Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — FGV 2024
- Código
- fg164287
- Banca
- FGV
- Órgão
- Pref SJC
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ag Op ( )

- A2.
- B4.
- C6.
- D8.
- E16.

GabaritoC — 6.
Gabarito: letra C — a conta chega a 6 maneiras — alternativa C.
Análise combinatória é a parte da matemática que conta de quantas formas diferentes podemos organizar ou escolher elementos de um conjunto. Aqui, o conjunto são os números 1, 2, 3 e 4, e queremos distribuí-los em quatro casas, mas com uma regra: em cada coluna, o número de cima deve ser menor que o de baixo. Essa regra é uma restrição que reduz as possibilidades.
Quando a ordem dentro de um grupo é forçada por uma condição, usamos combinação para escolher os elementos do grupo, não arranjo ou permutação. A combinação de n elementos tomados k a k é C(n,k) = n! / (k! (n-k)!). Ela conta quantos subconjuntos de tamanho k podemos formar sem nos importar com a ordem. Já o arranjo contaria ordens diferentes como casos distintos, o que não é o caso aqui.
Esta questão cobra exatamente essa distinção: escolher os dois números que vão para a coluna da esquerda é uma combinação, pois a ordem dentro da coluna já está determinada pela condição. Depois, os dois restantes vão para a direita automaticamente.
números disponíveis: 1, 2, 3, 4
tabela 2×2 (duas linhas, duas colunas)
condição: em cada coluna, o número de cima é menor que o de baixo
O que queremos: o número de maneiras de preencher a tabela respeitando a condição
A condição do enunciado fixa a ordem dentro de cada coluna: o menor sempre em cima, o maior embaixo. Então, a única liberdade que temos é decidir quais dois números ocupam a coluna da esquerda. Os outros dois ficarão na direita.
Por que esta fórmula: Como a ordem dentro da coluna é forçada, escolher dois números entre quatro é uma combinação, não um arranjo. A combinação C(4,2) conta quantos pares distintos podemos formar sem nos importar com a ordem.
De onde vem cada valor: = enunciado: números 1, 2, 3, 4 · = definição: a coluna esquerda tem duas casas
Usar arranjo A(4,2) = 12, contando as duas ordens possíveis dentro da coluna como diferentes, o que a condição proíbe.
Depois de escolher os dois números da esquerda, os dois que sobraram vão para a coluna da direita. Como a condição também vale para essa coluna, a ordem é forçada: o menor em cima, o maior embaixo. Não há escolha adicional.
Por que esta fórmula: Não há fórmula: para cada par escolhido na esquerda, a direita é determinada de forma única. Então o número de maneiras é exatamente o número de pares possíveis.
1 maneira para cada escolha da esquerda
Multiplicar por 2 achando que a ordem na direita também pode variar, mas a condição já a fixa.
O princípio fundamental da contagem diz que, se uma escolha tem 6 possibilidades e a seguinte tem 1, o total é o produto. Aqui, a primeira escolha (coluna esquerda) tem 6 opções, e a segunda (coluna direita) tem 1, então o total é 6 × 1.
Por que esta fórmula: O PFC é a base: quando as escolhas são independentes, multiplicamos as quantidades. Como a segunda é determinada pela primeira, o fator é 1.
De onde vem cada valor: = passo 1: combinações possíveis para a esquerda · = passo 2: uma única forma para a direita
Esquecer que a ordem dentro da coluna é fixa e multiplicar por 2, obtendo 12.
Resposta: 6 maneiras — alternativa C
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