas ações.
Dexplicação de algo que ficou pouco claro.
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GabaritoC — comparação entre duas ações.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Relação semântica entre os segmentos da frase do jornalista
Gabarito: letra C. A relação entre os dois segmentos é de comparação entre duas ações: o ato de "mandar que ministros denunciados apurem denúncias" é comparado, por meio da expressão "é como", ao ato de "indicar o coelho para descobrir quem comeu a couve da horta". A estrutura comparativa é explícita no texto, como se lê no trecho:
"Mandar que ministros denunciados apurem denúncias em seus ministérios ou autarquias é como indicar o coelho para descobrir quem comeu a couve da horta."
A expressão "é como" é o operador comparativo que estabelece a analogia entre as duas ações, tornando a letra C a única inteiramente sustentada pelo texto.
O comando da questão
O enunciado pergunta: "Entre os dois segmentos indicados há uma relação de". Isso é uma questão de compreensão de relações semânticas — não se pede para inferir nada além do que está escrito, mas para identificar o tipo de relação lógica que o conectivo/expressão estabelece entre as partes. A resposta deve ser encontrada na estrutura linguística do período, especialmente no elemento que liga os dois segmentos.
O texto e o movimento argumentativo
O jornalista critica a atitude de mandar que os próprios denunciados apurem as denúncias. Para isso, ele cria uma analogia: essa atitude é tão ineficaz quanto "indicar o coelho para descobrir quem comeu a couve". A comparação é o recurso argumentativo central: aproxima duas situações para evidenciar o absurdo da primeira. O conectivo "é como" é a chave — ele não introduz causa, explicação ou consequência, mas sim uma equivalência metafórica entre duas ações.
A técnica que decide
Em questões de relação semântica, o primeiro passo é localizar o conectivo ou expressão que liga os segmentos. Aqui, a expressão "é como" é um operador de comparação (também chamado de conjunção comparativa, quando estrutura orações). Ela estabelece uma relação de semelhança entre dois termos, e não de causa, explicação ou consequência. Para confirmar, basta substituir mentalmente: "Mandar... é como indicar..." — a estrutura é típica de comparação (X é como Y).
Análise das alternativas
Relação semântica entre segmentos: Conectivo-chave: "é como" (Operador comparativo, Estabelece analogia); Segmento 1: mandar denunciados apurarem; Segmento 2: indicar o coelho como investigador; Relação: comparação entre duas ações (Ambas ineficazes/absurdas); Relações que NÃO são (Causa e consequência, Afirmação e explicação, Explicação de algo pouco claro)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Causa e consequência não se aplica. Nessa relação, um fato é a causa e o outro, o efeito (ex.: "choveu, por isso a rua alagou"). No texto, não há relação de causa e efeito entre "mandar que ministros apurem" e "indicar o coelho"; há uma analogia entre as duas ações. A banca tenta atrair o candidato que confunde comparação com causa, mas o conectivo "é como" não expressa causalidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirmação e explicação também não. Nessa relação, o segundo segmento esclarece ou justifica o primeiro (ex.: "ele não veio, porque estava doente"). No texto, o segundo segmento não explica o primeiro; ele o compara a uma situação absurda. Não há conectivo explicativo (como "pois", "porque", "ou seja") — há o comparativo "é como".
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Comparação entre duas ações é exatamente o que ocorre. O primeiro segmento é "mandar que ministros denunciados apurem denúncias" e o segundo é "indicar o coelho para descobrir quem comeu a couve". A expressão "é como" os equipara, criando uma comparação explícita. A ação de mandar os denunciados apurarem é comparada à ação de indicar o coelho como investigador — ambas são ineficazes e absurdas. A letra C é a única que nomeia corretamente essa relação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Explicação de algo que ficou pouco claro não se sustenta. O segundo segmento não tem função de esclarecer ou desfazer ambiguidade; ele tem função de comparar para reforçar a crítica. Não há qualquer marca de explicação (como dois-pontos explicativos ou conectivo causal). A alternativa confunde o efeito argumentativo (tornar a crítica mais clara) com a relação semântica entre os segmentos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre comparação e causa/consequência. O candidato que lê rápido pode achar que "mandar apurar" causa o absurdo, mas o conectivo "é como" marca explicitamente a comparação. Fique atento ao operador!
PEGA ESSA DICA!
Em questões de relação semântica, sublinhe o conectivo ou expressão que liga os segmentos. Se for "é como", "tal qual", "assim como", é comparação. Se for "porque", "pois", é causa/explicação. O conectivo é a bússola.
Gabarito: letra C — a relação é de comparação entre duas ações, estabelecida pela expressão "é como".