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Questão de Biologia — Geral — FGV 2025

BiologiaGeral
Código
fg165967
Banca
FGV
Órgão
SEDUC MT
Ano
2025
Cargo
Prof ( )
Durante uma aula prática sobre hereditariedade, o professor propôs aos estudantes a seguinte atividade: “Vamos representar a fecundação humana utilizando massinhas de modelar de cores diferentes. Uma cor simboliza o espermatozoide e outra, o ovócito. Após juntar as duas massinhas, moldem uma nova massa que simbolize a formação de um novo ser humano, que agora tem o material genético dos pais. Na formação da próxima geração, parte da massinha desse novo indivíduo irá se juntar à de outro, dando continuidade ao processo de transmissão hereditária das características”.   A seguir, observe a representação esquemática proposta: Elaborado pelo Autor   Sobre a proposta didática apresentada e considerando os princípios da Genética e a importância da comunicação científica precisa em sala de aula, é correto afirmar que a:Imagem associada para resolução da questão
  1. Aprática não deve ser aplicada pois a analogia das massinhas sugere que o material genético dos pais se mistura fisicamente no descendente, o que é incorreto.
  2. Bprática não é adequada pois a utilização de cores diferentes nas massinhas, e a presença de uma cor intermediária no descendente, dificulta que os estudantes compreendam a diversidade genética presente na geração parental.
  3. Catividade prática é pedagogicamente adequada e não apresenta erros conceituais associados, uma vez que representa corretamente a fusão dos componentes genéticos dos parentais gerando um descendente com características intermediárias entre ambos.
  4. Dprática é pedagogicamente adequada como motivação inicial dos estudantes e, embora conceitualmente incorreta, pode ser aplicada desde que seu erro conceitual seja corrigido.
  5. Eprática, apesar de conceitualmente correta, não deve ser aplicada pois é pedagogicamente inadequada para estudantes do ensino fundamental, os quais ainda não dominam o conhecimento sobre gametas e fertilização.
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GabaritoB — prática não é adequada pois a utilização de cores diferentes nas massinhas, e a presença de uma cor intermediária no descendente, dificulta que os estudantes compreendam a diversidade genética presente na geração parental.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Analogia das massinhas e o ensino de Genética: mistura ou segregação?

Gabarito: letra B. A prática não é adequada porque a utilização de cores diferentes nas massinhas e a presença de uma cor intermediária no descendente dificultam a compreensão da diversidade genética presente na geração parental — a analogia sugere uma herança por mistura, em que os alelos se fundiriam, quando na verdade eles permanecem distintos e se segregam na formação dos gametas (princípios da hereditariedade). A alternativa correta reconhece exatamente esse erro conceitual: a mistura de cores representa uma fusão física do material genético, o que não ocorre na fecundação.

A questão avalia a capacidade do professor de analisar criticamente uma atividade prática à luz dos princípios da Genética e da precisão da comunicação científica. O ponto central é a distinção entre mistura e segregação dos fatores hereditários. Quando o professor propõe juntar duas massinhas de cores diferentes e moldar uma nova massa com uma cor intermediária, ele está representando uma ideia de herança por mistura — como se os materiais genéticos dos pais se fundissem fisicamente, gerando um descendente com características intermediárias.

Essa concepção, conhecida historicamente como herança por mistura (blending inheritance), foi refutada pelos experimentos de Mendel. O que ocorre na fecundação é a união de dois gametas haploides (n), cada um carregando um conjunto de cromossomos, formando um zigoto diploide (2n). Os alelos — versões diferentes de um mesmo gene — não se misturam no descendente; eles permanecem como unidades distintas e se separam novamente quando o indivíduo forma seus próprios gametas. É exatamente isso que os princípios da hereditariedade estabelecem: os filhos herdam dos pais "instruções genéticas" (os genes), transmitidas pelos gametas, e essas instruções não se fundem.

Na prática, a analogia das massinhas pode ser útil como motivação inicial para despertar o interesse dos estudantes, mas precisa ser acompanhada de uma correção conceitual explícita. O professor deve deixar claro que a mistura de cores é apenas uma metáfora para a união dos gametas, e que o material genético dos pais não se mistura fisicamente — cada gene permanece como uma unidade que pode ser transmitida de forma independente. A diversidade genética na geração parental é justamente o que permite a variedade de combinações na descendência, e a analogia da cor intermediária apaga essa diversidade ao sugerir que o descendente é uma média dos pais.

