Questão de Português — Questões Mescladas sobre Pronomes — FGV 2025
Português›Questões Mescladas sobre Pronomes
Código
fg167702
Banca
FGV
Órgão
PM SP
Ano
2025
Cargo
Sold ( )
A subjetividade é particularmente expressa pelos pronomes de primeira pessoa. Assinale a frase em que outro pronome se encarrega da subjetividade, equivalente aos pronomes de primeira pessoa.
ANa Idade Média, preferia-se o campo à cidade.
BAfinal de contas, vai-se ao teatro ou não?
CEntão, você vai participar do concurso?
DO ministro tem a honra de convidá-lo para o cargo.
EOs cidadãos honestos, esses devem enfrentar a realidade.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — Afinal de contas, vai-se ao teatro ou não?
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Subjetividade e pronomes de primeira pessoa
Gabarito: letra B. A única frase em que outro pronome (não o de primeira pessoa) assume o valor de subjetividade equivalente a "eu/nós" é a B: em "Afinal de contas, vai-se ao teatro ou não?", o pronome "se" é um índice de indeterminação do sujeito que, no contexto, inclui o próprio falante — equivale a "vamos ao teatro ou não?". A pista decisiva está na pergunta retórica: quem pergunta "vai-se ao teatro?" está, na verdade, se incluindo na ação, como em "a gente vai".
O comando pede que você identifique, entre as frases, aquela em que um pronome que não é de primeira pessoa (eu, me, mim, comigo, nós, nos, conosco) expressa a subjetividade — ou seja, carrega a voz de quem fala. Isso é uma questão de semântica dos pronomes: não basta reconhecer a classe gramatical; é preciso perceber o valor discursivo que o pronome assume no contexto.
O texto-base é apenas a afirmação-tema: "A subjetividade é particularmente expressa pelos pronomes de primeira pessoa." A partir dela, a banca quer que você encontre um caso em que outro pronome faça esse papel. A técnica é testar cada alternativa perguntando: quem está por trás da ação? Se a resposta for "eu" ou "nós", mesmo sem o pronome de primeira pessoa aparecer, a subjetividade está lá.
A armadilha central é a confusão entre pronome de tratamento e pronome indefinido. A alternativa C ("você vai participar?") parece tentadora porque "você" é um pronome de tratamento que, em alguns contextos, pode incluir o falante — mas aqui ele se refere claramente ao interlocutor, não a quem fala. Já o "se" da alternativa B é um índice de indeterminação do sujeito, que, em perguntas retóricas, naturalmente abrange o falante.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de subjetividade, pergunte sempre: quem pratica a ação? Se a resposta for "eu" ou "nós", mesmo sem o pronome de primeira pessoa aparecer, a subjetividade está lá. Desconfie de pronomes de tratamento (você, senhor) — eles quase sempre apontam para o interlocutor, não para o falante.
1Pergunte: quem pratica a ação?
2Resposta é 'eu' ou 'nós'?
3Pronome de 1ª pessoa apareceu?
4Não → outro pronome assume
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Na Idade Média, preferia-se o campo à cidade."
Aqui, o "se" também é índice de indeterminação do sujeito, mas o contexto é impessoal e histórico: a frase fala de uma preferência geral da época, não de quem fala. Não há subjetividade — o falante não está se incluindo na ação. Erro: extrapolação — atribui ao "se" um valor subjetivo que o contexto não autoriza.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Afinal de contas, vai-se ao teatro ou não?"
O "se" indetermina o sujeito, mas a pergunta retórica cria um contexto em que o falante se inclui na ação: "vai-se ao teatro?" equivale a "vamos ao teatro?". A subjetividade está presente sem o pronome de primeira pessoa — exatamente o que o enunciado pede. Correta porque o "se" assume o valor de "nós" no discurso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Então, você vai participar do concurso?"
O pronome "você" é de segunda pessoa (tratamento) e se refere ao interlocutor, não ao falante. A pergunta é dirigida a outra pessoa; o falante não se inclui na ação. Erro: troca de referente — confunde o pronome de tratamento com um pronome que inclui o falante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"O ministro tem a honra de convidá-lo para o cargo."
O pronome "o" (em "convidá-lo") é um oblíquo de terceira pessoa que se refere ao interlocutor (a pessoa a quem se fala). Não há subjetividade do falante — ele apenas relata o convite. Erro: contradiz o texto — o pronome aponta para o ouvinte, não para quem fala.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Os cidadãos honestos, esses devem enfrentar a realidade."
O pronome demonstrativo "esses" retoma "os cidadãos honestos" — um grupo de terceira pessoa, não o falante. Não há subjetividade; o falante apenas aponta para um grupo externo. Erro: tangencia o tema — fala de pronome, mas não de subjetividade.
Conclusão: A subjetividade pode ser expressa por outros pronomes além dos de primeira pessoa, desde que o contexto os faça incluir o falante. O "se" indeterminado, em perguntas retóricas, é o caso clássico. Gabarito: letra B.