Questão de Redes de Computadores — Conceitos e Especificações do IP — FGV 2024
Redes de Computadores›Conceitos e Especificações do IP
Código
fg165572
Banca
FGV
Órgão
INPE
Ano
2024
Cargo
Tecno Jr ( )
Texto III
3.3 NETWORK LAYER
3.3.1 GENERAL FEATURES OF NETWORK PROTOCOLS
Data Forwarding differs greatly from data routing, defined in reference [60] as ‘the process of selecting paths from origins to destinations in a network’. Here, the concept of an endpoint is global over a series of open and extensible subnetworks. Whenever routing is done across multiple subnetworks, a network routing protocol is required, which is not in the purview of SPP. It is essential that when one plans to route data over an open network composed of multiple subnetworks, one uses a network protocol.
By using the Encapsulation Packet Protocol as a shim, other CCSDS-recognized Network Protocols such as BP (references [55] and [56]) and IP can be used over space links. The data units of network protocols can also be transferred using the Space Packet Protocol done in a mission-specific manner using APID(s) as set by management. Over a space link, protocol data units of the network protocols (i.e., BP, IP, or others carried through SPP or EPP) are transferred within the Space Data Link Protocols. In particular, the Space Data Link Protocols have the capability to carry several protocol data units of the Internet Protocol, multiplexed or not- multiplexed, within the Encapsulation packet. IP over CCSDS (reference [45]) specifies how CCSDS-recognized IP datagrams are transferred over the link.
3.3.2 ADDRESSING OF NETWORK PROTOCOLS
An End System Identifier, as used by IP and BP, unambiguously identifies a single end system or a group of end systems. If it is necessary to identify both the source and destination when using End System Identifiers, a pair of End System Identifiers must be used. These identifiers, which either identify or map to locations in network topology, are specified in the IP or BP PDUs, and they are used by the IP or BP routing nodes to perform routing decisions at each step along the end-to-end path.
As already mentioned, CCSDS Encapsulation Packet Protocol allows the use of other CCSDS recognized Network Protocols within their own end system identification notations. CCSDS developed Delay Tolerant Networking (references [55] and [56]) as the means to perform interoperable internetworking in space, in either disrupted or delayed end-to-end communication environments.
ACRONYMS
APID: Application Process Identifier
BP: Bundle Protocol
CCSDS: Consultative Committee for Space Data Systems
EPP: Encapsulation Packet Protocol
IP: Internet Protocol
SPP: Space Packet Protocol
Fonte: Extraído e adaptado do relatório CCSDS 130.0-G-4 “Overview of Space Communications Protocols”.
Assinale a opção que apresenta o propósito de usar um Identificador de Sistema Final em protocolos de rede como IP e BP.
AFacilitar a interoperação de redes em ambientes de comunicação interrompidos.
BRealizar decisões de roteamento em cada etapa ao longo do caminho de ponta a ponta.
CIdentificar de forma inequívoca um sistema final único ou um grupo de sistemas finais.
DIdentificar a origem e o destino dentro de uma única sub-rede.
ECriptografar e proteger os dados transferidos pela rede.
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GabaritoC — Identificar de forma inequívoca um sistema final único ou um grupo de sistemas finais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Identificador de Sistema Final em protocolos de rede
Gabarito: letra C. O propósito de um Identificador de Sistema Final (End System Identifier) em protocolos como IP e BP é identificar de forma inequívoca um único sistema final ou um grupo de sistemas finais, conforme definido no relatório CCSDS 130.0-G-4. A alternativa C reproduz exatamente essa definição, enquanto as demais atribuem ao identificador funções que pertencem a outros elementos da arquitetura de rede.
O texto-base, extraído do relatório CCSDS 130.0-G-4, é a fonte direta da resposta. Na seção 3.3.2 (Addressing of Network Protocols), o documento define o conceito de forma explícita:
Relatório CCSDS 130.0-G-4 (Overview of Space Communications Protocols):
"An End System Identifier, as used by IP and BP, unambiguously identifies a single end system or a group of end systems."
Essa é a definição canônica que a questão cobra. O identificador de sistema final é o elemento que permite distinguir, de forma única, cada dispositivo (ou conjunto de dispositivos) em uma rede, seja ela terrestre ou espacial. Ele é usado tanto pelo IP (Internet Protocol) quanto pelo BP (Bundle Protocol), que é o protocolo da arquitetura Delay Tolerant Networking (DTN), desenvolvida pela CCSDS para comunicação em ambientes com atrasos ou interrupções.
