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Questão de Biologia — Geral — FGV 2025

BiologiaGeral
Código
fg165992
Banca
FGV
Órgão
ENARE
Ano
2025
Cargo
RMAPS ( )
A semaglutida é um medicamento usado para tratar diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso, mas vem sendo usada indiscriminadamente para o controle de peso.   Essa medicação leva à redução do apetite e menor ingestão alimentar devido àImagem associada para resolução da questão
  1. Asecreção de grelina, diminuindo a motilidade gástrica e elevando a taxa metabólica basal.
  2. Bsinalização ao hipotálamo da presença de nutrientes, promovendo saciedade e inibição do apetite.
  3. Cinibição dos receptores de orexina no hipotálamo, induzindo a perda de peso por mecanismos autonômicos simpáticos.
  4. Datuação no sistema nervoso entérico, reduzindo a secreção pancreática exócrina e estimulando o sistema colinérgico inibitório.
  5. Emimetização do hormônio insulina, reduzindo os níveis circulantes de leptina e estimulando a lipólise no tecido adiposo branco.
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GabaritoB — sinalização ao hipotálamo da presença de nutrientes, promovendo saciedade e inibição do apetite.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Semaglutida e o controle do apetite: ação no hipotálamo

Gabarito: letra B. A semaglutida é um análogo do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon 1), um hormônio incretina produzido pelo trato gastrointestinal. Ao ativar os receptores de GLP-1 no cérebro, especialmente no hipotálamo, ela sinaliza a presença de nutrientes, promovendo saciedade e inibindo o apetite — exatamente o que descreve a alternativa B. As demais alternativas erram ao atribuir à semaglutida mecanismos que pertencem a outros hormônios ou vias fisiológicas.

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, medicamentos que mimetizam a ação do hormônio incretina GLP-1. Este hormônio é secretado pelas células L do intestino em resposta à ingestão de alimentos e exerce múltiplas funções: estimula a secreção de insulina dependente de glicose, inibe a secreção de glucagon, retarda o esvaziamento gástrico e, crucialmente, atua no sistema nervoso central para modular o apetite. No cérebro, os receptores de GLP-1 estão presentes em regiões como o hipotálamo (núcleo arqueado, núcleo paraventricular) e no tronco encefálico (núcleo do trato solitário), áreas que integram sinais de fome e saciedade. Quando a semaglutida ativa esses receptores, ela amplifica os sinais de saciedade e reduz a sensação de fome, levando à diminuição da ingestão alimentar e, consequentemente, à perda de peso.

O mecanismo de ação da semaglutida é distinto de outros hormônios envolvidos no controle do apetite. A grelina é o principal hormônio orexígeno (estimulador do apetite), produzido principalmente pelo estômago, e seus níveis aumentam antes das refeições e diminuem após. A leptina é um hormônio anorexígeno (supressor do apetite) produzido pelo tecido adiposo, que sinaliza ao hipotálamo a quantidade de reservas energéticas. A orexina (hipocretina) é um neuropeptídeo produzido no hipotálamo lateral que estimula o apetite e promove vigília. A semaglutida não atua diretamente sobre esses hormônios, mas sim através da via do GLP-1, que é um sinal de saciedade.

A compreensão do controle hipotalâmico do apetite é fundamental para entender a questão. O hipotálamo integra sinais periféricos (hormônios como leptina, grelina, GLP-1, insulina) e centrais (neuropeptídeos como NPY, AgRP, POMC, CART) para regular o balanço energético. Os agonistas de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, atuam nesse circuito, promovendo saciedade e reduzindo a ingestão alimentar. A banca explora a confusão entre os diferentes hormônios e seus papéis: o candidato pode confundir grelina (orexígeno) com GLP-1 (anorexígeno), ou atribuir à semaglutida ações que não correspondem ao seu mecanismo real.

