Questão de Matemática — Números Naturais: Introdução, Representação, Propriedades — FGV 2024
- Código
- fg164297
- Banca
- FGV
- Órgão
- CM SP
- Ano
- 2024
- Cargo
- Tec Leg( )
- Aé sempre 0.
- Bé 0 se A for par.
- Cé 0 se A for ímpar.
- Dé 1 se B for ímpar.
- Eé sempre 1.
GabaritoD — é 1 se B for ímpar.
Gabarito: letra D. A expressão resulta em 1 se B for ímpar — e é exatamente isso que a alternativa D afirma. A chave está em perceber que vale 1 exatamente quando A e B têm paridades diferentes; ao combinar esse resultado com A, o valor final depende crucialmente da paridade de B, não de A.
Vamos entender a operação definida. Ela é uma operação binária que recebe dois números inteiros e devolve apenas 0 ou 1, conforme a paridade (se o número é par ou ímpar) dos operandos. A regra é simples: se os dois números têm a mesma paridade (ambos pares ou ambos ímpares), o resultado é 0; se têm paridades diferentes (um par e outro ímpar), o resultado é 1. Em outras palavras, a operação é uma espécie de "detector de diferença de paridade": ela acende (1) quando os números são de naturezas diferentes e apaga (0) quando são iguais.
O que a questão pede é o resultado da composição . Isso significa que primeiro calculamos , obtendo um valor que só pode ser 0 ou 1, e depois usamos esse valor como o primeiro operando de uma nova operação com A. O ponto crucial é que o resultado intermediário é sempre um número par (0 ou 2, ambos pares). Então, a segunda operação é sempre entre um número par (o resultado intermediário) e A.
Agora, a segunda operação depende da paridade de A. Se A for par, temos par com par → mesmo resultado 0. Se A for ímpar, temos par com ímpar → resultado 1. Mas o que decide o resultado final não é apenas A: é a combinação da paridade de A com o valor de , que por sua vez depende da paridade de B. Vamos analisar os quatro casos possíveis para A e B:
A | B | ||
|---|---|---|---|
par | par | 0 | |
par | ímpar | 1 | |
ímpar | par | 1 | |
ímpar | ímpar | 0 |
Observando a tabela, o resultado final é 1 exatamente quando B é ímpar, independentemente de A. Quando B é par, o resultado é 0. Portanto, a expressão é 1 se, e somente se, B for ímpar. Essa é a propriedade que a alternativa D captura corretamente.
A pegadinha da banca está em fazer o candidato focar na paridade de A, quando na verdade o que determina o resultado é a paridade de B. Muitos alunos, ao verem o A repetido na expressão, assumem que a resposta depende de A, mas a análise sistemática mostra o contrário. A operação é uma função que "compara" paridades, e a composição com A "filtra" o resultado de uma forma que anula a influência de A.
Afirma que o resultado é sempre 0. Isso é falso, pois quando B é ímpar, o resultado é 1 (como mostrado na tabela). A alternativa ignora o caso em que A e B têm paridades diferentes, que gera resultado 1.
Afirma que o resultado é 0 se A for par. Isso é falso: se A for par e B for ímpar, o resultado é 1. A alternativa confunde a influência de A com a de B. O resultado depende de B, não de A.
Afirma que o resultado é 0 se A for ímpar. Isso é falso: se A for ímpar e B for ímpar, o resultado é 1. Novamente, a alternativa erra ao atribuir a A o papel que pertence a B.
Afirma que o resultado é 1 se B for ímpar. Isso é exatamente o que a tabela demonstra: sempre que B é ímpar, o resultado final é 1, independentemente de A. A alternativa está correta e é a única que descreve com precisão o comportamento da expressão.
Afirma que o resultado é sempre 1. Isso é falso, pois quando B é par, o resultado é 0 (como nos casos A par/B par e A ímpar/B par). A alternativa generaliza indevidamente um caso particular.
Gabarito: letra D — o resultado de é 1 se, e somente se, B for ímpar.
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