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Questão de Redes de Computadores — RIP (Routing Information Protocol) — FGV 2024

Redes de ComputadoresRIP (Routing Information Protocol)
Código
fg165554
Banca
FGV
Órgão
TJ AP
Ano
2024
Cargo
AJ ( )

Três roteadores estão conectados em série por duas redes de ligação. Esses roteadores e essas redes de ligação são responsáveis por conectarem outras três redes locais (Stub). O protocolo Routing Information Protocol versão 2 (RIPv2) foi corretamente configurado para estabelecer conexão entre todas essas redes.

 

A tabela abaixo apresenta as redes diretamente conectadas aos respectivos roteadores.

 

Roteador

Rede IP Diretamente Conectada

Tipo de Rede

R1192.168.1.0/24

Rede Local (Stub)

192.168.2.0/24

Rede de Ligação

R2

192.168.2.0/24

Rede de Ligação

192.168.3.0/24

Rede Local (Stub)

192.168.4.0/24

Rede de Ligação

R3

192.168.4.0/24

Rede de Licação

192.168.5.0/24

Rede Local (Stub)

 

A rota para a rede local 192.168.1.0/24 inserida pelo protocolo RIPv2 no roteador R3 apresentará custo igual a

  1. A0;
  2. B1;
  3. C2;
  4. D90;
  5. E120.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — 2;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

RIPv2: métrica e contagem de saltos

Gabarito: letra C. A rota para a rede local 192.168.1.0/24 inserida pelo RIPv2 no roteador R3 terá custo 2, pois o RIP conta o número de saltos (hops) entre roteadores, e o caminho de R3 até R1 atravessa dois enlaces de ligação (R3→R2 e R2→R1). O RIP é um protocolo de vetor de distância que usa o número de saltos como métrica, e cada roteador incrementa a métrica em 1 ao repassar uma rota aprendida.

O RIP (Routing Information Protocol) é um protocolo de roteamento interno (IGP) que utiliza o algoritmo de vetor de distância. Nesse algoritmo, cada roteador mantém uma tabela com a distância (métrica) até cada rede conhecida e o próximo salto (next hop) para alcançá-la. A métrica do RIP é simplesmente a contagem de saltos (hop count): cada roteador no caminho adiciona 1 à métrica da rota. Quando um roteador recebe uma atualização de um vizinho anunciando uma rota com métrica X, ele insere essa rota em sua tabela com métrica X+1, indicando que o pacote precisará atravessar mais um enlace.

No cenário da questão, temos três roteadores em série: R1 conectado à rede local 192.168.1.0/24 e à rede de ligação 192.168.2.0/24; R2 conectado às redes de ligação 192.168.2.0/24 e 192.168.4.0/24; e R3 conectado à rede de ligação 192.168.4.0/24 e à rede local 192.168.5.0/24. Para que R3 aprenda a rota para 192.168.1.0/24, o caminho é: R3 → R2 → R1. Isso significa que o pacote sai de R3, atravessa a rede 192.168.4.0/24 até R2, depois atravessa a rede 192.168.2.0/24 até R1, e então chega à rede 192.168.1.0/24. São dois saltos entre roteadores (R3→R2 e R2→R1), portanto a métrica é 2.

Vamos detalhar o processo de propagação da rota:

  1. R1 conhece diretamente a rede 192.168.1.0/24 com métrica 0 (rota conectada). Ele anuncia essa rota para R2 com métrica 1.

  2. R2 recebe o anúncio de R1, adiciona 1 à métrica (total 2) e insere a rota em sua tabela. R2 anuncia essa rota para R3 com métrica 2.

  3. R3 recebe o anúncio de R2, adiciona 1 à métrica (total 3) e insere a rota em sua tabela.

Espera! Se R3 recebe a rota com métrica 2 de R2 e adiciona 1, a métrica final seria 3, não 2. Vamos corrigir o raciocínio: a métrica anunciada por um roteador já inclui o salto até ele. Quando R1 anuncia para R2, ele envia a rota com métrica 1 (porque R1 está a 1 salto da rede 192.168.1.0/24). R2, ao receber, adiciona 1 e armazena com métrica 2 (R2 está a 2 saltos da rede). R2 anuncia para R3 com métrica 2. R3, ao receber, adiciona 1 e armazena com métrica 3. Portanto, a rota em R3 teria métrica 3, não 2.

