Questão de Redes de Computadores — RIP (Routing Information Protocol) — FGV 2024
Redes de Computadores›RIP (Routing Information Protocol)
Código
fg165567
Banca
FGV
Órgão
ALETO
Ano
2024
Cargo
Ana Leg ( )
O RIP (Protocolo de Informação de Roteamento) é um protocolo interno de roteamento usado por roteadores para trocar informações de roteamento entre si. A ideia é que os roteadores compartilhem suas tabelas de roteamento com os roteadores vizinhos, na tentativa de encontrar o caminho mais eficiente entre redes.
Sabendo que existem três versões do protocolo RIP (RIPv1, RIPv2 e RIPng), é correto afirmar que
Ao RIPng, baseado no RIPv1, faz a autenticação por meio do protocolo IPsec.
Bo RIPng é limitado a 25 informações de rota.
Cas três versões do protocolo RIP permitem uso de máscaras de sub-redes.
Do RIPv2 utiliza um esquema de autenticação baseado em senha.
Eas três versões do protocolo RIP usam mensagens com endereços IPv6.
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GabaritoD — o RIPv2 utiliza um esquema de autenticação baseado em senha.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
RIP: RIPv1, RIPv2 e RIPng
Gabarito: letra D. O RIPv2 introduziu um esquema de autenticação baseado em senha (texto claro ou MD5), enquanto o RIPng, voltado para IPv6, não possui autenticação própria e depende do IPsec para segurança — é exatamente essa distinção que a alternativa correta espelha.
O RIP (Routing Information Protocol) é um protocolo de roteamento interno (IGP) que utiliza o algoritmo de vetor de distância (distance vector). Nele, cada roteador envia periodicamente sua tabela de roteamento completa aos vizinhos, e a métrica utilizada é o número de saltos (hops), com um limite máximo de 15 saltos — o valor 16 é considerado "infinito" e indica rota inalcançável. As atualizações são enviadas a cada 30 segundos, em broadcast (RIPv1) ou multicast (RIPv2), utilizando UDP na porta 520.
Existem três versões do RIP, cada uma com características próprias:
RIPv1: versão original, para IPv4, sem suporte a máscaras de sub-rede (classful), sem autenticação e sem suporte a CIDR. As atualizações são enviadas em broadcast.
RIPv2: evolução do RIPv1, também para IPv4, mas com suporte a máscaras de sub-rede (classless/CIDR), autenticação (senha em texto claro ou MD5) e envio em multicast (224.0.0.9).
RIPng: versão para IPv6, baseada no RIPv2 (não no RIPv1), sem autenticação própria — depende do IPsec para segurança. Utiliza a porta UDP 521 e o multicast FF02::9.
A pegadinha da questão está em confundir as características das versões: o RIPng não é baseado no RIPv1, mas sim no RIPv2; o limite de 25 rotas por mensagem é uma limitação do RIPv1 e RIPv2 (devido ao tamanho do pacote UDP), mas o RIPng não tem esse limite; e apenas o RIPv2 e o RIPng suportam máscaras de sub-rede, enquanto o RIPv1 não. Além disso, apenas o RIPng utiliza IPv6 — RIPv1 e RIPv2 são para IPv4.
Guarde a fronteira entre as versões: RIPv1 (IPv4, sem máscara, sem autenticação), RIPv2 (IPv4, com máscara, com autenticação) e RIPng (IPv6, com máscara, sem autenticação própria). É nessa distinção que as alternativas se dividem.
RIP (Routing Information Protocol): RIPv1 (IPv4) (Sem máscara de sub-rede, Sem autenticação, Broadcast (UDP 520)); RIPv2 (IPv4) (Com máscara de sub-rede, Autenticação por senha/MD5, Multicast (UDP 520)); RIPng (IPv6) (Com máscara de sub-rede, Sem autenticação própria (usa IPsec), Multicast (UDP 521))
Alternativa A — ❌ Incorreta
O RIPng é baseado no RIPv2, não no RIPv1. Além disso, o RIPng não possui autenticação própria — a segurança é delegada ao IPsec, que é um protocolo externo de segurança IP, não um mecanismo interno do RIPng. A alternativa erra ao afirmar que o RIPng "faz a autenticação por meio do protocolo IPsec" como se fosse uma característica embutida; na verdade, o RIPng simplesmente não implementa autenticação, e o IPsec pode ser usado na camada IP para proteger o tráfego, mas não é parte do protocolo RIPng.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O limite de 25 informações de rota por mensagem é uma característica do RIPv1 e RIPv2, não do RIPng. Isso ocorre porque o campo de rota no pacote RIP tem tamanho fixo (20 bytes por entrada) e o pacote UDP máximo é de 512 bytes, permitindo 25 entradas. O RIPng, por ser projetado para IPv6, utiliza um formato de pacote diferente e não possui esse limite — ele pode carregar mais rotas por mensagem. A alternativa troca a limitação de uma versão para outra.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apenas o RIPv2 e o RIPng suportam máscaras de sub-rede (classless). O RIPv1 é um protocolo classful, ou seja, não envia informações de máscara nas atualizações — ele assume a máscara padrão da classe do endereço (A, B ou C). Portanto, a afirmação de que "as três versões permitem uso de máscaras de sub-redes" é falsa, pois o RIPv1 não suporta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O RIPv2 introduziu um esquema de autenticação baseado em senha. Essa autenticação pode ser feita em texto claro (senha simples) ou usando MD5 (hash). É uma das principais melhorias do RIPv2 em relação ao RIPv1, que não possuía nenhum mecanismo de autenticação. A alternativa está correta ao afirmar que o RIPv2 utiliza um esquema de autenticação baseado em senha.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Apenas o RIPng utiliza mensagens com endereços IPv6. O RIPv1 e o RIPv2 são protocolos para redes IPv4 e utilizam endereços IPv4 em suas mensagens. O RIPng foi especificamente projetado para operar em redes IPv6, com formato de pacote e endereçamento próprios. A alternativa generaliza incorretamente ao afirmar que as três versões usam IPv6.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as versões do RIP. O candidato tende a associar "RIPng" a "RIPv1" por serem as versões mais antigas, mas o RIPng é baseado no RIPv2. Além disso, é comum confundir o limite de 25 rotas (RIPv1/RIPv2) com o RIPng, e achar que todas as versões suportam máscaras ou IPv6. Lembre-se: RIPv1 = IPv4, sem máscara, sem autenticação; RIPv2 = IPv4, com máscara, com autenticação; RIPng = IPv6, com máscara, sem autenticação própria.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela comparativa das três versões: