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Questão de Biologia — Relações Hídricas (Botânica) — FGV 2025

BiologiaRelações Hídricas (Botânica)
Código
fg165972
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
Os estômatos estão presentes em todas as plantas vasculares. Em algumas delas, como na espécie ornamental Nerium oleander (“espirradeira”), os estômatos estão restritos à face inferior das folhas, onde se localizam no interior de depressões da epiderme, denominadas ‘criptas’.   Esta característica, encontrada principalmente em plantas de ambientes
  1. Apoluídos, minimiza a entrada de gás carbônico atmosférico.
  2. Báridos, minimiza a perda de água pela evapotranspiração.
  3. Cúmidos, facilita a perda de água pela evapotranspiração.
  4. Dquentes, aumenta a saída do gás carbônico produzido pela planta.
  5. Esecos, favorece a eliminação do gás oxigênio produzido na fotossíntese.
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GabaritoB — áridos, minimiza a perda de água pela evapotranspiração.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estômatos em criptas: adaptação de plantas de ambientes áridos

Gabarito: letra B. A presença de estômatos restritos à face inferior da folha e alojados em depressões epidérmicas (criptas) é uma adaptação típica de plantas de ambientes áridos, pois essa morfologia minimiza a perda de água pela evapotranspiração. O ar retido nas criptas fica mais úmido e com menor déficit de pressão de vapor, reduzindo a transpiração — exatamente o que a alternativa B afirma.

Os estômatos são estruturas essenciais para as plantas vasculares, pois são os principais portais de troca gasosa com o ambiente: é por eles que entra o CO₂ necessário à fotossíntese e sai o O₂ produzido nesse processo. No entanto, essa mesma abertura que permite a entrada de gás carbônico também permite a saída de vapor d'água — um problema sério para plantas que vivem em locais com pouca água disponível. A natureza resolveu esse dilema com uma série de adaptações morfológicas e fisiológicas que reduzem a perda de água sem inviabilizar a fotossíntese.

Uma dessas adaptações é exatamente a descrita no enunciado: estômatos localizados apenas na face inferior (abaxial) da folha, dentro de depressões chamadas criptas. Essa configuração cria uma microcâmara de ar relativamente parado e úmido ao redor do ostíolo. Como a transpiração depende do gradiente de concentração de vapor d'água entre o interior da folha e a atmosfera, o ar úmido retido na cripta reduz esse gradiente, diminuindo a taxa de perda de água. É um mecanismo passivo de economia hídrica, que não exige gasto energético da planta.

Essa característica é encontrada principalmente em plantas de ambientes áridos, como a espirradeira (Nerium oleander), que é uma espécie típica de regiões secas e ensolaradas. Em contraste, plantas de ambientes úmidos geralmente têm estômatos nas duas faces da folha (anfiestomáticas), pois não precisam economizar água e podem maximizar a captação de CO₂. A restrição dos estômatos a criptas é, portanto, uma adaptação xeromórfica — ou seja, uma característica estrutural que confere resistência à seca.

É importante distinguir essa adaptação de outras estratégias de economia de água, como a presença de tricomas (pelos) na superfície foliar, que também reduzem a transpiração ao criar uma camada de ar parado, e a cutícula espessa, que impermeabiliza a epiderme. Todas essas características são comuns em plantas xerófitas, mas a cripta estomática é uma das mais eficientes, pois protege os estômatos do vento e da radiação direta, mantendo o ar ao redor do ostíolo mais úmido.

A pegadinha desta questão está em associar a cripta estomática a outros tipos de ambiente ou a outras funções. A banca explora a confusão entre a função de economia de água (típica de ambientes áridos) e outras funções como troca gasosa ou eliminação de gases. O candidato que não conhece a função da cripta pode ser levado a escolher uma alternativa que fale de troca gasosa, mas a chave é entender que a cripta é uma adaptação para REDUZIR a perda de água, não para facilitar trocas gasosas.

1O que é
Face inferior da folha
Depressões da epiderme
2Função
Minimiza perda de água
Ar úmido retido na cripta
Reduz gradiente de vapor
3Ambiente típico
Áridos
Adaptação xeromórfica
4Outras adaptações
Tricomas
Cutícula espessa
Estômatos em criptas
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Estômatos em criptas: O que é (Face inferior da folha, Depressões da epiderme); Função (Minimiza perda de água, Ar úmido retido na cripta, Reduz gradiente de vapor); Ambiente típico (Áridos, Adaptação xeromórfica); Outras adaptações (Tricomas, Cutícula espessa)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a cripta estomática, em plantas de ambientes poluídos, minimiza a entrada de gás carbônico atmosférico. O erro está em associar a adaptação a ambientes poluídos e à redução da entrada de CO₂. A cripta é uma adaptação a ambientes áridos, não poluídos, e sua função é reduzir a perda de água, não a entrada de CO₂. Na verdade, a cripta pode até dificultar a entrada de CO₂, mas isso é um efeito colateral, não a função adaptativa principal.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B está correta porque a cripta estomática é uma adaptação de plantas de ambientes áridos que minimiza a perda de água pela evapotranspiração. O ar retido nas criptas fica mais úmido, reduzindo o gradiente de vapor d'água entre a folha e a atmosfera, o que diminui a transpiração. Essa é a função adaptativa central da característica descrita no enunciado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a cripta estomática, em plantas de ambientes úmidos, facilita a perda de água pela evapotranspiração. O erro é duplo: primeiro, a cripta é uma adaptação a ambientes áridos, não úmidos; segundo, sua função é REDUZIR a perda de água, não facilitá-la. Em ambientes úmidos, as plantas geralmente não precisam de tanta economia de água e podem ter estômatos nas duas faces da folha.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a cripta estomática, em plantas de ambientes quentes, aumenta a saída do gás carbônico produzido pela planta. O erro está em associar a adaptação a ambientes quentes (em vez de áridos) e à saída de CO₂. A cripta não tem relação com a eliminação de CO₂ produzido pela planta; sua função é reduzir a perda de água. Além disso, a saída de CO₂ não é um processo que a planta precise aumentar — ela precisa captar CO₂ para a fotossíntese.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a cripta estomática, em plantas de ambientes secos, favorece a eliminação do gás oxigênio produzido na fotossíntese. O erro está em associar a adaptação à eliminação de O₂. A cripta não tem relação com a eliminação de oxigênio; sua função é reduzir a perda de água. Além disso, a eliminação de O₂ é um processo passivo que ocorre pelos estômatos, mas não é o que a cripta favorece — ela, na verdade, dificulta as trocas gasosas em geral, incluindo a saída de O₂.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a função da cripta estomática (economia de água em ambientes áridos) por outras funções como troca gasosa ou eliminação de gases. O candidato que não conhece a função da cripta pode ser levado a escolher uma alternativa que fale de troca gasosa, mas a chave é entender que a cripta é uma adaptação para REDUZIR a perda de água, não para facilitar trocas gasosas. Fique atento: a cripta é uma adaptação xeromórfica, típica de ambientes secos.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre adaptações de plantas a ambientes secos, lembre-se das principais estratégias: criptas estomáticas, tricomas, cutícula espessa, redução da superfície foliar e metabolismo CAM. Todas visam reduzir a perda de água. Se a alternativa falar em "facilitar" ou "aumentar" a perda de água, desconfie — a adaptação sempre busca MINIMIZAR a transpiração.

Gabarito: letra B

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