Mas o gabarito é 2. Onde está o erro? Vamos reler o enunciado: "A rota para a rede local 192.168.1.0/24 inserida pelo protocolo RIPv2 no roteador R3 apresentará custo igual a". A pergunta é sobre o custo da rota inserida no R3, ou seja, o valor que R3 coloca em sua tabela de roteamento. Se R3 recebe de R2 um anúncio com métrica 2, ele adiciona 1 e fica com 3. Mas o gabarito diz 2. Isso sugere que a banca considera que a métrica anunciada por R2 para R3 já é 2, e que R3 não adiciona mais 1? Não, isso contraria o funcionamento do RIP.

Vamos analisar a topologia com mais cuidado. A tabela mostra:

  • R1: redes 192.168.1.0/24 (stub) e 192.168.2.0/24 (ligação)

  • R2: redes 192.168.2.0/24 (ligação), 192.168.3.0/24 (stub) e 192.168.4.0/24 (ligação)

  • R3: redes 192.168.4.0/24 (ligação) e 192.168.5.0/24 (stub)

A rede 192.168.3.0/24 é uma rede local (stub) conectada ao R2, mas não aparece na pergunta. O caminho de R3 até 192.168.1.0/24 é: R3 → (rede 192.168.4.0/24) → R2 → (rede 192.168.2.0/24) → R1 → (rede 192.168.1.0/24). São dois enlaces de ligação entre os roteadores. No RIP, a métrica é o número de saltos entre roteadores. O R3 está a 2 saltos do R1 (R3→R2 é 1 salto, R2→R1 é outro salto). Portanto, a métrica da rota em R3 é 2.

A confusão surge porque, ao propagar a rota, cada roteador incrementa a métrica. Mas a métrica final em R3 é o número de saltos de R3 até a rede de destino. Vamos simular:

  • R1 tem a rota para 192.168.1.0/24 com métrica 0 (conectada diretamente).

  • R1 anuncia para R2: métrica 1 (0 + 1).

  • R2 recebe, armazena com métrica 1 (porque R2 está a 1 salto de R1). R2 anuncia para R3: métrica 2 (1 + 1).

  • R3 recebe, armazena com métrica 2 (porque R3 está a 2 saltos de R1).

Aqui está o ponto: quando R2 anuncia para R3, ele envia a métrica que ele tem (1) + 1 = 2. R3, ao receber, armazena com a métrica recebida (2), sem adicionar mais 1, porque a métrica anunciada já representa a distância até o destino a partir do roteador que anuncia. Na verdade, o RIP funciona assim: quando um roteador recebe uma atualização, ele adiciona 1 à métrica recebida e armazena. Mas vamos verificar com o texto do contexto: "O valor métrico (salto) para o trajeto é aumentado por 1 e o remetente é indicado como o hop seguinte." Isso significa que, ao receber uma rota com métrica X, o roteador armazena X+1. Então, se R2 anuncia com métrica 1 (a distância de R2 até a rede), R3 armazena 2. Se R2 anuncia com métrica 2 (a distância de R2 até a rede, que seria 2 se R2 estivesse a 2 saltos), R3 armazena 3.

No nosso caso, R1 está a 0 saltos da rede 192.168.1.0/24. R1 anuncia para R2 com métrica 1 (0+1). R2 armazena 1 (porque R2 está a 1 salto). R2 anuncia para R3 com métrica 2 (1+1). R3 armazena 2 (porque R3 está a 2 saltos). Portanto, a métrica em R3 é 2. A pegadinha é que a métrica anunciada por R2 já é 2, e R3 armazena exatamente esse valor, pois a métrica anunciada representa a distância do anunciante até o destino, e o receptor usa esse valor como sua distância (sem adicionar mais 1, pois o anúncio já inclui o salto do anunciante). Na verdade, o RIP adiciona 1 ao receber, mas o anúncio de R2 já foi incrementado por R2 ao aprender de R1. Vamos esclarecer:

  • R1 tem métrica 0 para 192.168.1.0/24.

  • R1 envia atualização para R2 com métrica 1 (0+1).

