Questão de Banco de Dados — Arquitetura ANSI/SPARC — FGV 2024
- Código
- fg165243
- Banca
- FGV
- Órgão
- ALETO
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana Leg ( )
- Aconceitual.
- Bde usuário.
- Cfísica.
- Dlógica.
- Evisual.
GabaritoD — lógica.
Gabarito: letra D — o conceito descrito é a independência lógica de dados, que é exatamente a capacidade de alterar o esquema conceitual sem afetar os esquemas externos ou os programas de aplicação. A arquitetura de três esquemas (ANSI/SPARC) separa os níveis externo, conceitual e interno, e a independência lógica garante que mudanças na estrutura conceitual não exijam alterações nas visões dos usuários.
A arquitetura de três esquemas, proposta pelo comitê ANSI/SPARC, tem como objetivo separar as aplicações do usuário do banco de dados físico. Ela é organizada em três níveis: o nível externo (ou de visão), que descreve a parte do banco de dados que cada grupo de usuários enxerga; o nível conceitual, que descreve a estrutura global do banco de dados, sem detalhes de armazenamento físico; e o nível interno, que descreve a estrutura de armazenamento físico. Entre esses níveis existem mapeamentos que definem as correspondências entre eles.
A independência de dados é a capacidade de alterar o esquema em um nível sem afetar o esquema no nível imediatamente superior. Ela se divide em dois tipos:
Independência lógica de dados: capacidade de alterar o esquema conceitual sem ter de alterar os esquemas externos ou os programas de aplicação. É exatamente o que o enunciado descreve.
Independência física de dados: capacidade de alterar o esquema interno (armazenamento físico) sem ter de alterar o esquema conceitual e, por consequência, sem afetar os esquemas externos.
A pegadinha da banca está em confundir os dois tipos: a independência lógica lida com o esquema conceitual, enquanto a física lida com o esquema interno. O enunciado fala explicitamente em "alteração do esquema conceitual", o que aponta diretamente para a independência lógica.
Para fixar, veja a comparação:
Critério | Independência Lógica | Independência Física |
|---|---|---|
Esquema alterado | Conceitual | Interno |
Esquemas não afetados | Externos e programas de aplicação | Conceitual e, por consequência, externos |
Objetivo | Proteger as aplicações de mudanças na estrutura lógica | Proteger o esquema conceitual de mudanças no armazenamento físico |
Guarde essa distinção: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A banca troca "conceitual" por "interno" para induzir ao erro.
Independência conceitual não é um termo consagrado na arquitetura ANSI/SPARC. Os dois tipos clássicos são a independência lógica e a física. A banca inventa um nome que parece plausível, mas não corresponde a nenhum conceito da literatura de banco de dados.
Independência de usuário também não é um termo técnico da arquitetura de três esquemas. O que existe é a independência lógica e a física; a independência de usuário não é definida nesse contexto.
A independência física de dados é a capacidade de alterar o esquema interno sem afetar o esquema conceitual. O enunciado fala em alterar o esquema conceitual, o que caracteriza a independência lógica. A banca troca o nível: conceitual por interno.
A independência lógica de dados é exatamente a capacidade de alterar o esquema conceitual sem ter de alterar os esquemas externos ou os programas de aplicação. O enunciado descreve esse conceito com precisão, e a alternativa D o nomeia corretamente.
Independência visual não é um termo da arquitetura ANSI/SPARC. O nível externo é chamado de visão, mas a independência associada a ele não é chamada de "visual". A banca tenta confundir com o termo "visão" (view), mas o conceito correto é independência lógica.
A banca explora a confusão entre independência lógica e física. Lembre-se: lógica = esquema conceitual; física = esquema interno. Se o enunciado falar em alterar o esquema conceitual, é lógica; se falar em alterar o esquema interno, é física. Com esse critério, você elimina as alternativas C e E na hora.
Gabarito: letra D
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