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Questão de Matemática — Geometria Analítica — FGV 2025

MatemáticaGeometria Analítica
Código
fg168021
Banca
FGV
Órgão
FEMPAR
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
Sabe-se que uma circunferência C está no 1º quadrante de um plano cartesiano tangenciando simultaneamente o eixo das abscissas, o eixo das ordenadas e a circunferência de equação (x – 21)^2 + (y – 4)^2 = 16   A quantidade de possíveis valores para o raio da circunferência C é
  1. A0.
  2. B1.
  3. C2.
  4. D3.
  5. E4.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — 3.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra D — a conta chega a Existem 3 valores possíveis para o raio: 9, 21 e 49 — alternativa D.

A ideia por trás

A equação reduzida de uma circunferência é (x – x₀)² + (y – y₀)² = r², onde (x₀, y₀) é o centro e r é o raio. Ela diz que todos os pontos da circunferência estão a uma distância fixa r do centro. No plano cartesiano, a distância entre dois pontos (x₁, y₁) e (x₂, y₂) é √[(x₂ – x₁)² + (y₂ – y₁)²], e essa distância é a ferramenta para medir separações entre centros.

Duas circunferências são tangentes quando a distância entre seus centros é exatamente a soma dos raios (tangência externa) ou a diferença dos raios (tangência interna). Se a distância for maior que a soma, elas não se tocam; se for menor que a diferença, uma está dentro da outra sem tocar. A tangência externa acontece quando elas se encostam por fora, e a interna quando uma está dentro da outra encostando por dentro.

Esta questão pede para encontrar todos os raios de uma circunferência que toca os dois eixos e também a circunferência dada. Como ela toca os eixos, seu centro é (r, r), e a condição de tangência com a outra gera equações que precisam ser resolvidas para cada tipo de tangência.

O que a questão dá

  • circunferência dada: (x – 21)² + (y – 4)² = 16

  • C está no 1º quadrante e tangencia os dois eixos

O que queremos: a quantidade de valores possíveis para o raio da circunferência C

Passo 1 — Identificar centro e raio da circunferência dada

Para comparar distâncias e raios, precisamos saber onde está a circunferência fixa e qual o seu tamanho. A equação já está na forma reduzida, então basta ler os valores.

Por que esta fórmula: A forma (x – a)² + (y – b)² = R² tem centro (a, b) e raio R. Comparando com a equação dada, o centro é (21, 4) e o raio é a raiz quadrada de 16.

(x21)2+(y4)2=16(x - 21)^{2} + (y - 4)^{2} = 16

De onde vem cada valor: 2121 = enunciado: termo (x – 21)² · 44 = enunciado: termo (y – 4)² · 1616 = enunciado: termo = 16

centro(21,4),raio4\boxed{\text{centro} (21, 4), \text{raio} 4}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de tirar a raiz quadrada de 16 e usar raio 16 em vez de 4.

Passo 2 — Expressar o centro de C em função do raio

Como C tangencia os dois eixos no 1º quadrante, a distância do centro até cada eixo é igual ao raio. No 1º quadrante, a distância ao eixo y é a coordenada x, e a distância ao eixo x é a coordenada y, então ambas valem r.

Por que esta fórmula: Não há fórmula nova: é a definição de distância de um ponto a um eixo. Para o eixo y, a distância é |x|; para o eixo x, é |y|. Como o centro está no 1º quadrante, x e y são positivos, então x = r e y = r.

C=(r,r)C = (r, r)

De onde vem cada valor: rr = definição: raio de C, que é a incógnita

C=centrodeC:(r,r)C = \boxed{\text{centro} \text{de} \text{C}: (\text{r}, \text{r})}
NÃO CAIA NESSA!

Colocar o centro como (r, 0) ou (0, r), esquecendo que ele toca os dois eixos ao mesmo tempo.

Passo 3 — Escrever a distância entre os centros

A condição de tangência depende da distância entre os centros. Temos os centros (21,4) e (r,r), então calculamos essa distância em função de r.

