Questão de Engenharia Elétrica — Tópicos Mesclados de Eletrônica — FGV 2025
- Código
- fg167020
- Banca
- FGV
- Órgão
- CPRM
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana Geo ( )
Em um multiplicador de dínodos discretos (Secondary Electron Multiplier), o íon se choca em um dínodo de conversão e libera elétrons secundários que são amplificados em vários estágios de dínodos até gerar um pulso detectável na saída do detector.
Este tipo de detector é utilizado em ICP-MS com analisador de massas por quadrupolo e realizam medidas chamadas de contagem de pulsos.
Durante a realização destas medidas, após o detector registrar um pulso durante a detecção de um evento, ocorre um curto intervalo de recuperação conhecido por tempo morto (dead time, \tau), sendo o reflexo do limite de velocidade do circuito de detecção. Durante este intervalo de tempo, o sistema fica temporariamente indisponível e qualquer evento não será contado ou irá distorcer a medida.
Considere o modelo não-paralisável para descrever a taxa de eventos observados R (contagens por segundo - cps) em função da taxa real de eventos r (cps) e o dead time \tau (s):
R = {\large r \over {1 + r\tau}}
O dead time \tau de um detector pode ser calculado utilizando-se o método de dois pontos a partir do fator de atenuação , R_1 e R_2 onde:
• r_1 e r_2 são taxas reais de eventos e r_2 = ar_1;
• R_1 e R_2 são as taxas de eventos observados em relação a r_1 e r_2, respectivamente.
Sabendo-se que para um determinado detector hipotético, os valores medidos foram: = 0,75, R_1 = 100kcps, R_2 = 80kcps, o valor de \tau, em , considerando o modelo não-paralisável, é aproximadamente
- A100.
- B50.
- C12,5.
- D10.
- E2,5.