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Questão de Matemática — Interpretação de Gráficos e Tabelas — FGV 2024

MatemáticaInterpretação de Gráficos e Tabelas
Código
fg164299
Banca
FGV
Órgão
CGE PB
Ano
2024
Cargo
ACP ( )

A política de reforma do Judiciário implantada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a partir de 2005, contemplou, desde o início, indicadores de desempenho para sua avaliação de eficiência, a partir de elementos de custo-benefício e custo-efetividade. O painel de dados (2016-2018) a seguir mede e compara quantitativamente a evolução das reformas implantadas nos Tribunais de Justiça Estadual da Região Sudeste, a partir do relatório “Justiça em Números” do CNJ. No método de cálculo selecionado, considera-se que as unidades mais eficientes apresentam um score de 1.000 ou 100%, e as unidades mais ineficientes com menor score.

 

Tribunal de Justiça

201620172018

Espírito Santo

0.3200.316

0.416

Rio de Janeiro

0.7710.707

0.828

Minas Gerais

0.5610.488

0.479

São Paulo

0.7720.898

0.874

Média Nacional

0.4160.428

0.438

 

Fonte: Adaptado de YEUNG, L. L. Evolução recente da eficiência do Judiciário Brasileiro (2016-2018).

Revista de Estudos Empíricos em Direito, v. 9, 2002, pp.20-21.

 

Considerando-se os dados do painel, é correto afirmar que:

  1. ASão Paulo mostrou-se como o mais eficiente ao longo de três anos;
  2. BEspírito Santo dobrou seu score, tornando-se 50% mais eficiente;
  3. CRio de Janeiro manteve uma taxa constante de aumento de score no período;
  4. DTribunais da Região Sudeste encontram-se acima da média nacional no período indicado;
  5. EMinas Gerais ultrapassou positivamente seu desempenho no último ano quando comparado ao primeiro.
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GabaritoA — São Paulo mostrou-se como o mais eficiente ao longo de três anos;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de tabelas: comparando scores de eficiência

Gabarito: letra A. São Paulo é o tribunal com o maior score em todos os três anos analisados (0,772 em 2016, 0,898 em 2017 e 0,874 em 2018), superando os demais tribunais da Região Sudeste em cada ano. A questão exige apenas a leitura e comparação direta dos valores da tabela, sem necessidade de cálculos complexos.

O que está em jogo aqui é a habilidade de ler e interpretar uma tabela de indicadores — uma competência básica de análise de dados. O score apresentado é uma medida de eficiência: quanto maior o valor, mais eficiente o tribunal. A tabela traz os scores de quatro tribunais estaduais (Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo) nos anos de 2016, 2017 e 2018, além da média nacional. Para resolver, basta comparar os valores diretamente, verificando cada afirmação contra os números.

Vamos organizar os dados para facilitar a visualização:

Tribunal

2016

2017

2018

Espírito Santo

0,320

0,316

0,416

Rio de Janeiro

0,771

0,707

0,828

Minas Gerais

0,561

0,488

0,479

São Paulo

0,772

0,898

0,874

Média Nacional

0,416

0,428

0,438

Observando a tabela, percebemos que São Paulo tem o maior score em todos os anos: em 2016, 0,772 (empatado com o Rio de Janeiro, mas ainda o maior); em 2017, 0,898; e em 2018, 0,874. Nenhum outro tribunal da Região Sudeste alcança esses valores. A alternativa A afirma exatamente isso: "São Paulo mostrou-se como o mais eficiente ao longo de três anos". Isso é verdadeiro, pois em cada ano o score de São Paulo é o mais alto entre os quatro tribunais listados.

A pegadinha desta questão está em não confundir "mais eficiente" com "maior aumento de eficiência". São Paulo não teve o maior crescimento percentual — na verdade, seu score caiu de 2017 para 2018 —, mas isso não importa: a afirmação é sobre o nível de eficiência, não sobre a evolução. O candidato que se apressa em calcular variações percentuais pode se perder e marcar uma alternativa errada.

Guarde o critério decisivo: a alternativa correta é a que descreve corretamente os dados da tabela, sem extrapolar ou inventar relações. Vamos analisar cada uma.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é verdadeira. São Paulo apresenta o maior score em todos os três anos: 0,772 em 2016, 0,898 em 2017 e 0,874 em 2018. Em 2016, o Rio de Janeiro também teve 0,771, mas São Paulo foi ligeiramente maior (0,772). Nos anos seguintes, a diferença é clara. Portanto, São Paulo foi o mais eficiente ao longo de todo o período.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação diz que o Espírito Santo "dobrou seu score, tornando-se 50% mais eficiente". Isso é um erro duplo. O score do Espírito Santo passou de 0,320 (2016) para 0,416 (2018). Para dobrar, precisaria chegar a 0,640; para ser 50% mais eficiente, precisaria chegar a 0,480. Nenhum dos dois ocorreu. O aumento real foi de 0,416 − 0,320 = 0,096, o que representa um crescimento de 30% (0,096 / 0,320 = 0,30). A alternativa confunde "dobrar" com "aumentar" e ainda erra o percentual.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação diz que o Rio de Janeiro "manteve uma taxa constante de aumento de score no período". Isso é falso. Os scores do Rio de Janeiro foram: 0,771 (2016), 0,707 (2017) e 0,828 (2018). Houve uma queda de 2016 para 2017 (de 0,771 para 0,707) e um aumento de 2017 para 2018 (de 0,707 para 0,828). A variação não é constante nem sempre crescente — há uma oscilação. A alternativa erra ao afirmar que houve aumento constante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação diz que "Tribunais da Região Sudeste encontram-se acima da média nacional no período indicado". Isso é falso para o Espírito Santo. Vejamos: a média nacional em 2016 é 0,416, e o Espírito Santo tem 0,320 (abaixo); em 2017, a média é 0,428, e o Espírito Santo tem 0,316 (abaixo); em 2018, a média é 0,438, e o Espírito Santo tem 0,416 (abaixo). Portanto, nem todos os tribunais da Região Sudeste estão acima da média nacional — o Espírito Santo está abaixo em todos os anos. A alternativa generaliza incorretamente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação diz que "Minas Gerais ultrapassou positivamente seu desempenho no último ano quando comparado ao primeiro". Isso é falso. O score de Minas Gerais foi: 0,561 (2016), 0,488 (2017) e 0,479 (2018). Houve uma queda contínua ao longo do período: de 0,561 para 0,479, ou seja, o desempenho piorou, não melhorou. A alternativa inverte o sentido da evolução.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre nível de eficiência e evolução da eficiência. A alternativa A fala do nível (São Paulo é o maior em todos os anos), enquanto as alternativas B, C e E falam de variações (dobrou, aumento constante, ultrapassou). O candidato que se fixa em calcular variações percentuais pode esquecer de verificar o que cada alternativa realmente afirma. Leia cada uma com atenção e compare com os números da tabela — sem pressa.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de interpretação de tabelas, organize os dados em uma tabela própria (como fizemos acima) e, para cada alternativa, verifique se a afirmação é verdadeira ou falsa com base nos números. Desconfie de palavras como "dobrou", "constante", "todos" e "ultrapassou" — elas exigem uma checagem cuidadosa. Se a alternativa fala de variação, calcule a variação; se fala de nível, compare os valores diretamente.

Gabarito: letra A — São Paulo foi o mais eficiente ao longo dos três anos, com o maior score em cada ano analisado.

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