Questão de Matemática — Definição, Subconjuntos, Inclusão e Pertinência, Operações, Conjunto das Partes — FGV 2024
- Código
- fg164485
- Banca
- FGV
- Órgão
- Pref Macaé
- Ano
- 2024
- Cargo
- Prof ( )
- A\varnothing
- B{2}
- C{1, 3}
- D{ 2, 4}
- E{1, 2, 3}
GabaritoB — {2}
Gabarito: letra B. A interseção é o conjunto {2}. Isso porque a união é a reunião de três partes disjuntas: os elementos que só pertencem a A (), os que só pertencem a B () e os que pertencem a ambos (). Como , o único elemento que falta para completar a união é o 2, que é exatamente a interseção.
A questão trabalha com a partição do conjunto universo (a união) em três regiões mutuamente exclusivas: a diferença , a diferença e a interseção . Essas três partes são disjuntas entre si — nenhum elemento pode estar em duas delas ao mesmo tempo — e a união delas reproduz exatamente o conjunto . Essa é a ideia central por trás do diagrama de Venn e do princípio da inclusão-exclusão.
Vamos decompor o problema. O enunciado nos dá:
(o universo da questão);
(elementos que estão em A, mas não em B);
(elementos que estão em B, mas não em A).
A diferença é definida como o conjunto dos elementos que pertencem a A e não pertencem a B. Analogamente, são os elementos de B que não pertencem a A. Por construção, essas duas diferenças são sempre disjuntas entre si e também disjuntas da interseção. Assim, a união pode ser reescrita como:
Substituindo os valores conhecidos:
Unindo as duas diferenças: . Para que a união completa seja , falta apenas o elemento 2. Portanto, .
Uma forma alternativa de visualizar é reconstruir os conjuntos A e B individualmente. O conjunto A é formado pelos elementos que só pertencem a ele () mais os que pertencem a ambos (): . O conjunto B é formado pelos elementos que só pertencem a ele () mais a interseção: . Conferindo: , que bate com o enunciado. E a interseção .
A pegadinha clássica desta questão é confundir a diferença com a interseção, ou esquecer que a união é formada por três partes, não apenas duas. Muitos candidatos, ao verem , assumem erroneamente que esses elementos são a interseção, ou que o elemento que falta na união (o 2) pertence a apenas um dos conjuntos. O raciocínio correto é sempre lembrar que é a soma das três regiões disjuntas do diagrama de Venn.
Guarde a estrutura da partição: diferença de A + interseção + diferença de B = união. É exatamente nessa decomposição que as alternativas se separam — cada uma explora um erro diferente na hora de identificar qual elemento pertence a qual região.
Afirma que (conjunto vazio). Isso só seria verdade se A e B não tivessem elementos em comum, ou seja, se fosse formado apenas pelas duas diferenças. Mas o enunciado mostra que — sobra o elemento 2, que precisa estar em algum lugar. Como ele não está em nem em , ele só pode estar na interseção. A alternativa confunde a situação em que os conjuntos são disjuntos com o caso geral.
A interseção é . Como demonstrado, a união é decomposta em , e . Unindo as duas diferenças temos ; o elemento que falta para completar a união é o 2, que é justamente o único elemento comum aos dois conjuntos. Reconstruindo: e , e a interseção é .
Afirma que . Esse é exatamente o conjunto , ou seja, os elementos que pertencem apenas a A. A alternativa troca a diferença pela interseção: são os elementos que estão em A mas não em B, portanto não podem estar na interseção (que exige pertencer aos dois simultaneamente). É a pegadinha mais comum: confundir a região exclusiva de A com a região comum.
Afirma que . O elemento 4 pertence a , ou seja, está apenas em B, não em A. Logo, não pode fazer parte da interseção. O elemento 2 realmente está na interseção, mas o 4 está na região exclusiva de B. A alternativa mistura a interseção com a diferença , somando elementos de regiões diferentes do diagrama de Venn.
Afirma que . Esse conjunto é exatamente o A completo (a união de com a interseção). Os elementos 1 e 3 pertencem apenas a A, não a B, então não podem estar na interseção. A alternativa confunde o conjunto A inteiro com a interseção, ignorando que a interseção exige pertencimento simultâneo aos dois conjuntos.
A banca explora a confusão entre as três regiões do diagrama de Venn. As alternativas C, D e E são, respectivamente, , a mistura de com a interseção, e o próprio A. O candidato que não decompõe a união em três partes disjuntas acaba escolhendo uma dessas armadilhas. A chave é sempre perguntar: "este elemento está em A e em B ao mesmo tempo?" — se sim, está na interseção; se está em apenas um, está numa das diferenças.
Para questões de conjuntos com diferenças dadas, monte mentalmente o diagrama de Venn e preencha as três regiões na ordem: (1) , (2) , (3) (o que sobrar). A soma das três regiões é sempre a união. Esse método resolve a maioria dos problemas de dois conjuntos sem precisar de fórmulas decoradas.
Gabarito: letra B
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