A pegadinha central desta questão é a troca de hormônios e mecanismos. A alternativa A menciona a secreção de grelina, que na verdade é um hormônio que estimula o apetite, não o reduz. A alternativa C fala em inibição dos receptores de orexina, mas a semaglutida não atua diretamente sobre esses receptores. A alternativa D atribui à semaglutida uma ação no sistema nervoso entérico e na secreção pancreática exócrina, que não é o mecanismo principal. A alternativa E confunde a semaglutida com a insulina e menciona a leptina de forma incorreta. A alternativa B é a única que descreve corretamente o mecanismo: sinalização ao hipotálamo da presença de nutrientes, promovendo saciedade e inibição do apetite.

Controle do apetite
  • 1Hormônios
    • Grelina (estômago)
      • Estimula apetite (orexígeno)
    • Leptina (tecido adiposo)
      • Suprime apetite (anorexígeno)
    • GLP-1 (intestino)
      • Sinaliza saciedade ao hipotálamo
  • 2Semaglutida
    • Agonista do receptor de GLP-1
    • Ativa hipotálamo → saciedade
    • Reduz ingestão alimentar
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a semaglutida leva à redução do apetite devido à secreção de grelina. Isso está incorreto porque a grelina é um hormônio orexígeno, ou seja, estimulador do apetite, produzido principalmente pelo estômago. A semaglutida não aumenta a secreção de grelina; pelo contrário, ela atua como agonista do GLP-1, que é um hormônio anorexígeno. Além disso, a grelina não eleva a taxa metabólica basal — na verdade, ela tende a reduzir o gasto energético. A semaglutida, ao contrário, promove saciedade e reduz a ingestão alimentar, efeitos opostos aos da grelina.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B descreve corretamente o mecanismo de ação da semaglutida: ela atua como agonista do receptor de GLP-1, sinalizando ao hipotálamo a presença de nutrientes. Isso promove saciedade e inibe o apetite, levando à redução da ingestão alimentar e, consequentemente, ao controle de peso. O GLP-1 é um hormônio incretina que, além de estimular a secreção de insulina, atua no sistema nervoso central para modular o apetite. A semaglutida, ao mimetizar essa ação, ativa os receptores de GLP-1 no hipotálamo, amplificando os sinais de saciedade e reduzindo a fome.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que a semaglutida atua pela inibição dos receptores de orexina no hipotálamo. Isso está incorreto porque a orexina (hipocretina) é um neuropeptídeo que estimula o apetite e promove vigília, produzido no hipotálamo lateral. A semaglutida não atua diretamente sobre os receptores de orexina; seu mecanismo é via receptores de GLP-1. Além disso, a perda de peso induzida pela semaglutida não ocorre por mecanismos autonômicos simpáticos, mas sim pela redução da ingestão alimentar e aumento da saciedade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D atribui à semaglutida uma ação no sistema nervoso entérico, reduzindo a secreção pancreática exócrina e estimulando o sistema colinérgico inibitório. Embora a semaglutida possa ter efeitos no trato gastrointestinal (como retardar o esvaziamento gástrico), o mecanismo principal para a redução do apetite é a ação central no hipotálamo. A redução da secreção pancreática exócrina não é o mecanismo pelo qual a semaglutida promove saciedade. Além disso, o sistema colinérgico inibitório não é o principal mediador dos efeitos anorexígenos da semaglutida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que a semaglutida atua por mimetização do hormônio insulina, reduzindo os níveis circulantes de leptina e estimulando a lipólise. Isso está incorreto porque a semaglutida é um análogo do GLP-1, não da insulina. Embora a semaglutida estimule a secreção de insulina dependente de glicose, ela não mimetiza a insulina diretamente. Além disso, a semaglutida não reduz os níveis de leptina; na verdade, a perda de peso pode levar a uma redução da leptina, mas isso é uma consequência, não o mecanismo de ação. A lipólise no tecido adiposo branco não é o principal efeito da semaglutida para a perda de peso.

Gabarito: letra B — a semaglutida reduz o apetite ao sinalizar ao hipotálamo a presença de nutrientes, promovendo saciedade e inibindo o apetite, via agonismo do receptor de GLP-1.

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