Questão de Criminalística — Outros Métodos de Identificação — FGV 2025
Criminalística›Outros Métodos de Identificação
Código
fg166214
Banca
FGV
Órgão
HU Brasil
Ano
2025
Cargo
Tec (EBSERH)
O manuseio do cadáver para estudo antropológico forense compreende o cuidado com os remanescentes humanos.
Sobre os procedimentos adotados para se obter a melhor análise possível dos remanescentes humanos, assinale a afirmativa correta.
AO corpo que contém tecidos moles deve ser colocado na cocção, em ebulição a 100 ºC.
BO corpo deve ser colocado em cocção em temperatura entre 40 e 60 ºC.
CO corpo deve ser colocado na cocção em temperatura superior a 100 ºC.
DNão há necessidade de se retirar os tecidos moles para estudo antropológico.
EA retirada dos tecidos moles é uma prática feita exclusivamente para a retirada de material para confronto genético (DNA).
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GabaritoB — O corpo deve ser colocado em cocção em temperatura entre 40 e 60 ºC.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Antropologia Forense: preparo de remanescentes humanos para análise
Gabarito: letra B. Para o estudo antropológico forense, o corpo deve ser submetido à cocção em temperatura entre 40 e 60 ºC, pois temperaturas mais elevadas (como 100 ºC ou superiores) danificariam o material ósseo, comprometendo a análise. A retirada dos tecidos moles é etapa necessária e não se limita ao confronto genético (DNA).
A antropologia forense estuda remanescentes humanos (ossos, dentes, tecidos) para auxiliar na identificação de indivíduos e na elucidação de circunstâncias de morte. Quando o corpo chega ao laboratório com tecidos moles ainda aderidos, é preciso removê-los para que o esqueleto fique limpo e possa ser examinado em detalhe — mensurações, análise de traumas, estimativa de sexo, idade, estatura e ancestralidade. Essa remoção é feita por métodos físicos (maceração, cocção) ou químicos, sempre com cuidado para não danificar o osso.
A cocção (ou maceração térmica) é uma técnica clássica: o corpo é aquecido em água para amolecer e desprender os tecidos moles. O ponto crítico é a temperatura. A faixa ideal fica entre 40 e 60 ºC. Temperaturas mais altas — como 100 ºC (ebulição) ou acima disso — aceleram a remoção, mas causam danos irreversíveis ao osso: desidratação, rachaduras, alteração de cor e até destruição de estruturas finas. Isso inviabiliza medições precisas e pode destruir vestígios de trauma. Por isso, o controle térmico é essencial.
Na prática, o procedimento envolve: (1) remoção cuidadosa dos tecidos moles com instrumentos; (2) cocção em água a 40–60 ºC por tempo controlado; (3) limpeza final com escovas e soluções suaves; (4) secagem e armazenamento adequado. A retirada dos tecidos moles não serve apenas para DNA — ela é indispensável para qualquer análise osteológica. O DNA pode ser extraído de ossos e dentes, mas a limpeza é feita para o estudo morfológico, não só para genética.
A banca explora a confusão entre a temperatura correta e temperaturas mais altas (100 ºC ou superiores), que pareceriam "mais eficientes" mas são prejudiciais. Também tenta restringir a finalidade da retirada de tecidos moles ao DNA, quando na verdade ela é necessária para toda a análise antropológica. Guarde: cocção a 40–60 ºC, nunca em ebulição.
1Remoção dos tecidos moles
2Cocção a 40–60 ºC
3Limpeza final
4Secagem e armazenamento
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o corpo deve ser colocado em ebulição a 100 ºC. A ebulição danifica o osso (desidratação, rachaduras, perda de detalhes morfológicos), comprometendo a análise. A temperatura correta é entre 40 e 60 ºC.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A cocção em temperatura entre 40 e 60 ºC é o procedimento adequado: amolece os tecidos moles sem danificar o material ósseo, preservando as características necessárias ao estudo antropológico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Temperatura superior a 100 ºC é ainda mais agressiva que a ebulição, causando danos severos ao osso (fusão, deformação, destruição). Não é utilizada na prática forense.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A retirada dos tecidos moles é necessária para a análise antropológica: sem ela, o esqueleto não pode ser examinado adequadamente (medições, traumas, características morfológicas). A afirmativa nega essa necessidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A retirada de tecidos moles não é exclusiva para confronto genético (DNA). Ela é indispensável para todo o estudo osteológico — identificação, análise de traumas, estimativa de perfil biológico. O DNA é apenas uma das finalidades.