Questão de Redes de Computadores — Técnicas de Comutação (Circuitos, Pacotes e Células) — FGV 2024
Redes de Computadores›Técnicas de Comutação (Circuitos, Pacotes e Células)
Código
fg165569
Banca
FGV
Órgão
ALETO
Ano
2024
Cargo
Ana Leg ( )
Em redes de computadores, o conceito de comutação refere-se ao encaminhamento de mensagens entre dois pontos A e B que não estão diretamente interligados. A fim de efetivar a entrega, a mensagem segue o fluxo entre esses pontos valendo-se de dispositivos intermediários comutadores.
Nesse contexto, a comutação por circuito caracteriza-se por
Aconfigurar uma arquitetura cliente-servidor que estabeleça a conexão via protocolo HTTP ou HTTPS.
Bcriar um caminho dedicado antes do envio da mensagem, dedicado até o final da transmissão.
Cdividir a mensagem em pacotes, cada qual sendo roteada por um caminho até o destino.
Destabelecer caminhos dedicados ponto-a-ponto, com liberação automática entre os pontos intermediários.
Eimplementar uma rede PAN (Personal Area Network), que permite a comunicação por proximidade.
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GabaritoB — criar um caminho dedicado antes do envio da mensagem, dedicado até o final da transmissão.
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Comutação por circuito: caminho dedicado e reserva de recursos
Gabarito: letra B. A comutação por circuito caracteriza-se por criar um caminho dedicado antes do envio da mensagem, dedicado até o final da transmissão — é a essência da técnica: estabelecer previamente uma rota física reservada entre origem e destino, que permanece alocada durante toda a comunicação. Esse conceito é o que distingue a comutação por circuito da comutação por pacotes, e é exatamente essa fronteira que a questão explora.
A comutação é o mecanismo que permite encaminhar mensagens entre dois pontos que não estão diretamente interligados, usando dispositivos intermediários (comutadores). Existem três grandes paradigmas: comutação por circuito, comutação por pacotes e comutação por mensagens. A comutação por circuito, historicamente usada na telefonia tradicional (PSTN), funciona em três fases: estabelecimento do circuito (reserva do caminho), conversação (transmissão dos dados) e desconexão do circuito (liberação dos recursos). O ponto-chave é que, durante toda a transmissão, a largura de banda fica reservada e dedicada àquela comunicação — mesmo que não haja tráfego, ninguém mais pode usar aquele caminho.
A grande diferença para a comutação por pacotes é que, nesta, a mensagem é dividida em pacotes que seguem independentemente pela rede, podendo cada um tomar um caminho diferente, sem reserva prévia de recursos. Na comutação por circuito, todos os dados seguem o mesmo caminho físico, o que garante que cheguem em ordem e sem atrasos de enfileiramento — mas ao custo de desperdiçar largura de banda quando não há tráfego. Esse é o compromisso fundamental: serviço garantido com desperdício de recursos (circuito) versus serviço não garantido sem desperdício (pacotes).
Um exemplo prático: numa chamada telefônica tradicional, ao discar, a central telefônica estabelece um circuito físico dedicado entre os dois aparelhos. Enquanto a ligação dura, esse caminho fica reservado — se um dos interlocutores ficar em silêncio, a banda continua alocada e não pode ser usada por outra chamada. Ao desligar, o circuito é liberado. Já na internet (comutação por pacotes), um e-mail é dividido em pacotes que podem seguir rotas diferentes e chegar fora de ordem, sendo remontados no destino.
A pegadinha que a banca explora nesta questão é a confusão entre as características da comutação por circuito e da comutação por pacotes. A alternativa D, por exemplo, mistura o conceito de caminho dedicado com "liberação automática entre os pontos intermediários" — o que não faz sentido, pois o circuito é liberado apenas ao final da transmissão, não entre os pontos intermediários. A alternativa C descreve corretamente a comutação por pacotes, não a por circuito. Guarde a fronteira: circuito = caminho dedicado e reservado antes do envio, mantido até o fim; pacotes = divisão da mensagem, sem caminho fixo, com roteamento independente.
Não garantida (pacotes podem chegar fora de ordem)
Eficiência de uso do meio
Baixa (desperdício quando não há tráfego)
Alta (uso dinâmico dos recursos)
Exemplo típico
Telefonia tradicional (PSTN)
Internet (TCP/IP)
Comutação
1Por circuito
Caminho dedicado antes do envio
Mantido até o fim da transmissão
Fases: estabelecer, conversar, desconectar
Desperdício de banda em silêncio
2Por pacotes
Mensagem dividida em pacotes
Roteamento independente
Sem reserva prévia
Chegada fora de ordem
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Configurar uma arquitetura cliente-servidor que estabeleça a conexão via protocolo HTTP ou HTTPS não tem relação com comutação por circuito. HTTP/HTTPS são protocolos de aplicação que rodam sobre a comutação por pacotes (TCP/IP). A alternativa confunde o conceito de comutação com o de arquitetura de aplicação e protocolo da web.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição clássica de comutação por circuito: criar um caminho dedicado antes do envio da mensagem, dedicado até o final da transmissão. O circuito é estabelecido previamente (fase de estabelecimento), permanece alocado durante toda a comunicação (fase de conversação) e só é liberado ao final (fase de desconexão). É exatamente o que a alternativa descreve.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Dividir a mensagem em pacotes, cada qual roteado por um caminho até o destino, é a definição de comutação por pacotes, não de comutação por circuito. Na comutação por circuito não há divisão da mensagem em pacotes nem roteamento independente — todos os dados seguem o mesmo caminho físico reservado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa mistura conceitos: fala em "caminhos dedicados ponto-a-ponto" (que é característica da comutação por circuito), mas acrescenta "com liberação automática entre os pontos intermediários", o que é incorreto. O circuito é liberado apenas ao final da transmissão, não entre os pontos intermediários. Além disso, a comutação por circuito estabelece um caminho dedicado, não múltiplos caminhos ponto-a-ponto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Rede PAN (Personal Area Network) é uma classificação de rede por abrangência geográfica (comunicação por proximidade, como Bluetooth), não uma técnica de comutação. A alternativa confunde o conceito de comutação com o de classificação de redes por área de cobertura.
Gabarito: letra B — a comutação por circuito caracteriza-se por criar um caminho dedicado antes do envio da mensagem, dedicado até o final da transmissão.