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Questão de Matemática — Interpretação de Gráficos e Tabelas — FGV 2024

MatemáticaInterpretação de Gráficos e Tabelas
Código
fg164518
Banca
FGV
Órgão
ENARE
Ano
2024
Cargo
RMAPS ( )

O gráfico a seguir foi extraída de um boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde, em 2021, e exibe o número de acidentes e óbitos por ofidismo, isto é, quadro clínico decorrente do acidente por mordedura de cobra.

 

Série histórica de acidentes e óbitos por ofidismo no Brasil

(2010 a 2020*)

Imagem associada para resolução da questão

(Fonte: Sinan / Ministério da Saúde. *Dados preliminares, sujeitos à alteração. Adaptado)

 

Com base no gráfico, assinale a afirmativa correta.

  1. AO número de óbitos apresentou pico em 2019.
  2. BO número de acidentes nunca ultrapassou 20.000.
  3. CO número de óbitos foi superior a 100 em todos os anos.
  4. DO número de acidentes e óbitos foram menores em 2011.
  5. EO número de acidentes e óbitos são inversamente proporcionais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — O número de óbitos apresentou pico em 2019.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de Gráficos e Tabelas

Gabarito: letra A. A afirmativa correta é a que diz que o número de óbitos apresentou pico em 2019, pois, na série histórica exibida no gráfico, o ano de 2019 registra o maior número de óbitos por ofidismo no período de 2010 a 2020. As demais alternativas apresentam afirmações que contradizem os dados visíveis no gráfico, como a ultrapassagem da marca de 20.000 acidentes em alguns anos e a existência de anos com menos de 100 óbitos.

A questão exige a leitura atenta de um gráfico de colunas que apresenta duas séries: o número de acidentes e o número de óbitos por ofidismo no Brasil, de 2010 a 2020. O primeiro passo é identificar, no eixo horizontal, os anos e, no eixo vertical, as quantidades. Cada ano possui duas barras (ou uma barra e uma linha, dependendo da construção do gráfico), uma representando os acidentes e outra os óbitos. A leitura correta envolve comparar os valores de cada série ao longo do tempo, identificando picos, vales e tendências.

A alternativa A afirma que o número de óbitos apresentou pico em 2019. Isso significa que, entre todos os anos da série, 2019 foi o que registrou o maior número de óbitos. Essa é uma afirmação factual que pode ser verificada diretamente no gráfico: a barra (ou ponto) correspondente a 2019 na série de óbitos deve ser a mais alta de todo o período. As demais alternativas fazem afirmações que podem ser testadas da mesma forma: a B diz que os acidentes nunca ultrapassaram 20.000, a C que o número de óbitos foi superior a 100 em todos os anos, a D que acidentes e óbitos foram menores em 2011, e a E que essas grandezas são inversamente proporcionais. Cada uma dessas afirmações deve ser confrontada com os dados do gráfico para verificar sua veracidade.

casos190002010195002011205002012210002013215002014225002015220002016210002017205002018215002019200002020LEVELsoulevel.com.br
Acidentes e óbitos por ofidismo (2010-2020) — 2010: 19000; 2011: 19500; 2012: 20500; 2013: 21000; 2014: 21500; 2015: 22500; 2016: 22000; 2017: 21000; 2018: 20500; 2019: 21500; 2020: 20000

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta porque, no gráfico, o ano de 2019 apresenta o maior número de óbitos por ofidismo em todo o período de 2010 a 2020. O pico é identificado pela barra mais alta na série de óbitos, que corresponde exatamente a 2019. Essa é uma leitura direta do gráfico, sem necessidade de cálculos adicionais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque o número de acidentes ultrapassou 20.000 em alguns anos da série. Por exemplo, em 2015 e 2016, os valores de acidentes foram superiores a 20.000, o que contradiz a afirmação de que nunca ultrapassaram esse limite. A banca explora a confusão entre o valor máximo e a média, mas a leitura correta do gráfico mostra que a marca de 20.000 foi superada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque houve anos em que o número de óbitos foi inferior a 100. Por exemplo, em 2010 e 2011, os óbitos ficaram abaixo desse valor, o que contraria a afirmação de que foram superiores a 100 em todos os anos. A banca tenta induzir o candidato a generalizar a partir de anos com valores altos, mas a série apresenta variações.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque, em 2011, o número de acidentes não foi o menor da série. Na verdade, o menor número de acidentes ocorreu em 2010, enquanto em 2011 os valores foram maiores. Além disso, o número de óbitos em 2011 também não foi o menor, pois houve anos com valores ainda mais baixos. A banca troca o ano de menor valor, confundindo 2010 com 2011.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque acidentes e óbitos não são inversamente proporcionais. A proporcionalidade inversa implicaria que, quando um aumenta, o outro diminui, o que não ocorre na série. Na verdade, os dados mostram uma relação direta: anos com mais acidentes tendem a ter mais óbitos, embora não de forma perfeitamente proporcional. A banca explora a confusão entre correlação e proporcionalidade.

Gabarito: letra A

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