Considere uma aplicação utilizando o classificador de mínima distância (d_{ij}), dado pela equação:
dij=(mi−mj)Tx−21(mi−mj)T(mi+mj)=0
onde d_{ij} representa a reta que separa as classes i,j e m_i, m_j são as médias das classes i,j.
Sabendo que os vetores de média das classes são m_1 = (4,~3)^T e m_2 = (3, ~0)^T, assinale a opção que indica a equação da reta que separa as duas classes.
Ax_1 + 3x_2 = 5.
B3x_1 = 7
C4x_1 + 3x_2 = 6.
Dx_1 + 3x_2 = 8.
E4x_1 + 3x_2 = 10.
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GabaritoD — x_1 + 3x_2 = 8.
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Classificador de mínima distância (Fronteira de decisão)
Gabarito: letra D. A equação da reta que separa as classes é , obtida substituindo as médias e na fórmula do classificador de mínima distância e simplificando a expressão. O cálculo envolve operações com vetores (transposição, subtração, soma e produto interno) e resulta na equação linear que define a fronteira de decisão.
O classificador de mínima distância é um método de classificação supervisionada que atribui uma amostra à classe cuja média (centroide) está mais próxima, segundo uma métrica de distância. A fronteira de decisão entre duas classes e é o conjunto de pontos onde as distâncias às duas médias são iguais, ou seja, onde a diferença das distâncias ao quadrado é zero. A equação fornecida, , é exatamente essa condição: o primeiro termo é a diferença das projeções, e o segundo é um termo constante que ajusta a posição da fronteira.
Para resolver, vamos calcular passo a passo. Primeiro, identificamos os vetores diferença e soma:
Agora, substituímos na equação. O termo é o produto interno do vetor diferença com o vetor :
O termo constante é , que é o produto interno dos dois vetores dividido por 2:
Portanto, a equação da fronteira é:
Essa é a reta que separa as duas classes. A banca explora a confusão entre o termo constante e o valor final da equação: muitos candidatos podem calcular o termo constante (8) e, por engano, igualá-lo a outro número, ou podem errar na soma dos vetores. A chave é fazer a conta com calma e verificar cada passo.
Fronteira de decisão entre classes — só Classe 1: 4; só Classe 2: 3; Classe 1∩Classe 2: 8
Alternativa A — ❌ Incorreta
A equação tem o coeficiente angular correto (1 e 3), mas o termo constante está errado. O valor 5 não corresponde a nenhum dos cálculos intermediários: a soma dos vetores é , cujo produto interno com é , e a metade disso é 8, não 5. O candidato que erra aqui provavelmente cometeu um erro aritmético na soma ou na divisão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A equação é uma reta vertical, o que não faz sentido para a fronteira entre as duas classes, pois ela ignora completamente a coordenada . Além disso, o coeficiente 3 e a constante 7 não aparecem em nenhum passo da derivação. Essa alternativa parece ter sido construída a partir de elementos isolados dos vetores (o 3 de e o 7 da soma), sem aplicar a fórmula corretamente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A equação usa os coeficientes 4 e 3, que são as coordenadas de , mas isso é um erro conceitual: a fronteira não é definida pelas médias diretamente, mas pela diferença entre elas. O vetor diferença é , não . A constante 6 também não corresponde a nenhum cálculo válido.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A equação é exatamente o resultado da aplicação da fórmula. O coeficiente de é 1 (primeira componente de ), o coeficiente de é 3 (segunda componente), e a constante 8 é a metade do produto interno de com . Essa é a fronteira de decisão correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A equação mistura os coeficientes de (4 e 3) com uma constante 10 que não deriva de nenhum cálculo. O candidato que escolhe essa opção provavelmente confundiu a média da classe 1 com o vetor diferença e errou no termo constante. A resposta correta usa o vetor diferença , não a média .