Questão de Sistemas Operacionais — Conceitos e Propriedades do Sistema de Arquivos — FGV 2024
Sistemas Operacionais›Conceitos e Propriedades do Sistema de Arquivos
Código
fg165638
Banca
FGV
Órgão
ALETO
Ano
2024
Cargo
Ana Leg ( )
Os sistemas de arquivos dos sistemas operacionais têm a responsabilidade implementam um esquema de abstração que facilita a utilização do meio de armazenamento secundário, isolando os usuários das questões inerentes ao funcionamento físico dos dispositivos de armazenamento.
No que concerne a operações em diretórios, existe uma importante chamada de sistema que implementa a operação com diretórios conhecida como ligação simbólica, que
Acria um arquivo minúsculo, que nomeia outro arquivo.
Blibera espaço na tabela interna de blocos fragmentados.
Cremove uma entrada de diretório do sistema de arquivos.
Drenomeia a estrutura de um diretório em todos os níveis.
Eretorna a próxima entrada em um diretório aberto.
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GabaritoA — cria um arquivo minúsculo, que nomeia outro arquivo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Ligação simbólica (symlink) em sistemas de arquivos
Gabarito: letra A. A ligação simbólica (ou symlink) é uma chamada de sistema que cria um arquivo minúsculo, que contém apenas o caminho (nome) de outro arquivo — exatamente o que descreve a alternativa A. As demais alternativas descrevem outras operações de diretório (liberar blocos, remover entrada, renomear, ler próxima entrada), que não correspondem à ligação simbólica.
A ligação simbólica é um dos conceitos mais cobrados em sistemas de arquivos, justamente porque se confunde com a ligação física (hard link). Vamos entender a fundo.
O que é uma ligação simbólica?
Uma ligação simbólica (também chamada de symlink ou soft link) é um tipo especial de arquivo que, em vez de conter dados, contém uma referência a outro arquivo ou diretório — na prática, um caminho (path). Quando o sistema operacional encontra um symlink, ele segue o caminho armazenado e acessa o arquivo de destino. É como um atalho: o arquivo de ligação é minúsculo (apenas o texto do caminho), e o arquivo real continua existindo em seu local original.
No Linux/Unix, a chamada de sistema é symlink() (ou o comando ln -s). No Windows, o equivalente é o atalho (.lnk) ou o junction point.
Ligação simbólica × ligação física (hard link)
A distinção mais importante — e a pegadinha clássica da banca — é entre ligação simbólica e ligação física:
Critério
Ligação simbólica (soft link)
Ligação física (hard link)
Conteúdo do arquivo
Caminho do arquivo de destino
Aponta diretamente para o inode do arquivo
Tamanho
Minúsculo (tamanho do caminho)
Igual ao arquivo original (compartilha o mesmo inode)
Arquivo de destino
Pode ser um arquivo ou diretório
Apenas arquivos (em geral, não diretórios)
Se o destino for removido
A ligação fica "quebrada" (dangling)
O arquivo continua acessível pela ligação
Atravessa sistemas de arquivos
Sim (pode apontar para outro dispositivo)
Não (mesmo sistema de arquivos)
Comando
ln -s
ln
A ligação física não cria um novo arquivo: cria apenas uma nova entrada de diretório que aponta para o mesmo inode. Já a ligação simbólica cria um arquivo novo, com inode próprio, cujo conteúdo é o caminho do destino.
Exemplo prático
Imagine o arquivo /home/aluno/relatorio.pdf. Para criar uma ligação simbólica chamada relatorio-atual.pdf no diretório atual, usamos:
O arquivo relatorio-atual.pdf terá alguns bytes (o tamanho do caminho) e, ao ser aberto, o sistema seguirá o caminho e abrirá o PDF original. Se o relatorio.pdf for apagado, o symlink permanece, mas aponta para um destino inexistente — fica "quebrado".
Operações de diretório relacionadas
A questão fala em "operações em diretórios". As principais chamadas de sistema relacionadas a diretórios são:
Criar diretório: mkdir
Remover diretório: rmdir
Abrir diretório: opendir
Ler próxima entrada: readdir
Renomear: rename
Remover arquivo/entrada: unlink
Criar ligação: link (física) e symlink (simbólica)
A alternativa A descreve exatamente o que a symlink faz: cria um arquivo minúsculo que nomeia outro arquivo. As demais alternativas descrevem outras operações, como veremos.
A pegadinha da banca
A banca mistura operações de diretório com a ligação simbólica. O candidato que não domina o conceito pode confundir a ligação simbólica com a remoção de entrada (alternativa C) ou com a leitura de diretório (alternativa E). A chave é lembrar que a ligação simbólica cria um arquivo novo, não remove, não renomeia, não lê.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a ligação simbólica por outras operações de diretório. A alternativa C ("remove uma entrada de diretório") descreve a chamada unlink, e a alternativa E ("retorna a próxima entrada") descreve readdir. Não confunda: a ligação simbólica cria um arquivo que aponta para outro.
Análise das alternativas
Ligação simbólica (symlink)
1O que é
Arquivo minúsculo
Contém caminho do destino
Aponta para arquivo ou diretório
2Se destino for removido
Fica quebrada (dangling)
3Atravessa sistemas de arquivos
Sim
4Comando
ln -s
5Ligação física (hard link)
O que é
Aponta para o mesmo inode
Tamanho igual ao original
Se destino for removido
Arquivo continua acessível
Atravessa sistemas de arquivos
Não
Comando
ln
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A ligação simbólica cria um arquivo minúsculo que contém apenas o caminho (nome) do arquivo de destino. É exatamente o que a alternativa afirma: "cria um arquivo minúsculo, que nomeia outro arquivo". Esse arquivo de ligação tem um inode próprio e seu conteúdo é o texto do caminho. Quando o sistema acessa o symlink, ele segue o caminho e abre o arquivo real.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Libera espaço na tabela interna de blocos fragmentados" não corresponde a nenhuma operação de diretório padrão. Liberar espaço em blocos é função da desfragmentação ou da remoção de arquivos, não da ligação simbólica. A ligação simbólica, na verdade, ocupa um espaço mínimo (o tamanho do caminho), não libera blocos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Remove uma entrada de diretório do sistema de arquivos" descreve a chamada unlink (ou rm), que remove um arquivo ou uma entrada de diretório. A ligação simbólica cria uma entrada, não remove. Essa é uma pegadinha clássica: confundir a criação de um link com a remoção de um arquivo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Renomeia a estrutura de um diretório em todos os níveis" descreve a operação rename, que altera o nome de um arquivo ou diretório. A ligação simbólica não renomeia nada; ela cria um novo nome (o link) que aponta para o destino. Renomear é uma operação distinta, que não envolve a criação de um arquivo de ligação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Retorna a próxima entrada em um diretório aberto" descreve a chamada readdir, usada para percorrer as entradas de um diretório. A ligação simbólica não lê diretórios; ela cria um arquivo de ligação. Essa alternativa confunde a operação de leitura de diretório com a criação de um link.
Conclusão
A ligação simbólica é um arquivo especial que contém o caminho de outro arquivo. A alternativa A é a única que descreve corretamente essa operação. As demais alternativas descrevem outras operações de diretório (liberar blocos, remover entrada, renomear, ler próxima entrada), que não têm relação com a criação de um symlink.