Por que esta fórmula: A distância entre dois pontos (x₁,y₁) e (x₂,y₂) é √[(x₂–x₁)² + (y₂–y₁)²]. Aqui, (x₁,y₁) = (21,4) e (x₂,y₂) = (r,r).

d = √((21 - r)^2 + (4 - r)^2)

De onde vem cada valor: 2121 = passo 1: coordenada x do centro da circunferência dada · 44 = passo 1: coordenada y do centro da circunferência dada · rr = passo 2: coordenadas do centro de C

d=[(21–r)2+(4–r)2]d = \boxed{√[(21 – \text{r})^{2} + (4 – \text{r})^{2}]}
NÃO CAIA NESSA!

Trocar a ordem dos termos na subtração, mas como está ao quadrado, não faz diferença.

Passo 4 — Montar a equação da tangência externa

A tangência externa acontece quando as circunferências se tocam por fora, e a distância entre os centros é a soma dos raios. Como o raio de C é r e o da outra é 4, temos d = r + 4.

Por que esta fórmula: É a definição de tangência externa: d = r₁ + r₂. Substituímos r₁ = r e r₂ = 4.

√((21 - r)^2 + (4 - r)^2 = r + 4)

De onde vem cada valor: rr = passo 2: raio de C · 44 = passo 1: raio da circunferência dada

equação da tangência externa

NÃO CAIA NESSA!

Usar r – 4 em vez de r + 4, confundindo com tangência interna.

Passo 5 — Resolver a equação da tangência externa

Precisamos encontrar os valores de r que satisfazem a condição. Elevamos ao quadrado para eliminar a raiz e resolvemos a equação do 2º grau resultante.

Por que esta fórmula: Elevar ao quadrado é válido porque ambos os lados são não negativos. Depois, expandimos e simplificamos até chegar a uma equação quadrática, que resolvemos com Bhaskara.

r258r+441=0r^{2} - 58r + 441 = 0

De onde vem cada valor: r2r^{2} = passo 4: da expansão de (21 – r)² + (4 – r)² = (r + 4)² · 58r-58r = passo 4: coeficiente linear após simplificação · 441441 = passo 4: termo constante após simplificação

r=58±58244412r = \frac{58 \pm \sqrt{58^{2} - 4 \cdot 441}}{2}

r = 49 ou r = 9

NÃO CAIA NESSA!

Errar a expansão dos quadrados, especialmente o termo (4 – r)².

Passo 6 — Montar a equação da tangência interna

Além da tangência externa, as circunferências podem se tocar por dentro, quando uma está dentro da outra. Nesse caso, a distância entre os centros é a diferença dos raios.

Por que esta fórmula: A tangência interna exige d = |r₁ – r₂|. Aqui, r₁ = r e r₂ = 4, então d = |r – 4|.

√((21 - r)^2 + (4 - r)^2 = |r - 4|)

De onde vem cada valor: rr = passo 2: raio de C · 44 = passo 1: raio da circunferência dada

equação da tangência interna

NÃO CAIA NESSA!

Esquecer o módulo e escrever r – 4, o que pode dar soluções negativas.

Passo 7 — Resolver a equação da tangência interna

Precisamos achar os r que satisfazem essa condição. Elevamos ao quadrado, mas como há módulo, devemos considerar os dois casos: r ≥ 4 e r < 4.

Por que esta fórmula: Elevar ao quadrado elimina a raiz, mas o módulo exige analisar os sinais. No entanto, ao elevar, o módulo desaparece porque (|r – 4|)² = (r – 4)².

(21r)2+(4r)2=(r4)2(21 - r)^{2} + (4 - r)^{2} = (r - 4)^{2}

De onde vem cada valor: 2121 = passo 1: coordenada x do centro · 44 = passo 1: coordenada y do centro · rr = passo 2: raio de C

r=21r = \boxed{21}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de verificar se a solução satisfaz a condição do módulo; aqui r = 21 > 4, então é válida.

Passo 8 — Contar os raios distintos encontrados

Já temos as soluções das duas condições. Precisamos juntar todas e verificar se alguma se repete, para contar quantos valores diferentes de r existem.

Por que esta fórmula: Não há fórmula; é uma contagem. As soluções da tangência externa são 49 e 9, e da interna é 21. Nenhuma se repete.

3 valores:9,21e49\boxed{3\ \text{valores}: 9, 21 \text{e} 49}
NÃO CAIA NESSA!

Contar as soluções da equação externa como duas e esquecer a interna, ou vice-versa.

Resposta: Existem 3 valores possíveis para o raio: 9, 21 e 49 — alternativa D

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