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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — FGV 2024

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
fg164209
Banca
FGV
Órgão
Pref SL da Mata
Ano
2024
Cargo
Prof ( )

Leia o poema a seguir:

 

Começou a rir de si mesma,
de como havia sido inocente
ao pensar que um príncipe a salvaria.

 

Depois de anos vivendo com um,
percebeu que os príncipes não salvam.
Nem os caminhoneiros, nem os DJs, nem os doceiros...

 

SALAMERO, Nunila Lopez. Cinderela mudou de ideia. São Paulo: Editora Planeta, 2010.

 

Perdoou-se e percebeu que
a única capaz de salvá-la
era ela mesma.

 

No poema, os tempos verbais do verbo “salvar” em destaque expressam, respectivamente,

  1. Ainjunção e ação contínua.
  2. Bhipótese e constatação.
  3. Cincerteza e injunção.
  4. Dação contínua e hipótese.
  5. Econstatação e incerteza.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — hipótese e constatação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego dos tempos verbais: hipótese e constatação

Gabarito: letra B. Os dois usos do verbo “salvar” no poema expressam, respectivamente, hipótese e constatação: em “um príncipe a salvaria” temos o futuro do pretérito do indicativo, que marca uma possibilidade/hipótese; em “os príncipes não salvam” e “a única capaz de salvá-la era ela mesma”, o presente do indicativo expressa uma constatação, uma verdade que se afirma. A pista decisiva está no próprio texto: a personagem pensava que um príncipe a salvaria (hipótese), mas percebeu que não salvam (constatação).

O comando

A questão pede que você identifique o valor semântico dos tempos verbais do verbo “salvar” em destaque. Não se trata de nomear o tempo (futuro do pretérito, presente), mas de interpretar o efeito de sentido que cada forma verbal produz no contexto. Isso é típico de questões de emprego de tempos e modos verbais: a banca quer saber se você reconhece que o futuro do pretérito pode indicar hipótese e que o presente do indicativo pode indicar constatação.

O texto

O poema narra a tomada de consciência de uma mulher: ela ria de si mesma por ter sido inocente ao pensar que um príncipe a salvaria. Depois de anos vivendo com um, percebeu que os príncipes não salvam. A virada ocorre no final: ela perdoou-se e percebeu que a única capaz de salvá-la era ela mesma. O movimento é claro: de uma ilusão (hipótese) para uma realidade (constatação).

A técnica que decide

O futuro do pretérito do indicativo (salvaria) é o tempo da hipótese, da possibilidade, do fato condicionado — não expressa certeza, mas uma suposição sobre o que poderia acontecer. Já o presente do indicativo (salvam, salvá-la) é o tempo da constatação, da verdade geral, do fato que se afirma como real. No poema, a passagem de um para o outro reflete a mudança de perspectiva da personagem: primeiro ela imaginava (hipótese), depois percebe (constatação).

“ao pensar que um príncipe a salvaria”

Aqui, o futuro do pretérito indica uma ação futura em relação ao passado, mas também uma possibilidade — algo que ela achava que aconteceria, não algo certo. Já em:

“percebeu que os príncipes não salvam”

O presente do indicativo expressa uma constatação — uma verdade que ela descobre e afirma como fato. O mesmo ocorre em “a única capaz de salvá-la era ela mesma”: o presente (salvá-la) é uma afirmação geral.

Valores semânticos dos tempos verbais
  • 1Futuro do pretérito (salvaria)
    • Hipótese
    • Possibilidade
    • Fato condicionado
  • 2Presente do indicativo (salvam / salvá-la)
    • Constatação
    • Verdade geral
    • Fato afirmado como real
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Injunção é o valor do imperativo (ordem, pedido, conselho) — não aparece aqui. Ação contínua seria típica do gerúndio ou do pretérito imperfeito (salvava), não do futuro do pretérito. A alternativa troca os valores semânticos.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como visto, “salvaria” = hipótese (futuro do pretérito) e “salvam/salvá-la” = constatação (presente do indicativo). A alternativa nomeia corretamente os dois valores.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Incerteza é valor do subjuntivo (talvez salve), não do futuro do pretérito — embora ambos indiquem não-certeza, o futuro do pretérito é do indicativo e expressa hipótese, não dúvida. Injunção novamente errada (imperativo).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Ação contínua não se aplica ao futuro do pretérito (seria pretérito imperfeito). Hipótese está correta para o segundo, mas o primeiro não é ação contínua. A alternativa inverte os valores.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Constatação para o primeiro (salvaria) é falso — é hipótese. Incerteza para o segundo (salvam) é falso — é constatação. A alternativa inverte completamente os valores.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece “injunção” e “ação contínua” para confundir com os valores reais. Lembre: futuro do pretérito = hipótese; presente do indicativo = constatação.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver “salvaria”, pergunte: “isso é certo ou possível?”. Se é possível, é hipótese. Ao ver “salvam”, pergunte: “isso é uma verdade geral?”. Se sim, é constatação.

Gabarito: letra B — a única que associa corretamente os tempos verbais aos seus valores semânticos no contexto do poema.

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