Questão de Matemática — Equações diferenciais ordinárias — FGV 2024
- Código
- fg164411
- Banca
- FGV
- Órgão
- INPE
- Ano
- 2024
- Cargo
- Tecno Jr ( )
- A
- B
- C
- D
- E
GabaritoB — \begin{bmatrix} e^{-2t}&0\\3e^{-t}-3e^{-2t}&e^{-t} \end{bmatrix}.
Gabarito: letra B. A matriz de transição de estados de um sistema linear invariante no tempo é dada por , onde é a matriz de estados. Como , temos que . Calculando (exponencial de uma matriz diagonal) e realizando o produto , obtemos exatamente a matriz da alternativa B: .
A matriz de transição de estados é um conceito fundamental na análise de sistemas dinâmicos lineares. Ela descreve como o estado do sistema evolui no tempo a partir de uma condição inicial, sem considerar a entrada (resposta natural). Matematicamente, para um sistema , a solução é , onde .
O cálculo de pode ser feito de várias formas. Uma delas é a diagonalização: se , onde é uma matriz diagonal contendo os autovalores, então . A exponencial de uma matriz diagonal é simplesmente a exponencial de cada elemento da diagonal: se , então .
Nesta questão, , então . O passo crucial é calcular e então efetuar o produto .
Para , a inversa é . O determinante é . A matriz adjunta é . Portanto, .
Agora, calculamos o produto:
Primeiro, .
Depois, multiplicamos pela direita por :
.
Este é exatamente o resultado da alternativa B. A pegadinha central está em não calcular corretamente a inversa de ou errar na ordem da multiplicação das matrizes. A banca explora a confusão entre e , que são diferentes.
Esta alternativa apresenta elementos que não correspondem ao resultado do produto matricial. O termo na posição (1,1) sugere um erro na exponenciação ou na multiplicação, pois o correto é apenas . Além disso, o termo na posição (2,1) não é o resultado de . A presença do número e a soma de exponenciais indicam uma confusão entre a matriz e sua inversa, ou um erro na ordem das operações.
Como demonstrado no desenvolvimento, o cálculo de resulta exatamente em . A posição (2,1) reflete a combinação linear das exponenciais proveniente da multiplicação das matrizes, e as posições (1,1) e (2,2) são as exponenciais dos autovalores. Esta é a única alternativa que corresponde ao cálculo correto.
Esta alternativa contém os autovalores multiplicados por constantes ( e ), o que não é o procedimento correto. A exponencial de matriz não é a exponencial dos elementos multiplicada por eles mesmos; é a exponencial de cada autovalor na diagonal. Além disso, o termo na posição (2,1) não tem relação com o resultado correto, que envolve a diferença .
Esta alternativa apresenta uma matriz diagonal, o que seria o resultado se fosse a identidade. No entanto, como não é a identidade, a matriz de transição não é diagonal. O termo na posição (2,2) também está incorreto, pois o autovalor correspondente é , resultando em , sem o fator 2. A banca explora aqui a confusão entre a matriz e a matriz .
Esta alternativa apresenta o termo na posição (2,1), que não tem relação com os autovalores do sistema ( e ). O termo sugere um autovalor , que não existe. Além disso, a estrutura da matriz não reflete o acoplamento entre os estados, que é dado pela matriz . A presença de é um distrator claro para quem não calcula corretamente a exponencial da matriz.
Gabarito: letra B
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