Questão de Matemática — Funções reais de variável real (cálculo diferencial e integral) — FGV 2024
- Código
- fg164324
- Banca
- FGV
- Órgão
- Pref Vitória
- Ano
- 2024
- Cargo
- Prof ( )
- A0.
- B2.
- C6.
- D8.
- E12.
GabaritoC — 6.
Gabarito: letra C — a conta chega a 6 — alternativa C.
O limite de uma função em um ponto descreve o valor que a função se aproxima quando a variável se aproxima desse ponto, sem necessariamente atingi-lo. Quando a função não está definida no ponto, o limite ainda pode existir se os valores ao redor se aproximarem de um mesmo número. No caso de funções racionais, é comum aparecer uma indeterminação do tipo 0/0, que não é um valor real, mas um sinal de que a expressão pode ser simplificada.
A indeterminação 0/0 ocorre quando tanto o numerador quanto o denominador se anulam no ponto. Para resolvê-la, usamos fatoração: se o numerador pode ser escrito como um produto que inclui o denominador, podemos cancelar o fator comum e obter uma expressão mais simples, que é válida para todos os pontos exceto o que causa a indeterminação. O limite dessa expressão simplificada é o limite procurado, pois o comportamento nas proximidades é o mesmo.
Esta questão cobra exatamente essa técnica: reconhecer que o numerador é uma diferença de cubos, fatorá-lo, cancelar o termo (x - √2) e então calcular o limite por substituição direta.
função f(x) = (x³ - 2√2)/(x - √2)
domínio: x ≠ √2
ponto de interesse: x → √2
O que queremos: o limite de f(x) quando x tende a √2
Antes de qualquer conta, precisamos saber se a substituição direta funciona. Se der um número, o limite é esse número; se der 0/0, precisamos simplificar. Aqui, substituindo x = √2, o numerador vira (√2)³ - 2√2 = 2√2 - 2√2 = 0 e o denominador vira √2 - √2 = 0, então temos 0/0, que é indeterminado.
Por que esta fórmula: Não há fórmula ainda; é apenas a verificação inicial que decide o caminho.
Concluir que o limite não existe ou é zero por causa do 0/0 — isso é um erro conceitual; 0/0 é apenas um sinal de que precisamos simplificar.
Como temos 0/0, precisamos reescrever o numerador de forma que apareça o fator (x - √2), que é o mesmo do denominador, para poder cancelá-lo. O numerador x³ - 2√2 é exatamente x³ - (√2)³, pois (√2)³ = 2√2. Isso é uma diferença de cubos, que tem fatoração conhecida.
Por que esta fórmula: A diferença de cubos a³ - b³ = (a - b)(a² + ab + b²) é a identidade que permite fatorar. Aqui a = x e b = √2.
De onde vem cada valor: = enunciado: variável da função · = enunciado: raiz quadrada de 2
numerador fatorado
Esquecer o termo do meio (x√2) ou o quadrado de √2, que é 2, e errar a fatoração.
Com o numerador fatorado, a função fica com (x - √2) multiplicando um polinômio no numerador e (x - √2) no denominador. Como x ≠ √2 no domínio, podemos dividir ambos por (x - √2), simplificando a expressão.
Por que esta fórmula: Cancelamento de fatores iguais em frações: se a ≠ 0, então (a·b)/a = b. Aqui a = x - √2, que é diferente de zero para todo x no domínio.
De onde vem cada valor: = passo 2: fator comum · = passo 2: segundo fator
expressão simplificada
Cancelar sem perceber que isso só é válido para x ≠ √2, mas como o limite não avalia o ponto, tudo bem.
A expressão simplificada é um polinômio, que é contínuo em todos os pontos, então o limite quando x tende a √2 é simplesmente o valor da função nesse ponto. Substituímos x = √2 na expressão simplificada.
Por que esta fórmula: Para polinômios, o limite em um ponto é o valor da função nesse ponto, pois são contínuos.
De onde vem cada valor: = passo 3: termo quadrático · = passo 3: termo linear · = passo 3: termo constante
Errar o cálculo de (√2)² = 2 ou √2·√2 = 2, e obter um valor diferente.
Resposta: 6 — alternativa C
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