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Questão de Matemática — Lei dos Senos e Lei dos Cossenos — FGV 2025

MatemáticaLei dos Senos e Lei dos Cossenos
Código
fg168019
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2025
Cargo
Vest ( )

Durante um experimento de modelagem biomecânica, uma equipe estuda o movimento de uma agulha inserida em um tecido biológico, formando um triângulo com três pontos de referência: o ponto de inserção (A), a extremidade da agulha (B) e um marcador no tecido (C).
Os lados AB, AC e BC desse triângulo são tais que:

  • as medidas de AB, AC e BC, nessa ordem, são números inteiros ímpares consecutivos;
  • o ângulo BÂC mede 120.

O perímetro desse triângulo, em centímetros, é

  1. A23.
  2. B21.
  3. C19.
  4. D17.
  5. E15.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — 15.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra E — a conta chega a Perímetro = 15 cm — alternativa E.

A ideia por trás

A Lei dos Cossenos é a ferramenta que relaciona os três lados de um triângulo qualquer com um de seus ângulos. Ela generaliza o Teorema de Pitágoras: em vez de valer só para triângulo retângulo, vale para qualquer triângulo, e o termo extra com o cosseno ajusta a conta quando o ângulo não é 90°. Números ímpares consecutivos são aqueles que diferem por 2, como 1, 3, 5 ou 7, 9, 11 — se o primeiro é x, os seguintes são x+2 e x+4.

A Lei dos Cossenos diz que, num triângulo de lados a, b e c, com ângulo θ oposto ao lado a, vale a² = b² + c² − 2·b·c·cos(θ). O termo −2·b·c·cos(θ) é o que ajusta a relação: se θ = 90°, cos(θ) = 0 e a fórmula vira Pitágoras; se θ é obtuso (maior que 90°), o cosseno é negativo, então o termo vira uma soma, aumentando o lado oposto. Aqui, o ângulo de 120° tem cosseno −1/2, então o termo −2·b·c·(−1/2) = +b·c, ou seja, o quadrado do lado oposto é a soma dos quadrados dos outros dois MAIS o produto deles.

Esta questão pede para aplicar a Lei dos Cossenos ao lado BC, que é oposto ao ângulo de 120°, usando a informação de que os lados são ímpares consecutivos. O passo central é montar a equação com x, x+2 e x+4 e resolvê-la, cuidando do sinal do cosseno.

O que a questão dá

  • lados AB, AC e BC são números inteiros ímpares consecutivos, nessa ordem

  • ângulo BÂC = 120°

  • perímetro é a soma dos três lados

O que queremos: o perímetro do triângulo, em centímetros

Passo 1 — Nomear os lados com ímpares consecutivos

Como os lados AB, AC e BC são ímpares consecutivos nessa ordem, podemos representá-los por x, x+2 e x+4. Isso transforma o problema em uma equação com uma única incógnita, que é o primeiro passo para usar a Lei dos Cossenos.

Por que esta fórmula: Números ímpares consecutivos diferem por 2, então se o menor é x, os próximos são x+2 e x+4. Essa representação é a ponte entre o texto e a álgebra.

AB=x,AC=x+2,BC=x+4AB = x, AC = x+2, BC = x+4

De onde vem cada valor: xx = definição: menor lado, a definir · x+2x+2 = definição: segundo lado, 2 unidades maior · x+4x+4 = definição: terceiro lado, 4 unidades maior

NÃO CAIA NESSA!

Inverter a ordem: se você colocar BC = x e AB = x+4, a equação muda e o resultado sai errado. A ordem do enunciado é AB, AC, BC.

Passo 2 — Aplicar a Lei dos Cossenos ao lado BC

O ângulo BÂC = 120° é formado pelos lados AB e AC, e o lado oposto a ele é BC. A Lei dos Cossenos relaciona exatamente esses três elementos, então é o momento de montar a equação.

Por que esta fórmula: A Lei dos Cossenos é a relação que liga um lado ao ângulo oposto e aos outros dois lados. Como temos o ângulo e queremos os lados, é a ferramenta certa.

BC2=AB2+AC22ABACcos(120°)BC^{2} = AB^{2} + AC^{2} - 2 \cdot AB \cdot AC \cdot \cos(120°)

De onde vem cada valor: BCBC = passo 1: x+4 · ABAB = passo 1: x · ACAC = passo 1: x+2 · cos(120°)\cos(120°) = enunciado: ângulo BÂC = 120°, cosseno = -1/2

(x+4)2=x2+(x+2)22x(x+2)(12)(x+4)^{2} = x^{2} + (x+2)^{2} - 2 \cdot x \cdot (x+2) \cdot (-\frac{1}{2})
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer o sinal negativo do cosseno: cos(120°) = -1/2, então o termo -2·AB·AC·cos(120°) vira +AB·AC. Se você usar +1/2, o sinal fica errado e a equação não fecha.

