Questão de Biologia — Mecanismos de Herança Genética — FGV 2025
Biologia›Mecanismos de Herança Genética
Código
fg165979
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
A condrodistrofia é uma condição geneticamente controlada por um gene dominante, que faz com que as cartilagens epifisárias dos ossos longos do corpo se tornem ósseas prematuramente, interrompendo o crescimento antes do esperado. Portanto, aqueles que apresentam condrodistrofia têm baixa estatura e proporções infantis, mas rostos robustos que aparentam mais idade. A condrodistrofia é determinada por um alelo dominante (C), que, em homozigose, apresenta letalidade. O alelo recessivo (c) resulta no fenótipo que não apresenta a condição citada.
A probabilidade de um casal heterozigoto para este gene ter uma criança viva do sexo feminino sem condrodistrofia é de
A1/3.
B1/4.
C1/6.
D1/12.
E1/16.
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GabaritoC — 1/6.
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Resolução
Gabarito: letra C — a conta chega a 1/6 — alternativa C.
A ideia por trás
Em genética, um alelo letal é aquele que, quando presente em certa combinação, causa a morte do indivíduo antes do nascimento ou antes da idade reprodutiva. Aqui, o alelo dominante C é letal em homozigose (CC), ou seja, todo embrião com dois alelos C não sobrevive. Isso altera as proporções esperadas de descendentes vivos, porque uma das classes genotípicas simplesmente não aparece.
No cruzamento entre dois heterozigotos (Cc × Cc), a segregação independente dos alelos produz, teoricamente, a proporção genotípica 1 CC : 2 Cc : 1 cc. Porém, como CC é letal, esses indivíduos são eliminados. Entre os que nascem vivos, restam apenas 2 Cc (com a condição) e 1 cc (sem a condição), ou seja, 2/3 com condrodistrofia e 1/3 sem. A probabilidade de ser do sexo feminino é independente e vale 1/2, pois o sexo é determinado por cromossomos sexuais, não pelo gene autossômico em questão.
Esta questão exige combinar três probabilidades: a de ser cc entre os vivos (1/3), a de ser do sexo feminino (1/2) e a condição de estar vivo (que já está embutida na proporção 1/3). O erro mais comum é usar a proporção teórica 1/4 de cc sem considerar a letalidade, ou esquecer de multiplicar pelo sexo.
O que a questão dá
alelo dominante C: condrodistrofia
alelo recessivo c: sem condrodistrofia
genótipo CC: letal (não sobrevive)
casal heterozigoto: Cc × Cc
sexo feminino: probabilidade 1/2
O que queremos: a probabilidade de uma criança viva, do sexo feminino e sem condrodistrofia
Passo 1 — Montar o cruzamento entre os heterozigotos
Para saber as proporções genotípicas dos descendentes, precisamos primeiro cruzar os gametas dos pais. Cada heterozigoto Cc produz dois tipos de gametas: C e c, em igual proporção. O quadro de Punnett mostra as quatro combinações possíveis.
Por que esta fórmula: O cruzamento Cc × Cc segue a primeira lei de Mendel: cada gameta carrega um alelo de cada par. As combinações são CC, Cc, Cc e cc, com probabilidades 1/4, 1/2 e 1/4, respectivamente.
De onde vem cada valor: = enunciado: casal heterozigoto
1 CC : 2 Cc : 1 cc
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que há duas formas de obter Cc (um C do pai e c da mãe, ou vice-versa), contando apenas uma.
Passo 2 — Excluir os genótipos letais
O enunciado diz que CC é letal, ou seja, esses embriões não nascem. Portanto, a proporção entre os nascidos vivos não é 1:2:1, mas apenas 2 Cc : 1 cc. Precisamos recalcular as frações considerando apenas os vivos.
Por que esta fórmula: Dos quatro descendentes teóricos, um (CC) não sobrevive. Restam três vivos: dois Cc e um cc. Assim, a probabilidade de um vivo ser cc é 1/3.
De onde vem cada valor: = passo 1: um cc entre os três vivos · = passo 1: três vivos (2 Cc + 1 cc)
NÃO CAIA NESSA!
Usar 1/4 (proporção teórica de cc) em vez de 1/3, ignorando a letalidade.
Passo 3 — Multiplicar pela chance de ser do sexo feminino
O enunciado pede uma criança do sexo feminino. O sexo é determinado por cromossomos sexuais (X e Y), independentemente do gene autossômico da condrodistrofia. Portanto, a probabilidade de ser menina é sempre 1/2, e devemos multiplicar pela probabilidade de ser cc.
Por que esta fórmula: Como os eventos são independentes, a probabilidade conjunta é o produto das probabilidades individuais: P(cc e feminino) = P(cc) × P(feminino).
De onde vem cada valor: = passo 2: probabilidade de ser cc entre os vivos · = enunciado: probabilidade de ser do sexo feminino
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de multiplicar por 1/2, respondendo 1/3 (alternativa A).