Questão de Banco de Dados — Arquitetura ANSI/SPARC — FGV 2024
Banco de Dados›Arquitetura ANSI/SPARC
Código
fg165187
Banca
FGV
Órgão
CM SP
Ano
2024
Cargo
Cons Leg ( )
Com relação aos níveis da arquitetura ANSI/SPARC dos Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados (SGBD) relacionais, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
I. O nível interno é o mais próximo do meio de armazenamento físico, é uma representação de baixo nível de todo o banco de dados, ele se ocupa do modo como os dados são fisicamente armazenados dentro do SGBD.
II. O nível externo, também conhecido como o nível lógico de comunidade, é o mais próximo dos usuários finais ou programadores de aplicação, é aquele que se ocupa do modo como os dados são vistos pelos usuários do sistema.
III. O nível conceitual, também conhecido nível lógico de usuário, é um nível indireto entre os outros dois níveis e representa todo o conteúdo do banco de dados de uma forma um tanto abstrata em comparação como os dados são armazenados logicamente.
As afirmativas são, respectivamente,
AF – V – V.
BF – F – V.
CF – V – F.
DV – V – F.
EV – F – F.
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GabaritoE — V – F – F.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Arquitetura ANSI/SPARC: os três níveis de abstração
Gabarito: letra E — sequência V – F – F. A afirmativa I está correta (nível interno = armazenamento físico); a II está incorreta porque o nível externo é o "nível lógico de usuário", e não "lógico de comunidade"; a III está incorreta porque o nível conceitual é o "nível lógico de comunidade", e não "lógico de usuário". A banca trocou os apelidos dos níveis externo e conceitual — armadilha clássica da arquitetura ANSI/SPARC.
A arquitetura ANSI/SPARC (também chamada de arquitetura de três esquemas) é o modelo de referência que separa a visão do usuário, a estrutura lógica global e o armazenamento físico de um banco de dados. Ela existe para garantir a independência de dados: mudanças em um nível não devem obrigar alterações nos níveis superiores. São três níveis, cada um com um esquema próprio:
Nível interno (ou físico): o mais próximo do meio de armazenamento. Descreve como os dados estão fisicamente gravados — arquivos, páginas, índices, métodos de acesso, compactação. É o nível do esquema interno.
Nível conceitual (ou lógico de comunidade): descreve todo o banco de dados para uma comunidade de usuários, definindo quais dados são armazenados e como se relacionam, sem se preocupar com detalhes físicos. É o esquema conceitual.
Nível externo (ou de visão): o mais próximo dos usuários finais e programadores. Cada usuário ou grupo enxerga apenas uma parte do banco (uma visão), conforme sua necessidade. Há vários esquemas externos.
A confusão que a banca explora está justamente nos apelidos: o nível externo é o lógico de usuário (visão individual); o nível conceitual é o lógico de comunidade (visão global). Inverter esses dois rótulos é o erro mais comum nesse tema.
Os mapeamentos ligam os níveis: o mapeamento externo/conceitual traduz cada visão de usuário para o esquema conceitual; o mapeamento conceitual/interno traduz o esquema conceitual para o físico. São eles que garantem a independência lógica (alterar o conceitual sem afetar os externos) e a independência física (alterar o interno sem afetar o conceitual).
Na prática, quando um usuário faz uma consulta, o SGBD percorre o caminho inverso: da visão externa ao esquema conceitual e deste ao armazenamento físico, usando os mapeamentos. Por isso a arquitetura é representada como uma pirâmide: usuários no topo, armazenamento na base.
Guarde a fronteira: externo = visão do usuário (parte do banco); conceitual = visão da comunidade (banco inteiro); interno = armazenamento físico. É exatamente nessa fronteira que as afirmativas II e III se dividem.
Arquitetura ANSI/SPARC: Nível interno (Armazenamento físico, Esquema interno); Nível conceitual (Lógico de comunidade, Banco inteiro); Nível externo (Lógico de usuário, Visão individual (parte)); Mapeamentos (Externo/conceitual, Conceitual/interno)
Item I — ✅ Verdadeiro
A afirmativa descreve corretamente o nível interno: é o mais próximo do meio de armazenamento físico, representa o banco em baixo nível e trata de como os dados são fisicamente armazenados. Isso está em conformidade com a definição clássica da arquitetura ANSI/SPARC.
Item II — ❌ Falso
O erro está no apelido: o nível externo é o nível lógico de usuário, não "lógico de comunidade". O nível externo é o mais próximo dos usuários finais e programadores, e descreve como cada usuário vê os dados — mas a expressão "lógico de comunidade" pertence ao nível conceitual, que representa o banco inteiro para todos os usuários. A banca trocou os termos.
Item III — ❌ Falso
Aqui a troca é inversa: o nível conceitual é o nível lógico de comunidade, não "lógico de usuário". A afirmativa acerta ao dizer que é um nível indireto entre os outros dois e que representa o banco de dados de forma abstrata, mas erra justamente no apelido — e a banca cobra essa precisão terminológica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os apelidos dos níveis externo e conceitual. Decore: externo = lógico de usuário (visão individual, parte do banco); conceitual = lógico de comunidade (visão global, banco inteiro). Se a questão disser o contrário, está errada.