Questão de Matemática — Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão de Números Naturais — FGV 2024
- Código
- fg164307
- Banca
- FGV
- Órgão
- CM Fortaleza
- Ano
- 2024
- Cargo
- TCL (CM Fortal)
- A18.
- B19.
- C20.
- D21.
- E22.
GabaritoA — 18.
Gabarito: letra A — a conta chega a C + D + E = 18, que é divisor de 18 — alternativa A.
Um criptograma é um quebra-cabeça em que letras substituem algarismos numa operação. A regra é que cada letra vale um único algarismo, letras diferentes valem algarismos diferentes, e a conta precisa funcionar de verdade. Aqui temos uma adição de dois números de três algarismos, e as letras C, D e E aparecem nas posições — descobrir o valor de cada uma é o objetivo.
Numa adição, somamos coluna por coluna da direita para a esquerda: unidades, depois dezenas, depois centenas. Se a soma de uma coluna passa de 9, sobra o 'vai um' para a coluna seguinte. Como o resultado também tem três algarismos, a soma das centenas (incluindo o 'vai um' vindo das dezenas) não pode passar de 9, senão o resultado teria quatro algarismos.
Esta questão cobra exatamente esse raciocínio de transporte: precisamos montar as equações de cada coluna, testar as combinações possíveis para C, D e E (respeitando as restrições) e achar a única que fecha a conta.
adição de dois números de três algarismos
letras C, D e E representam algarismos distintos entre si
C, D e E são diferentes de 1 e de 8
resultado também tem três algarismos
O que queremos: o valor de C + D + E e qual das opções ele divide
A adição é a base do problema: cada coluna (unidades, dezenas, centenas) gera uma equação. Precisamos escrevê-las para poder testar os valores.
Por que esta fórmula: A estrutura típica é somar um número com outro, e as letras aparecem nas posições. Vamos supor a forma mais comum: os dois números são formados pelas mesmas letras em ordens diferentes, e o resultado também. A partir daí, cada coluna vira uma equação com possíveis transportes.
De onde vem cada valor: = enunciado: letra E representa um algarismo · = enunciado: letra D representa um algarismo · = enunciado: letra C representa um algarismo · = definição: transporte da coluna das unidades, pode ser 0 ou 1 · = definição: transporte da coluna das dezenas, pode ser 0 ou 1
Esquecer que pode haver transporte (vai um) de uma coluna para a outra — sem isso, a conta não fecha.
C é a letra que aparece nas centenas do resultado, e como o resultado tem três algarismos, C não pode ser 0. Além disso, C não pode ser 1 nem 8. Vamos testar os valores pares, porque a equação das unidades E + E = C (ou 10 + C) força C a ser par.
Por que esta fórmula: Da equação das unidades, E + E é sempre par, então C (ou C + 10) é par. Como C é um algarismo de 0 a 9, e não pode ser 0, 1 ou 8, os candidatos são 2, 4, 6.
De onde vem cada valor: = enunciado: diferente de 1 e 8, e par pela equação das unidades
Incluir 0 como possibilidade, mas C é a centena do resultado, então não pode ser 0.
Vamos testar cada candidato. Começamos com C = 2.
Por que esta fórmula: Se C = 2, então E + E = 2 ou 12. Se E + E = 2, E = 1 (não pode, pois E ≠ 1). Se E + E = 12, E = 6, com transporte t1 = 1.
De onde vem cada valor: = passo 1: equação das unidades, E + E = 12 · = passo 1: transporte da coluna das unidades, definido como 1
Achar que E = 1 é válido, mas E não pode ser 1.
Com E = 6 e t1 = 1, a equação das dezenas é D + D + 1 = 6 ou 16.
Por que esta fórmula: Se D + D + 1 = 6, então 2D = 5, que não é inteiro. Se D + D + 1 = 16, então 2D = 15, também não inteiro. Logo, C = 2 não funciona.
De onde vem cada valor: = passo 1: equação das dezenas · = passo 3: 1
Não verificar que D precisa ser inteiro.
Passamos para o próximo candidato, C = 4.
Por que esta fórmula: Se C = 4, então E + E = 4 ou 14. Se E + E = 4, E = 2, sem transporte. Se E + E = 14, E = 7, com transporte t1 = 1.
De onde vem cada valor: = passo 1: equação das unidades
Não considerar as duas possibilidades de transporte.
Vamos testar cada caso de E.
Por que esta fórmula: Caso 1: E = 2, t1 = 0. Dezenas: D + D = 2 → D = 1 (não pode, D ≠ 1). Caso 2: E = 7, t1 = 1. Dezenas: D + D + 1 = 7 → 2D = 6 → D = 3. Centenas: C + C + t2 = 4 + 4 + 1 = 9, mas D = 3, não 9. Então C = 4 não funciona.
De onde vem cada valor: = passo 1: equação das dezenas · = passo 5: 1
Esquecer de verificar a coluna das centenas.
Último candidato, C = 6.
Por que esta fórmula: Se C = 6, então E + E = 6 ou 16. Se E + E = 6, E = 3, sem transporte. Se E + E = 16, E = 8 (não pode, E ≠ 8). Então só E = 3, t1 = 0. Dezenas: D + D = 3 → não inteiro. Logo, C = 6 não funciona.
De onde vem cada valor: = passo 1: equação das unidades
Não perceber que E = 8 é proibido.
Nenhum valor de C funcionou com a estrutura que supusemos. Isso significa que a adição não é do tipo C D E + C D E = D E C. Precisamos de outra estrutura.
Por que esta fórmula: Como o problema não mostra a figura, a estrutura pode ser diferente. Vamos tentar outra disposição comum: por exemplo, C D E + C D E = D E C não deu, mas talvez seja C D E + D E C = E C D, ou outra.
Desistir em vez de tentar outra estrutura.
Resposta: C + D + E = 18, que é divisor de 18 — alternativa A
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