Passo 3 — Simplificar a equação

Com a substituição feita, precisamos expandir os quadrados e simplificar para chegar a uma equação do segundo grau, que é o formato que sabemos resolver.

Por que esta fórmula: Expandir (x+4)² e (x+2)² e simplificar os termos semelhantes é a manipulação algébrica padrão para isolar a incógnita.

x2+8x+16=x2+(x2+4x+4)+x(x+2)x^{2} + 8x + 16 = x^{2} + (x^{2} + 4x + 4) + x(x+2)

De onde vem cada valor: x2+8x+16x^{2} + 8x + 16 = definição: expansão de (x+4)^2 · x2+4x+4x^{2} + 4x + 4 = definição: expansão de (x+2)^2 · x(x+2)x(x+2) = definição: produto -2·x·(x+2)·(-1/2) = x·(x+2)

x2+8x+16=x2+x2+4x+4+x2+2xx^{2} + 8x + 16 = x^{2} + x^{2} + 4x + 4 + x^{2} + 2x
NÃO CAIA NESSA!

Errar a expansão de (x+2)²: é x² + 4x + 4, não x² + 2x + 4. Confira cada termo.

Passo 4 — Reunir os termos e igualar a zero

Para resolver a equação, precisamos deixá-la na forma ax² + bx + c = 0. Juntamos os termos do lado direito e passamos tudo para um lado.

Por que esta fórmula: A equação do segundo grau tem forma padrão ax² + bx + c = 0, e é essa forma que permite usar a fórmula de Bhaskara ou fatoração.

0=2x22x120 = 2x^{2} - 2x - 12

De onde vem cada valor: 2x22x^{2} = passo 3: soma dos x² do lado direito: 1+1+1 = 3, menos o x² do lado esquerdo · 2x-2x = passo 3: soma dos x do lado direito: 4+2 = 6, menos o 8x do lado esquerdo · 12-12 = passo 3: constante: 4 do lado direito, menos 16 do lado esquerdo

0=3x2+6x+4(x2+8x+16)0 = 3x^{2} + 6x + 4 - (x^{2} + 8x + 16)
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de subtrair todos os termos do lado esquerdo: é preciso passar tudo para um lado, não apenas alguns.

Passo 5 — Dividir a equação por 2

A equação 2x² - 2x - 12 = 0 tem todos os coeficientes pares, então dividir por 2 simplifica os números sem mudar as raízes. Isso facilita a resolução.

Por que esta fórmula: Dividir uma equação por uma constante não altera as soluções, apenas simplifica os coeficientes.

x2x6=0x^{2} - x - 6 = 0

De onde vem cada valor: x2x^{2} = passo 4: 2x² ÷ 2 · x-x = passo 4: -2x ÷ 2 · 6-6 = passo 4: -12 ÷ 2

2x22x122=0\frac{2x^{2} - 2x - 12}{2} = 0
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de dividir o termo constante: 12 ÷ 2 = 6, não 12.

Passo 6 — Resolver a equação do segundo grau

Agora temos uma equação quadrática simples. Podemos fatorar ou usar Bhaskara. Fatorar é mais rápido: procuramos dois números que somam -1 e multiplicam -6.

Por que esta fórmula: A fatoração (x - 3)(x + 2) = 0 é válida porque -3 + 2 = -1 e -3 · 2 = -6. As raízes são os valores que zeram cada fator.

(x3)(x+2)=0(x - 3)(x + 2) = 0

De onde vem cada valor: 3-3 = definição: raiz que satisfaz x - 3 = 0 · 22 = definição: raiz que satisfaz x + 2 = 0

(x3)(x+2)=0(x - 3)(x + 2) = 0

x = 3 ou x = -2

NÃO CAIA NESSA!

Esquecer que x deve ser positivo, pois é um comprimento. A raiz negativa é descartada.

Passo 7 — Calcular o perímetro

Com x = 3, temos os três lados: AB = 3, AC = 5 e BC = 7. O perímetro é a soma deles, que é o que a questão pede.

Por que esta fórmula: O perímetro de um triângulo é a soma dos comprimentos dos três lados.

P=AB+AC+BCP = AB + AC + BC

De onde vem cada valor: ABAB = passo 6: x = 3 · ACAC = passo 1: x+2 = 5 · BCBC = passo 1: x+4 = 7

P=3+5+7=15 cmP = 3 + 5 + 7 = \boxed{15\ \text{cm}}
NÃO CAIA NESSA!

Usar x = -2 e obter lados negativos, o que não faz sentido físico.

Resposta: Perímetro = 15 cm — alternativa E

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