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Questão de Biologia — Diagnóstico e Interpretação de Resultados — FGV 2025

BiologiaDiagnóstico e Interpretação de Resultados
Código
fg165947
Banca
FGV
Órgão
HU Brasil
Ano
2025
Cargo
Tec (EBSERH)

Assinale a afirmativa correta em relação às técnicas laboratoriais para a detecção de doenças infecciosas.

  1. AAs técnicas enzimáticas para detecção de doenças infecciosas, como por exemplo EIE (Ensaio Imunoenzimático) e ELISA (Ensaio Imunoadsorvente Ligado à Enzima), são técnicas para a detecção de antígenos de várias origens sendo a reação revelada por ação e uma enzima.
  2. BNão existem equipamentos completamente automatizados para a realização de exames por técnicas enzimáticas visando a detecção de doenças infecciosas. Assim, esses métodos não são utilizados no laboratório clínico.
  3. CAs técnicas de imunofluorescência direta ou indireta não são adequadas para detecção de agentes infecciosos.
  4. DAs técnicas imunocromatográficas fornecem os resultados somente após 72 horas e apresentam elevada sensibilidade.
  5. EAs técnicas baseadas no conceito Point-of-Care (PoCT) para detecção de doenças infecciosas apresentam elevada frequência de resultados falso positivos e não deve utilizadas em crianças com suspeitas de infecção.
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GabaritoA — As técnicas enzimáticas para detecção de doenças infecciosas, como por exemplo EIE (Ensaio Imunoenzimático) e ELISA (Ensaio Imunoadsorvente Ligado à Enzima), são técnicas para a detecção de antígenos de várias origens sendo a reação revelada por ação e uma enzima.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Técnicas laboratoriais para detecção de doenças infecciosas

Gabarito: letra A. As técnicas enzimáticas, como EIE e ELISA, são amplamente utilizadas para detectar antígenos de diversas origens, e a reação é revelada pela ação de uma enzima que converte um substrato em um produto mensurável (colorimétrico, fluorescente ou quimioluminescente). As demais alternativas contêm erros conceituais graves sobre automação, imunofluorescência, imunocromatografia e testes Point-of-Care.

As técnicas laboratoriais para diagnóstico de doenças infecciosas dividem-se em métodos diretos (detecção do agente ou de seus componentes) e indiretos (detecção da resposta imune do hospedeiro). Entre os métodos indiretos, destacam-se os ensaios imunoenzimáticos, que se baseiam na interação antígeno-anticorpo e na utilização de uma enzima como marcador. O ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) e o EIE (Ensaio Imunoenzimático) são variações dessa abordagem: o antígeno ou anticorpo é adsorvido em uma fase sólida, e a detecção ocorre pela adição de um conjugado enzimático que, ao reagir com um substrato específico, produz uma mudança de cor ou emissão de luz, proporcional à quantidade de analito presente. Essa reação enzimática é o que permite a visualização e quantificação do resultado, tornando a técnica sensível e específica.

A automação é uma realidade consolidada nos laboratórios clínicos modernos. Existem equipamentos totalmente automatizados para a realização de exames por técnicas enzimáticas, como os analisadores de imunoensaios, que processam grandes volumes de amostras com alta precisão e reprodutibilidade. Esses sistemas automatizados são essenciais para a rotina laboratorial, especialmente em bancos de sangue e laboratórios de referência, onde a demanda por testes sorológicos é elevada. A afirmativa de que não existem equipamentos automatizados é, portanto, totalmente equivocada.

A imunofluorescência, por sua vez, é uma técnica que utiliza anticorpos conjugados a fluorocromos para detectar antígenos em amostras clínicas. Pode ser direta (quando o anticorpo marcado se liga diretamente ao antígeno) ou indireta (quando um anticorpo secundário marcado se liga ao anticorpo primário). Essa técnica é amplamente utilizada para detecção de agentes infecciosos, como na pesquisa de anticorpos antinucleares (FAN) em doenças autoimunes e na identificação de antígenos virais em tecidos. A afirmativa de que não é adequada para detecção de agentes infecciosos é falsa.

As técnicas imunocromatográficas, também conhecidas como testes rápidos, baseiam-se na migração do analito por uma membrana de nitrocelulose, onde ocorre a reação com anticorpos específicos. Esses testes fornecem resultados em poucos minutos (geralmente 10 a 30 minutos), não em 72 horas, e apresentam sensibilidade e especificidade variáveis, mas geralmente adequadas para triagem. A afirmativa de que fornecem resultados somente após 72 horas é um erro grosseiro, confundindo com o tempo de liberação de exames de cultura ou de testes laboratoriais complexos.

