Questão de Matemática — Números Reais (Propriedades e Operações; Intervalos) — FGV 2024
Matemática›Números Reais (Propriedades e Operações; Intervalos)
Código
fg164423
Banca
FGV
Órgão
INPE
Ano
2024
Cargo
Tecno P1 ( )
Considere uma função f(x) contínua no intervalo [a, b] e que f(a)f(b) < 0. Considere, ainda, a utilização do método da bissecção, para obtenção do zero real desta função, sabendo que o valor de x_K, em cada iteração K, é dado por (a_K + b_K)/2. Se na primeira iteração for constatado que f(a_0) < 0, f(b_0) > 0 e f(x_0) > 0 e na segunda iteração f(a_1) < 0, f(b_1) > 0 e f(x_1) < 0, na aplicação deste método, devem ser feitas as seguintes atribuições para os novos limites dos intervalos:
Aa1 = b0; b1 = a0; a2 = b1; e b2 = x1.
Ba1 = x0; b1 = b0; a2 = x1; e b2 = b1.
Ca1 = a0; b1 = x0; a2 = a1; e b2 = x1.
Da1 = a0; b1 = x0; a2 = x1; e b2 = b1.
Ea1 = b0; b1 = x0; a2 = b1; e b2 = x1.
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GabaritoD — a1 = a0; b1 = x0; a2 = x1; e b2 = b1.
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Método da Bissecção
Gabarito: letra D. Na primeira iteração, como e , a raiz está entre e , então o novo intervalo é . Na segunda iteração, como e , a raiz está entre e , então o novo intervalo é . A alternativa que reflete exatamente essas atribuições é a letra D.
O método da bissecção é um algoritmo numérico para encontrar raízes de funções contínuas. Ele se baseia no Teorema do Valor Intermediário: se uma função contínua assume valores de sinais opostos nos extremos de um intervalo (ou seja, ), então existe pelo menos uma raiz nesse intervalo. O método funciona reduzindo o intervalo pela metade a cada iteração, sempre mantendo a raiz dentro do novo intervalo.
A cada iteração , calcula-se o ponto médio e avalia-se . A regra de atualização é:
Se , a raiz está entre e , então o novo intervalo é .
Se , a raiz está entre e , então o novo intervalo é .
Vamos aplicar isso ao problema:
Primeira iteração ():
Intervalo inicial: com e .
Ponto médio: .
Como , temos e , então a raiz está entre e .
Novo intervalo: .
Segunda iteração ():
Intervalo atual: com e .
Ponto médio: .
Como , temos e , então a raiz está entre e .
Novo intervalo: .
Portanto, as atribuições corretas são: , , e .
A pegadinha clássica é inverter os limites: trocar por ou usar o ponto médio como extremo errado. É fundamental lembrar que o novo intervalo sempre mantém a raiz dentro, ou seja, os sinais de nos extremos devem ser opostos.
1Calcular x_K = (a_K + b_K)/2
2Avaliar f(x_K)
3f(a_K)·f(x_K) < 0 → [a_K, x_K]
4f(x_K)·f(b_K) < 0 → [x_K, b_K]
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Iteração
Condição observada
Novo intervalo
Atribuições
1ª ()
, → raiz entre e
;
2ª ()
, → raiz entre e
;
Alternativa A — ❌ Incorreta
Atribui e , invertendo os extremos do intervalo inicial. Isso está errado porque o novo intervalo deve ser , não . Além disso, e também não seguem a regra.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Atribui e . Isso estaria correto se tivesse o mesmo sinal de , mas aqui e , então a raiz está à esquerda de , não à direita. O erro está em usar como novo extremo inferior.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Atribui e (correto na primeira iteração), mas na segunda iteração faz e . Isso está errado porque, como e , a raiz não está entre e ; ela está entre e . O erro está em manter em vez de atualizar para .
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Atribui , , e . Isso segue exatamente a regra: na primeira iteração, como e , o novo intervalo é ; na segunda, como e , o novo intervalo é .
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui e , o que já está errado na primeira iteração (inverte os extremos). Além disso, e também não seguem a regra.