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Questão de Biologia — Cromossomopatias e Cariótipo — FGV 2025

BiologiaCromossomopatias e Cariótipo
Código
fg165981
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
A Síndrome de Klinefelter é um exemplo de aneuploidia sexual. Pessoas com essa síndrome têm órgãos sexuais masculinos, mas os testículos são anormalmente pequenos. Algum aumento de seios e outras características femininas no corpo são comuns.   Um homem com visão normal, filho de um homem daltônico, e sua esposa, uma mulher, heterozigota para daltonismo, têm um filho daltônico com síndrome de Kleinefelter.   O erro de divisão celular que resultou em um zigoto com este cariótipo pode ter ocorrido pela
  1. Adeleção na meiose I paterna, produzindo um gameta XdY.
  2. Bdeleção na meiose II paterna, produzindo um gameta XdXd.
  3. Cnão-disjunção na meiose I materna, produzindo um gameta XDXd.
  4. Dnão-disjunção na meiose I paterna, produzindo um gameta XdXd.
  5. Enão-disjunção na meiose II materna, produzindo um gameta XdXd.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — não-disjunção na meiose II materna, produzindo um gameta XdXd.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome de Klinefelter e não disjunção cromossômica

Gabarito: letra E. O filho daltônico com síndrome de Klinefelter (XXY) recebeu dois cromossomos X com o alelo recessivo do daltonismo (Xd) da mãe, que é heterozigota (XDXd), e o Y do pai. Isso só é possível se houve não disjunção na meiose II materna, produzindo um óvulo com dois Xd (XdXd), que foi fecundado por um espermatozoide Y. A alternativa E é a única que descreve corretamente esse evento.

A síndrome de Klinefelter é uma aneuploidia sexual caracterizada pelo cariótipo 47,XXY — o indivíduo é do sexo masculino (presença do Y), mas possui um cromossomo X extra. Essa condição resulta de um erro na divisão celular durante a gametogênese, chamado não disjunção, que é a falha na separação correta dos cromossomos homólogos (na meiose I) ou das cromátides irmãs (na meiose II). Quando isso ocorre, um gameta pode receber dois cromossomos sexuais e o outro, nenhum.

Para resolver a questão, é preciso analisar a herança do daltonismo, que é uma doença recessiva ligada ao cromossomo X. O alelo recessivo é representado por Xd e o dominante por XD. O pai do homem em questão é daltônico (XdY), mas o homem tem visão normal, o que significa que ele recebeu o cromossomo XD de sua mãe (que deve ser, no mínimo, portadora) e o Y de seu pai. Sua esposa é heterozigota para o daltonismo (XDXd), ou seja, é portadora, mas tem visão normal. O filho do casal é daltônico e tem Klinefelter, portanto seu genótipo é XdXdY. Como o pai (o homem) só pode fornecer o cromossomo Y (já que seu X é XD), os dois cromossomos Xd obrigatoriamente vieram da mãe. Isso indica que o óvulo que originou o filho continha dois cromossomos Xd, resultado de uma não disjunção na meiose II materna, quando as cromátides irmãs do cromossomo Xd não se separaram.

A distinção crucial está em quando ocorre a não disjunção. Na meiose I, a não disjunção envolve os cromossomos homólogos (um XD e um Xd na mãe), produzindo um gameta com XD e Xd juntos. Na meiose II, a não disjunção envolve as cromátides irmãs de um mesmo cromossomo, produzindo um gameta com duas cópias idênticas (XdXd ou XDXD). Como o filho recebeu dois Xd, a não disjunção só pode ter ocorrido na meiose II materna. A pegadinha da banca está em confundir o gameta anormal com o resultado de uma deleção ou de uma não disjunção na meiose I, que produziria gametas com cromossomos diferentes (XDXd).

Meiose I
Meiose II
Paterna
Gameta XDXd → filho XDXdY (visão normal)
Gameta XdXd → filho XdXdY (daltônico)
Materna
Gameta XY → filho XXY (sem alelo d)
Gameta XX ou YY → não forma XXY
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que houve deleção na meiose I paterna, produzindo um gameta XdY. Há dois erros: primeiro, deleção é uma alteração estrutural (perda de um segmento do cromossomo), não um erro de segregação como a não disjunção. Segundo, o pai do menino tem visão normal (XDY), então não pode produzir um gameta com Xd. Além disso, um gameta com XdY, se fecundasse um óvulo normal, geraria um indivíduo XXdY (Klinefelter daltônico), mas o pai não tem o alelo d. O gameta XdY só seria possível se o pai fosse daltônico, o que não é o caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que houve deleção na meiose II paterna, produzindo um gameta XdXd. O erro principal é o mesmo da alternativa A: o pai tem visão normal (XDY) e não possui o alelo Xd, portanto não pode produzir um gameta com Xd. Além disso, um espermatozoide com dois cromossomos X (XdXd) é impossível, pois o espermatozoide carrega apenas um cromossomo sexual (X ou Y). A não disjunção na meiose II paterna poderia produzir um espermatozoide XX ou YY, mas nunca XdXd, pois o pai não tem o alelo recessivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que houve não disjunção na meiose I materna, produzindo um gameta XDXd. De fato, a não disjunção na meiose I materna produziria um óvulo com os dois homólogos (XD e Xd), mas isso resultaria em um filho com genótipo XDXdY, que teria visão normal (pois o alelo dominante XD mascara o recessivo Xd). Como o filho é daltônico (XdXdY), ele não pode ter recebido o alelo XD da mãe. Portanto, a não disjunção não ocorreu na meiose I materna, pois isso teria fornecido o alelo dominante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que houve não disjunção na meiose I paterna, produzindo um gameta XdXd. Há dois erros: primeiro, o pai tem visão normal (XDY) e não possui o alelo Xd, então não pode produzir um gameta com Xd. Segundo, a não disjunção na meiose I paterna produziria um espermatozoide com XY (os homólogos X e Y juntos), não com XdXd. Um gameta com dois X só poderia surgir de uma não disjunção na meiose II paterna, mas mesmo assim seria XDXD, não XdXd, pois o pai não tem o alelo recessivo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que houve não disjunção na meiose II materna, produzindo um gameta XdXd. Isso está correto. A mãe é heterozigota (XDXd). Na meiose II, se as cromátides irmãs do cromossomo Xd não se separarem, um óvulo receberá dois Xd (XdXd). Esse óvulo, ao ser fecundado por um espermatozoide Y do pai (que tem visão normal, XDY), formará um zigoto XdXdY, que é daltônico e tem síndrome de Klinefelter. Essa é a única explicação consistente com o fenótipo do filho.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre deleção (alteração estrutural) e não disjunção (erro de segregação), e entre meiose I (separação de homólogos) e meiose II (separação de cromátides). O candidato que não percebe que o pai tem visão normal (XDY) e, portanto, não pode fornecer o alelo Xd, acaba marcando uma alternativa que envolve o gameta paterno. Lembre-se: o gameta anormal com dois Xd só pode vir da mãe, e como são cópias idênticas, a não disjunção foi na meiose II.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de aneuploidia com genes ligados ao X, monte os genótipos dos pais e do filho. Se o filho tem dois X com o mesmo alelo recessivo, a não disjunção foi na meiose II materna. Se tem dois X com alelos diferentes, foi na meiose I materna. Se o pai contribuiu com o X anormal, a não disjunção foi paterna. Esse raciocínio elimina as alternativas uma a uma.

Gabarito: letra E

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