Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — FGV 2025
- Código
- fg167958
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEFAZ PR
- Ano
- 2025
- Cargo
- AF ( )

- A35.
- B105.
- C120.
- D210.
- E225.

GabaritoD — 210.
Gabarito: letra D — a conta chega a 210 distribuições distintas — alternativa D.
A análise combinatória conta de quantas maneiras podemos agrupar elementos. Quando a ordem dentro do grupo não importa, usamos combinação: escolher A, B e C para um quarto é o mesmo que escolher C, B e A. Quando os grupos têm identidades diferentes, como quartos numerados, a ordem em que escolhemos cada grupo importa.
A combinação de n elementos tomados k a k é C(n,k) = n! / (k!(n-k)!). Ela conta quantos subconjuntos de tamanho k existem, sem se importar com a ordem interna. Quando precisamos formar vários grupos de tamanhos fixos e os grupos são distintos, multiplicamos as combinações de cada etapa: escolher o primeiro grupo, depois o segundo, e assim por diante.
Esta questão pede para distribuir 7 pessoas em 3 quartos de tamanhos 3, 2 e 2, com os quartos sendo diferentes. O ponto central é perceber que a ordem das escolhas importa porque os quartos são distintos, então multiplicamos as combinações sem dividir por nada.
7 amigos: A, B, C, D, E, F e G
3 quartos diferentes
1 quarto para 3 pessoas
2 quartos para 2 pessoas cada
O que queremos: o número total de distribuições distintas dos 7 amigos nos 3 quartos
Começamos pelo quarto que recebe mais gente, porque é o que mais restringe as escolhas. Precisamos selecionar 3 entre 7 amigos, e a ordem dentro do trio não importa: o quarto com A, B e C é o mesmo que com C, B e A.
Por que esta fórmula: Usamos combinação, C(7,3), porque estamos escolhendo um subconjunto sem ordem interna. A fórmula C(n,k) = n!/(k!(n-k)!) conta exatamente isso.
De onde vem cada valor: = enunciado: 7 amigos · = enunciado: quarto para 3 pessoas
Usar arranjo A(7,3) = 7×6×5 = 210, contando ordens diferentes dentro do trio como distribuições diferentes — mas A, B e C no mesmo quarto é uma única distribuição.
Depois de escolher o trio, restam 4 amigos. Agora precisamos escolher 2 deles para o primeiro quarto duplo. A ordem dentro dessa dupla também não importa, então é outra combinação.
Por que esta fórmula: Temos 4 pessoas disponíveis e precisamos escolher 2, sem ordem interna: C(4,2).
De onde vem cada valor: = passo 1: sobraram 4 pessoas · = enunciado: quarto para 2 pessoas
Esquecer que já escolhemos o trio e usar 7 pessoas de novo — isso contaria distribuições impossíveis.
Após escolher o trio e a primeira dupla, restam exatamente 2 pessoas, que vão para o último quarto duplo. Não há escolha a fazer: só existe uma maneira de colocar essas duas pessoas juntas.
Por que esta fórmula: É a combinação de 2 elementos tomados 2 a 2, que vale 1: C(2,2) = 1.
De onde vem cada valor: = passo 2: sobraram 2 pessoas
Achar que há mais de uma opção aqui — mas com 2 pessoas e 1 vaga dupla, só existe uma combinação.
Cada escolha de ocupantes para um quarto é independente das outras, e os quartos são diferentes entre si. Pelo princípio multiplicativo, o total de distribuições é o produto das combinações de cada etapa.
Por que esta fórmula: Como os quartos são distintos, a ordem das escolhas importa: escolher o trio primeiro e depois as duplas é diferente de escolher uma dupla primeiro. Por isso multiplicamos, sem dividir por nada.
De onde vem cada valor: = passo 1: 35 · = passo 2: 6 · = passo 3: 1
Dividir por 2! ou 3! para 'descontar' a ordem dos quartos, achando que são indistinguíveis — mas o enunciado diz que são diferentes, então não se divide.
Resposta: 210 distribuições distintas — alternativa D
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