Questão de Matemática — Porcentagem — FGV 2025
- Código
- fg167947
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEEC RN
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof ( )
- A1.920 balas de tamarindo.
- B1.936 balas de tamarindo.
- C1.950 balas de tamarindo.
- D2.000 balas de tamarindo.
- E2.016 balas de tamarindo.
GabaritoA — 1.920 balas de tamarindo.
Gabarito: letra A — 1.920 balas. O salário aumentou 26% (fator 1,26) e o preço da bala aumentou 5% (fator 1,05); a quantidade de balas compráveis é diretamente proporcional ao salário e inversamente proporcional ao preço, então o novo total é .
O problema mistura dois percentuais que atuam em sentidos opostos sobre a quantidade de balas que Umberto consegue comprar. O salário subiu, o que aumenta o poder de compra; mas o preço da bala também subiu, o que reduz esse poder. A pegadinha clássica é aplicar os dois aumentos como se fossem sucessivos na mesma grandeza (o que daria , que nem aparece nas alternativas). O raciocínio correto é montar a razão entre o que mudou.
Vamos pensar com calma. Em novembro, o salário comprava 1.600 balas ao preço unitário . Ou seja, . Em dezembro, o salário passou a ser e o preço da bala passou a ser . A nova quantidade de balas que ele consegue comprar é dada por:
Como , temos:
Outra forma de enxergar: o aumento real do poder de compra é a razão entre os fatores, , ou seja, 20% a mais de balas — não 26%. O aumento de 5% no preço "corrói" parte do aumento nominal do salário.
Esse é um caso típico de variações percentuais sucessivas com grandezas inversamente proporcionais. Quando duas grandezas são inversamente proporcionais (quantidade de balas e preço unitário), um aumento percentual numa delas exige uma divisão pelo fator correspondente na outra. O material de apoio reforça exatamente isso: para variações sucessivas, multiplicamos os fatores — mas aqui um fator está no numerador (salário) e o outro no denominador (preço).
A banca FGV adora esse tipo de questão porque o candidato apressado faz (alternativa E) e esquece de descontar o aumento do preço, ou faz (que não está nas opções, mas é um erro comum de quem aplica o desconto de 5% no lugar errado). O caminho seguro é sempre montar a razão entre as grandezas envolvidas.
Guarde o critério: quantidade comprada = (salário) / (preço unitário). É essa fração que decide a questão — e é nela que as alternativas se separam.
A conta fecha exatamente: . O salário aumentou 26% (fator 1,26) e o preço aumentou 5% (fator 1,05); como a quantidade é inversamente proporcional ao preço, dividimos pelo fator do preço. O resultado é um aumento real de 20% na quantidade de balas.
1.936 balas corresponderia a um aumento de 21% sobre 1.600 (). Esse número não tem relação direta com os percentuais do enunciado — não é o resultado de nenhuma combinação simples de 26% e 5%. É um distrator numérico puro.
1.950 balas também não decorre de nenhuma operação correta com os dados. Se o candidato tentasse (aplicando um desconto de 3% que não existe), chegaria perto, mas não é isso que o problema pede. Não há fundamento nos percentuais dados para esse valor.
2.000 balas seria o resultado de um aumento de 25% sobre 1.600 (). É um número "redondo" que atrai quem busca uma resposta rápida, mas não corresponde à razão correta . O aumento real é de 20%, não 25%.
2.016 balas é exatamente — o candidato aplica o aumento de 26% do salário e esquece que o preço da bala também subiu 5%. É a pegadinha mais comum: considerar apenas o aumento do salário, ignorando a variação do preço. O poder de compra real é menor que o aumento nominal.
A banca explora a confusão entre aumento nominal do salário e aumento real do poder de compra. O candidato apressado faz (letra E) e ignora o aumento de 5% no preço. Lembre-se: quando o preço sobe, a quantidade que se consegue comprar cai na mesma proporção inversa. A conta certa é sempre dividir pelo fator do preço: .
Gabarito: letra A
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