A pegadinha da banca está em distinguir entre a adequação pedagógica (a atividade pode motivar) e a correção conceitual (a analogia é incorreta). A alternativa D parece atraente porque reconhece ambos os aspectos, mas ela afirma que a prática "pode ser aplicada desde que seu erro conceitual seja corrigido" — o que a torna uma opção defensável, mas não a melhor resposta. A alternativa B é mais precisa porque aponta o problema específico da analogia: a cor intermediária no descendente sugere uma fusão que não existe, dificultando a compreensão da diversidade genética parental. É essa a leitura que a banca considera correta.

Guarde a fronteira entre mistura (o que a analogia sugere) e segregação (o que realmente ocorre): é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Herança por mistura (analogia das massinhas)
  • 1O que sugere
    • Material genético se funde
    • Descendente com cor intermediária
  • 2Por que está errado
    • Alelos permanecem distintos
    • Segregam-se na formação dos gametas
  • 3Consequência didática
    • Dificulta compreender diversidade parental
  • 4Herança por segregação (Mendel)
    • O que ocorre
      • União de gametas haploides (n)
      • Zigoto diploide (2n)
    • Alelos
      • Não se misturam
      • Transmitidos como unidades
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a prática "não deve ser aplicada" porque a analogia sugere mistura física do material genético. O erro está na conclusão: a analogia de fato sugere mistura, mas isso não torna a prática totalmente descartável — ela pode ser usada como motivação inicial, desde que o erro conceitual seja corrigido. A alternativa confunde "a analogia tem um problema" com "a prática deve ser banida", ignorando o valor pedagógico da atividade como ponto de partida para a discussão.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa identifica corretamente o problema central: a utilização de cores diferentes e a presença de uma cor intermediária no descendente sugerem que o material genético dos pais se mistura fisicamente, como se os alelos se fundissem. Isso dificulta a compreensão da diversidade genética parental, pois a cor intermediária apaga a distinção entre os alelos que permanecem separados e se segregam na formação dos gametas. A prática, portanto, não é adequada como representação fiel do processo, embora possa ter valor motivacional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a atividade é "pedagogicamente adequada e não apresenta erros conceituais associados", o que é falso. A analogia das massinhas com cor intermediária representa uma herança por mistura, que não corresponde ao mecanismo real de transmissão dos genes. Os alelos não se misturam no descendente; eles permanecem como unidades distintas. A alternativa ignora o erro conceitual e ainda afirma que o descendente teria "características intermediárias entre ambos", o que só ocorre em casos específicos de dominância incompleta, não como regra geral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa reconhece corretamente que a prática é pedagogicamente adequada como motivação inicial e que apresenta erro conceitual, mas a banca considera que a melhor resposta é a B. A diferença está no foco: a D afirma que a prática "pode ser aplicada desde que seu erro conceitual seja corrigido", enquanto a B aponta o problema específico da analogia — a cor intermediária dificulta a compreensão da diversidade genética parental. A D é defensável, mas a B é mais precisa ao identificar o erro conceitual e seu impacto no aprendizado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a prática é "conceitualmente correta", o que é falso — a analogia das massinhas com cor intermediária representa uma herança por mistura, que não corresponde ao mecanismo real. Além disso, a alternativa alega que a prática é "pedagogicamente inadequada para estudantes do ensino fundamental", o que não é o caso: a atividade pode ser usada como motivação inicial, desde que o erro conceitual seja corrigido. A alternativa erra tanto no aspecto conceitual quanto no pedagógico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a adequação pedagógica (a atividade pode motivar) e a correção conceitual (a analogia é incorreta). A alternativa D parece atraente porque reconhece ambos os aspectos, mas a B é mais precisa ao apontar o problema específico da cor intermediária. Fique atento: a questão pede a afirmação correta, e a B é a única que identifica com precisão o erro conceitual e seu impacto no aprendizado.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar questões sobre analogias didáticas, separe dois critérios: (1) a atividade é pedagogicamente útil? (2) a analogia é conceitualmente correta? Se a analogia sugere mistura de material genético, ela está errada — os alelos não se misturam, eles se segregam. Essa distinção é a chave para resolver questões como esta.

Gabarito: letra B — a prática não é adequada porque a cor intermediária no descendente sugere uma fusão do material genético parental, dificultando a compreensão da diversidade genética.

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