  • R2 recebe, adiciona 1, armazena métrica 2. (R2 está a 2 saltos? Não, R2 está a 1 salto de R1, então deveria ser 1. Mas o RIP adiciona 1 ao receber, então 1+1=2? Isso está errado.)

Vamos consultar o RFC 1058 (RIP): a métrica é o número de saltos até o destino. Quando um roteador anuncia uma rota, ele anuncia a métrica que ele tem para aquela rede. O receptor adiciona 1 à métrica recebida para refletir o salto adicional até o anunciante. Portanto:

  • R1 tem métrica 0 para 192.168.1.0/24.

  • R1 anuncia para R2 com métrica 0 (a métrica que R1 tem).

  • R2 recebe, adiciona 1, armazena métrica 1 (R2 está a 1 salto).

  • R2 anuncia para R3 com métrica 1 (a métrica que R2 tem).

  • R3 recebe, adiciona 1, armazena métrica 2 (R3 está a 2 saltos).

Portanto, a métrica em R3 é 2. O gabarito está correto. A confusão anterior foi porque eu assumi que R1 anuncia com métrica 1, mas na verdade R1 anuncia com a métrica que ele tem (0). O receptor adiciona 1. Então o caminho tem 2 saltos, e a métrica em R3 é 2.

Vamos confirmar com o contexto: "O valor métrico (salto) para o trajeto é aumentado por 1 e o remetente é indicado como o hop seguinte." Isso se refere ao receptor: ao receber uma rota, ele aumenta a métrica em 1. Portanto, se R2 anuncia com métrica 1 (a distância de R2 até a rede), R3 armazena 2. Se R2 anuncia com métrica 2, R3 armazena 3. No nosso caso, R2 está a 1 salto da rede 192.168.1.0/24 (via R1), então R2 anuncia com métrica 1. R3 recebe e armazena 2. Perfeito.

A alternativa A) 0 seria a métrica de uma rota diretamente conectada, o que não é o caso para R3. A alternativa B) 1 seria a métrica se R3 estivesse a 1 salto da rede, o que não ocorre. A alternativa D) 90 e E) 120 são valores usados pelo RIP para rotas inválidas ou para o custo máximo (16 é infinito, 90 e 120 não são usados no RIP; 90 é usado pelo EIGRP e 120 pelo OSPF? Na verdade, 120 é a distância administrativa do RIP, não a métrica). Portanto, a única correta é a C) 2.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a métrica do RIP (contagem de saltos) e a distância administrativa (que é 120 para o RIP). O candidato desatento pode marcar 120, mas a distância administrativa é um conceito diferente: é um valor de preferência entre protocolos, não a métrica de custo da rota. Aqui, o custo é simplesmente o número de saltos: R3 → R2 → R1 = 2 saltos.

PEGA ESSA DICA!

Para calcular a métrica do RIP, conte quantos roteadores o pacote atravessa até o destino, excluindo o roteador de origem. No caminho R3 → R2 → R1, o pacote passa por R2 e R1 (2 roteadores), então a métrica é 2. Se a rede de destino estivesse diretamente conectada ao R3, a métrica seria 0.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Métrica 0 é usada apenas para redes diretamente conectadas ao roteador. A rede 192.168.1.0/24 não está conectada ao R3, portanto a métrica não pode ser 0.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Métrica 1 indicaria que a rede está a um salto do R3, ou seja, diretamente conectada a um vizinho. A rede 192.168.1.0/24 está a dois saltos (R3→R2→R1), então a métrica é 2.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O caminho de R3 até a rede 192.168.1.0/24 passa por dois enlaces de ligação: R3→R2 (rede 192.168.4.0/24) e R2→R1 (rede 192.168.2.0/24). Cada salto entre roteadores incrementa a métrica em 1, resultando em custo 2.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O valor 90 não é uma métrica do RIP. O RIP usa contagem de saltos, com máximo de 15 (16 é considerado infinito). O valor 90 é a distância administrativa do EIGRP, não se aplica aqui.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O valor 120 é a distância administrativa do RIP, não a métrica de custo. A distância administrativa é um valor de preferência usado quando há múltiplos protocolos de roteamento, não a métrica da rota. A métrica do RIP é a contagem de saltos, que neste caso é 2.

Gabarito: letra C

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