Questão de Português — Orações Reduzidas — FGV 2024
Português›Orações Reduzidas
Código
fg164164
Banca
FGV
Órgão
PM SP
Ano
2024
Cargo
Sarg ( )
Um líder político antigo declarou: Estamos condenados a viver em paz. Se substituirmos o infinitivo “viver” por uma forma verbal desenvolvida, a forma correta seria
Aa que vivamos em paz.
Ba vivermos em paz.
Ca que vivêssemos em paz.
Da que se viva em paz.
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GabaritoA — a que vivamos em paz.
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Orações Reduzidas de Infinitivo e o Desenvolvimento em Forma Verbal Finita
Gabarito: letra A. A forma correta de desenvolver a oração reduzida de infinitivo "viver em paz" é "a que vivamos em paz", pois a oração original "Estamos condenados a viver em paz" é uma oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo, regida pelo nome "condenados". Ao desenvolvê-la, devemos usar a conjunção integrante "que" e o verbo no presente do subjuntivo ("vivamos"), mantendo a correlação temporal com o verbo "estamos", que está no presente do indicativo. A alternativa A é a única que preserva o sentido e a correlação verbal adequada, como se lê no exemplo do material de apoio: "Há apenas um dever: o de sermos felizes" → "Há apenas um dever: o de que sejamos felizes".
O Comando da Questão
O enunciado pede uma reescritura — substituir o infinitivo "viver" por uma forma verbal desenvolvida. Isso significa transformar a oração reduzida (verbo no infinitivo, sem conectivo) em uma oração desenvolvida (verbo flexionado, introduzida por conjunção ou pronome relativo). A tarefa exige atenção a dois pontos: (1) o conectivo adequado para introduzir a oração desenvolvida e (2) o tempo e modo verbal que mantêm a correlação com o verbo da oração principal.
O Texto e a Estrutura da Oração
A frase "Estamos condenados a viver em paz" apresenta:
Oração principal: "Estamos condenados" — verbo "estar" no presente do indicativo (1ª pessoa do plural).
Oração subordinada: "a viver em paz" — reduzida de infinitivo, funcionando como completiva nominal do adjetivo "condenados" (quem é condenado, é condenado a algo).
Ao desenvolver essa oração, precisamos:
Introduzir a conjunção integrante "que" (já que a oração é substantiva).
Flexionar o verbo no presente do subjuntivo ("vivamos"), pois o verbo da oração principal está no presente do indicativo — a correlação verbal exige que a subordinada esteja no presente do subjuntivo.
A Técnica: Correlação Verbal e Conectivo Adequado
A correlação verbal é o princípio que rege a harmonia entre os tempos e modos verbais de um período. Quando a oração principal está no presente do indicativo, a subordinada substantiva desenvolvida deve estar no presente do subjuntivo (para expressar desejo, possibilidade, incerteza) ou no presente do indicativo (para expressar certeza). No caso de "Estamos condenados a viver em paz", a ideia é de uma condenação — algo imposto, uma realidade —, mas a oração subordinada é regida por um nome que exige o subjuntivo.
Veja o exemplo do material de apoio:
"Há apenas um dever: o de sermos felizes" → "Há apenas um dever: o de que sejamos felizes".
Aqui, "Há" está no presente do indicativo, e a forma desenvolvida usa "sejamos" (presente do subjuntivo). O mesmo ocorre na questão: "Estamos" (presente do indicativo) exige "vivamos" (presente do subjuntivo).
Análise das Alternativas
1Identificar a oração reduzida
2Classificar (substantiva completiva nominal)
3Escolher conectivo (que)
4Ajustar tempo/modo (presente subjuntivo)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A apresenta "a que vivamos em paz". Aqui, temos:
Conectivo: "que" (conjunção integrante) — correto para oração substantiva.
Verbo: "vivamos" (presente do subjuntivo) — correto, pois mantém a correlação com "estamos" (presente do indicativo).
A preposição "a" é mantida porque o nome "condenados" exige complemento preposicionado (quem é condenado, é condenado a algo). A estrutura completa fica: "Estamos condenados a que vivamos em paz".
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B apresenta "a vivermos em paz". Aqui, o verbo "vivermos" está no infinitivo pessoal flexionado, não em uma forma verbal desenvolvida (finita). O enunciado pede explicitamente uma forma verbal desenvolvida, ou seja, um verbo flexionado em tempo e modo (como "vivamos"). O infinitivo pessoal ainda é uma forma nominal, portanto não atende ao comando.
Erro: não atende ao comando — mantém o verbo no infinitivo (forma nominal), em vez de usar uma forma finita.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C apresenta "a que vivêssemos em paz". O verbo "vivêssemos" está no pretérito imperfeito do subjuntivo. Isso quebra a correlação verbal, pois o verbo da oração principal "estamos" está no presente do indicativo. O pretérito imperfeito do subjuntivo seria adequado se a oração principal estivesse no pretérito (ex.: "Estávamos condenados a que vivêssemos em paz").
Erro: quebra a correlação verbal — usa pretérito imperfeito do subjuntivo com verbo principal no presente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D apresenta "a que se viva em paz". Aqui, o verbo "viva" está na 3ª pessoa do singular com o pronome apassivador "se", formando uma voz passiva sintética ("se viva" = "que alguém viva"). Isso altera o sujeito da oração: na original, o sujeito é "nós" (implícito em "Estamos condenados"), mas em "se viva" o sujeito é indeterminado ou "a paz" (dependendo da interpretação). Além disso, a voz passiva não é adequada aqui, pois "viver" é um verbo intransitivo — não admite voz passiva.
Erro: altera a voz verbal e o sujeito — usa voz passiva com verbo intransitivo, o que é semanticamente inadequado.
Conclusão
A alternativa A é a única que atende ao comando: usa a conjunção integrante "que" e o verbo no presente do subjuntivo ("vivamos"), mantendo a correlação com o presente do indicativo da oração principal. As demais alternativas ou mantêm o infinitivo (B), quebram a correlação temporal (C) ou alteram a voz verbal (D).
PEGA ESSA DICA!
Ao desenvolver orações reduzidas, verifique sempre (1) o conectivo adequado (conjunção integrante para substantivas, pronome relativo para adjetivas, conjunção adverbial para adverbiais) e (2) a correlação verbal entre a oração principal e a subordinada. Se a principal está no presente, a subordinada deve estar no presente (indicativo ou subjuntivo).