Para entender por que as outras alternativas estão incorretas, é preciso distinguir o papel do identificador de sistema final de outras funções de rede:
Roteamento: a alternativa B menciona "realizar decisões de roteamento em cada etapa ao longo do caminho de ponta a ponta". O texto-base esclarece que os identificadores "são usados pelos nós de roteamento IP ou BP para realizar decisões de roteamento em cada etapa ao longo do caminho de ponta a ponta". Ou seja, o identificador é usado pelos roteadores para tomar decisões, mas essa não é a sua finalidade intrínseca — a finalidade é identificar o sistema final. A alternativa B confunde o uso com o propósito.
Interoperação em ambientes interrompidos: a alternativa A fala em "facilitar a interoperação de redes em ambientes de comunicação interrompidos". Essa é uma característica do DTN (Delay Tolerant Networking), que é o mecanismo para interoperabilidade em ambientes com atraso ou interrupção, e não do identificador em si. O texto-base afirma: "CCSDS developed Delay Tolerant Networking as the means to perform interoperable internetworking in space, in either disrupted or delayed end-to-end communication environments." O identificador é um componente usado dentro dessa arquitetura, mas não é ele que proporciona a interoperação.
Identificar origem e destino dentro de uma única sub-rede: a alternativa D limita o escopo do identificador a uma única sub-rede. O texto-base, no entanto, deixa claro que o conceito de endpoint é global, abrangendo uma série de sub-redes abertas e extensíveis. O identificador serve para identificar sistemas finais em toda a rede, não apenas dentro de uma sub-rede.
Criptografia e proteção de dados: a alternativa E atribui ao identificador uma função de segurança que não existe. Criptografia e proteção de dados são funções de outras camadas e protocolos (como IPsec, TLS, etc.), não do identificador de sistema final.
A pegadinha central desta questão está na alternativa B, que é a mais tentadora. Ela mistura o papel do identificador com o papel dos roteadores que o utilizam. O candidato que lê o texto com atenção percebe que a frase "usados pelos nós de roteamento para realizar decisões de roteamento" descreve uma aplicação do identificador, não a sua finalidade. A finalidade é sempre a identificação inequívoca.
Identificador de Sistema Final (IP e BP)
1Propósito
Identifica inequivocamente um sistema final
Ou um grupo de sistemas finais
2Uso (não é o propósito)
Nós de roteamento usam para decidir o caminho
3Não é
Interoperação em ambientes interrompidos
função do DTN
Identificar origem/destino em uma única sub-rede
escopo é global
Criptografia/proteção de dados (outras camadas)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Atribui ao identificador a função de "facilitar a interoperação de redes em ambientes de comunicação interrompidos". Essa é a função do Delay Tolerant Networking (DTN), não do identificador de sistema final. O texto-base afirma que a CCSDS desenvolveu o DTN "como o meio de realizar internetworking interoperável no espaço, em ambientes de comunicação de ponta a ponta interrompidos ou atrasados". O identificador é usado dentro dessa arquitetura, mas não é ele que proporciona a interoperação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o identificador serve para "realizar decisões de roteamento em cada etapa ao longo do caminho de ponta a ponta". O texto-base diz que os identificadores "são usados pelos nós de roteamento IP ou BP para realizar decisões de roteamento em cada etapa ao longo do caminho de ponta a ponta". Ou seja, quem realiza as decisões de roteamento são os nós de roteamento, que usam os identificadores como insumo. A alternativa troca o agente (roteador) pela ferramenta (identificador).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reproduz exatamente a definição do texto-base: "An End System Identifier, as used by IP and BP, unambiguously identifies a single end system or a group of end systems." O propósito do identificador é, portanto, identificar de forma inequívoca um único sistema final ou um grupo de sistemas finais. É a definição literal do conceito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Limita o escopo do identificador a "identificar a origem e o destino dentro de uma única sub-rede". O texto-base, no entanto, define o conceito de endpoint como "global sobre uma série de sub-redes abertas e extensíveis". O identificador não se restringe a uma única sub-rede; ele identifica sistemas finais em toda a rede, que pode abranger múltiplas sub-redes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui ao identificador a função de "criptografar e proteger os dados transferidos pela rede". Não há qualquer menção a criptografia ou proteção de dados na definição do identificador de sistema final. Essas funções são desempenhadas por outros protocolos e camadas (como IPsec, TLS, etc.), não pelo identificador.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o propósito do identificador e o uso que os roteadores fazem dele. A alternativa B é a armadilha clássica: ela descreve uma ação que os roteadores realizam usando o identificador, mas não a finalidade do identificador em si. Ao ler "usados pelos nós de roteamento para realizar decisões de roteamento", o candidato pode concluir erroneamente que essa é a função do identificador. A dica é: sempre que a questão perguntar sobre o propósito de um elemento, procure a definição direta no texto — ela costuma estar explícita.
Gabarito: letra C — o identificador de sistema final serve para identificar de forma inequívoca um único sistema final ou um grupo de sistemas finais.