Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — FGV 2025
Português›Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
fg167715
Banca
FGV
Órgão
PM SP
Ano
2025
Cargo
Sold ( )
Assinale a frase em que o verbo preferir está corretamente utilizado.
APrefiro queijo do que presunto.
BPrefiro mais queijo do que presunto.
CPrefiro o queijo do que o presunto.
DPrefiro queijo a presunto.
EMais prefiro queijo do que presunto.
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GabaritoD — Prefiro queijo a presunto.
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Regência do verbo preferir
Gabarito: letra D. O verbo preferir é transitivo direto e indireto e rege a preposição a para introduzir o segundo termo da comparação. A única frase que respeita essa regência é "Prefiro queijo a presunto" — exatamente como manda a norma culta. As demais alternativas usam a estrutura comparativa "do que", que é inadequada para esse verbo.
O comando
A questão pede a frase em que o verbo preferir está corretamente utilizado. Isso envolve regência verbal: a relação de subordinação entre o verbo e seus complementos. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática normativa — a regra que rege o uso culto da língua.
A regra que decide
O verbo preferir significa "ter preferência por", "escolher entre dois". Na norma culta, ele é transitivo direto e indireto: o primeiro complemento (o que se prefere) é objeto direto, sem preposição; o segundo (aquilo em detrimento do qual se prefere) é objeto indireto, introduzido pela preposição a.
Estrutura correta: preferir algo a algo
Exemplos:
Prefiro café a chá.
Prefiro ler a assistir TV.
Prefiro a praia ao campo.
A construção com "do que" — típica de comparação de superioridade ("mais alto do que") — é um erro clássico de regência quando aplicada a "preferir". O verbo já carrega a ideia de preferência; não se deve usar "mais" nem "do que".
Análise das alternativas
Preferir (regência)
1Estrutura correta
Preferir algo A algo
Ex.: Prefiro café a chá
2Erros clássicos
Uso de "do que"
Uso de "mais" (redundante)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"Prefiro queijo do que presunto."
Aqui, o verbo preferir é usado com a estrutura comparativa "do que", que é inadequada. O correto seria "Prefiro queijo a presunto". O erro é de regência: o verbo exige a preposição "a" para introduzir o segundo elemento, não a locução "do que".
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Prefiro mais queijo do que presunto."
Além do erro de regência ("do que" em vez de "a"), há o uso desnecessário de "mais". O verbo preferir já expressa a ideia de preferência; acrescentar "mais" é redundante e considerado erro de norma culta. A forma correta seria "Prefiro queijo a presunto".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Prefiro o queijo do que o presunto."
Novamente, o uso de "do que" é inadequado. A presença dos artigos "o" antes dos substantivos não altera a regência: o verbo preferir continua exigindo a preposição "a". O correto seria "Prefiro o queijo ao presunto" (contração de "a" + "o").
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Prefiro queijo a presunto."
Esta é a única frase que segue a regência correta do verbo preferir: objeto direto (queijo) + preposição "a" + objeto indireto (presunto). A estrutura "preferir algo a algo" é a única aceita pela norma culta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Mais prefiro queijo do que presunto."
Aqui, além do erro de regência ("do que"), há o uso de "mais" antes do verbo, o que é redundante e inadequado. O verbo preferir já indica preferência; não se deve usar "mais" nem "do que". O correto seria "Prefiro queijo a presunto".
Conclusão
A regra de ouro: preferir não admite "mais" nem "do que"; exige a preposição "a" para o segundo termo. Teste cada alternativa perguntando: "o verbo está seguido de 'a'?" — se não, está errada. Gabarito: letra D.