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Questão de Biologia — Geral — FGV 2025

BiologiaGeral
Código
fg165988
Banca
FGV
Órgão
ENARE
Ano
2025
Cargo
RMAPS ( )
No verão de 2023, o Hospital de Canoas (RS) teve seu pronto- socorro interditado, após alagamentos causados por chuvas intensas. A arquitetura não apresentava um planejamento ambiental adaptativo. Essa tragédia hospitalar reacendeu o debate sobre a implementação do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, em 2016.   Assinale a opção que apresenta a ação mais adequada a ser incorporada pelos hospitais, frente a um cenário de aumento da incidência de chuvas devido às mudanças climáticas.Imagem associada para resolução da questão
  1. APriorizar reformas estruturais que impermeabilizem as áreas internas dos hospitais.
  2. BImplementar protocolos de emergência e de evacuação hospitalar voltados para enchentes.
  3. CRedimensionar o sistema de drenagem urbana sem alterações nas estruturas hospitalares.
  4. DTransferir os serviços hospitalares para áreas de menor risco durante os períodos de chuvas intensas.
  5. EIncorporar critérios de resiliência climática no planejamento e gestão da infraestrutura hospitalar.
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GabaritoE — Incorporar critérios de resiliência climática no planejamento e gestão da infraestrutura hospitalar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resiliência climática na infraestrutura hospitalar

Gabarito: letra E. A ação mais adequada é incorporar critérios de resiliência climática no planejamento e gestão da infraestrutura hospitalar, pois isso ataca a causa do problema — a falta de planejamento ambiental adaptativo — e não apenas as consequências imediatas, como fazem as demais alternativas. O enunciado remete ao Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), que busca justamente integrar a adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e na gestão de infraestruturas críticas, como hospitais.

A tragédia do Hospital de Canoas (RS) ilustra um problema recorrente: infraestruturas essenciais, como hospitais, são projetadas sem considerar cenários climáticos futuros. O aumento da incidência de chuvas intensas, associado às mudanças climáticas, exige que essas edificações sejam planejadas para resistir e se adaptar a eventos extremos. A resiliência climática, nesse contexto, significa a capacidade de um sistema — no caso, o hospital — de antecipar, preparar-se, responder e se recuperar dos impactos adversos do clima. Isso envolve desde a escolha do local, passando pelo projeto arquitetônico (como sistemas de drenagem internos, impermeabilização adequada, elevação de equipamentos críticos), até a gestão e os protocolos operacionais.

A alternativa E é a mais abrangente e correta porque propõe uma mudança estrutural e de longo prazo: incorporar a variável climática no planejamento. Isso significa que, ao reformar ou construir, o hospital deve considerar o risco de enchentes, alagamentos, ondas de calor, etc., e adaptar sua infraestrutura para minimizar danos e garantir a continuidade dos serviços de saúde. As demais alternativas, embora algumas sejam medidas válidas, são pontuais, reativas ou até contraproducentes, como veremos na análise de cada uma.

A questão cobra um raciocínio de "planejamento adaptativo" — a ideia central é que a solução deve ser preventiva e integrada, não apenas emergencial. A banca explora a diferença entre medidas de curto prazo (protocolos de emergência, evacuação) e medidas de longo prazo (planejamento da infraestrutura). A pegadinha está em confundir uma ação reativa (como evacuar) com uma ação preventiva e estruturante (como planejar a resiliência).

Adaptação hospitalar às chuvas
  • 1Medidas reativas (curto prazo)
    • Protocolos de emergência
    • Evacuação hospitalar
    • Transferência de serviços
  • 2Medidas estruturais (longo prazo)
    • Resiliência climática no planejamento
    • Proteção de equipamentos críticos
    • Redundância de sistemas
  • 3Medidas contraproducentes
    • Impermeabilização de áreas internas
    • Drenagem urbana sem alterar o hospital
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Priorizar reformas que impermeabilizem as áreas internas é contraproducente. A impermeabilização do solo aumenta o escoamento superficial, agravando o risco de alagamentos em vez de mitigá-lo. Em áreas sujeitas a enchentes, o correto é promover a permeabilidade do solo (quando possível) e, principalmente, proteger os equipamentos e áreas críticas, mas não impermeabilizar indiscriminadamente. A alternativa confunde "proteção contra água" com "impermeabilização", que é uma medida que pode piorar o problema.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Implementar protocolos de emergência e evacuação é uma medida importante, mas é reativa — age depois que o evento ocorre. A questão pede a ação "mais adequada" frente ao cenário de aumento de chuvas, e a melhor abordagem é a preventiva e estruturante. Protocolos de emergência são complementares, mas não resolvem a causa do problema (a falta de planejamento adaptativo). A alternativa é válida, mas não é a mais adequada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Redimensionar o sistema de drenagem urbana "sem alterações nas estruturas hospitalares" é uma medida de infraestrutura urbana, mas que não aborda diretamente a vulnerabilidade do hospital. Além disso, a drenagem urbana é de responsabilidade do poder público municipal, e o hospital precisa de medidas internas para se proteger. A alternativa ignora a necessidade de adaptação da própria edificação hospitalar, que é o foco da questão.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Transferir os serviços hospitalares para áreas de menor risco durante chuvas intensas é uma medida emergencial e logística, não um planejamento adaptativo. A transferência de um hospital é extremamente complexa, arriscada para pacientes críticos e não é uma solução sustentável. A alternativa confunde "plano de contingência" com "planejamento de infraestrutura". A ação mais adequada é adaptar o hospital para que ele funcione mesmo em condições adversas, não movê-lo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Incorporar critérios de resiliência climática no planejamento e gestão da infraestrutura hospitalar é a ação mais adequada porque ataca a causa raiz do problema: a falta de planejamento ambiental adaptativo. Isso envolve avaliar riscos climáticos, projetar ou reformar o hospital para resistir a eventos extremos (como enchentes), proteger equipamentos críticos, garantir redundância de sistemas (energia, água, comunicação) e integrar essas medidas à gestão contínua. Essa abordagem está alinhada com o PNA, que busca justamente incorporar a adaptação climática nas políticas setoriais, incluindo a saúde.

Gabarito: letra E

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