Os testes Point-of-Care (PoCT) são realizados no local de atendimento ao paciente, como em consultórios, pronto-socorros e até mesmo em domicílio. Eles oferecem resultados rápidos e são especialmente úteis em situações de urgência e em locais com infraestrutura laboratorial limitada. Embora possam apresentar limitações em sensibilidade e especificidade quando comparados a métodos laboratoriais convencionais, não é correto afirmar que apresentam elevada frequência de resultados falso-positivos, nem que não devem ser utilizados em crianças. Na verdade, os testes rápidos são amplamente utilizados em pediatria para diagnóstico de doenças como dengue, malária e infecções respiratórias, com desempenho aceitável e benefícios clínicos significativos.

A pegadinha desta questão está em atribuir características incorretas a técnicas bem estabelecidas, como a ausência de automação, a inadequação da imunofluorescência, o tempo de 72 horas para imunocromatografia e a alta frequência de falso-positivos nos testes PoCT. O candidato que conhece os fundamentos de cada técnica identifica facilmente os erros e reconhece a alternativa A como a única correta.

1Enzimáticas (EIE/ELISA)
Detectam antígenos
Reação revelada por enzima
Automatizáveis
2Imunofluorescência
Direta (antígeno)
Indireta (anticorpo)
3Imunocromatografia (teste rápido)
Resultado em minutos
Triagem
4Point-of-Care (PoCT)
No local de atendimento
Uso pediátrico
Técnicas laboratoriais
LEVELsoulevel.com.br
Técnicas laboratoriais: Enzimáticas (EIE/ELISA) (Detectam antígenos, Reação revelada por enzima, Automatizáveis); Imunofluorescência (Direta (antígeno), Indireta (anticorpo)); Imunocromatografia (teste rápido) (Resultado em minutos, Triagem); Point-of-Care (PoCT) (No local de atendimento, Uso pediátrico)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente o princípio das técnicas enzimáticas: detecção de antígenos de várias origens, com a reação revelada pela ação de uma enzima. O ELISA e o EIE são exemplos clássicos, onde a enzima (como a peroxidase ou a fosfatase alcalina) catalisa a conversão de um substrato em um produto colorido, fluorescente ou quimioluminescente, permitindo a detecção e quantificação do analito. Essa é a base do ensaio imunoenzimático, amplamente utilizado no diagnóstico de doenças infecciosas, como HIV, hepatites virais, dengue, doença de Chagas, entre outras.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmativa é falsa porque existem, sim, equipamentos totalmente automatizados para a realização de exames por técnicas enzimáticas. Os analisadores de imunoensaios automatizados são amplamente utilizados em laboratórios clínicos de médio e grande porte, processando dezenas a centenas de amostras por hora, com alta precisão e rastreabilidade. A automação é uma tendência crescente na área de diagnóstico laboratorial, e as técnicas enzimáticas estão entre as mais automatizadas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A imunofluorescência direta e indireta é, na verdade, uma ferramenta valiosa para a detecção de agentes infecciosos. A imunofluorescência direta é usada para detectar antígenos de microrganismos em amostras clínicas, como na identificação de Pneumocystis jirovecii em lavado broncoalveolar ou de vírus respiratórios em secreções nasais. A imunofluorescência indireta é amplamente utilizada para a pesquisa de anticorpos séricos, como na detecção de IgM e IgG para Toxoplasma gondii, citomegalovírus e vírus Epstein-Barr. Portanto, a afirmativa de que não são adequadas é incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As técnicas imunocromatográficas, também chamadas de testes rápidos, fornecem resultados em poucos minutos, geralmente entre 10 e 30 minutos, e não após 72 horas. O tempo de 72 horas é mais compatível com a liberação de resultados de culturas microbiológicas ou de testes laboratoriais que exigem processamento mais demorado. Além disso, a sensibilidade dos testes imunocromatográficos é variável, mas muitos apresentam sensibilidade e especificidade adequadas para uso em triagem e diagnóstico rápido, como os testes de antígeno para SARS-CoV-2 e dengue.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os testes Point-of-Care (PoCT) não apresentam, necessariamente, elevada frequência de resultados falso-positivos. Embora possam ter limitações em comparação com métodos laboratoriais de referência, muitos testes rápidos possuem sensibilidade e especificidade adequadas para o uso clínico. Além disso, são amplamente utilizados em crianças, especialmente em situações de emergência e em locais com recursos limitados, para diagnóstico de doenças como malária, dengue e infecções respiratórias. A afirmativa de que não devem ser utilizados em crianças é infundada e contraria a prática clínica.

Gabarito: letra A

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