Questão de Matemática — Funções reais de variável real (cálculo diferencial e integral) — FGV 2025
- Código
- fg168042
- Banca
- FGV
- Órgão
- CPRM
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana Geo ( )

- A3
- B6
- C4
- D2
- E8

GabaritoC — 4
Gabarito: letra C — a conta chega a 4 unidades de área — alternativa C.
A área entre duas curvas é a medida da região do plano limitada por elas, em unidades de área (como cm², m² etc.). Para calculá-la, usamos a integral definida, que soma infinitas fatias verticais de altura igual à diferença entre as funções, ao longo do intervalo.
Se uma função f(x) está sempre acima de g(x) em [a, b], a área entre elas é A = ∫[f(x) - g(x)]dx de a até b. A diferença f(x) - g(x) dá a altura de cada fatia; integrar soma essas alturas ao longo do eixo x. Se a ordem for invertida, o resultado fica negativo, mas a área é sempre positiva.
Esta questão pede exatamente isso: identificar qual das duas parábolas está por cima no intervalo dado e integrar a diferença. O passo crucial é decidir a ordem da subtração antes de integrar.
F(x) = 0,5x² - x + 3
G(x) = -0,25x² + 0,5x + 1,25
intervalo: x = 1 a x = 3
O que queremos: a área entre as curvas F e G no intervalo de x = 1 a x = 3
A fórmula da área entre curvas exige saber qual função subtrair de qual. Se subtrairmos ao contrário, o resultado sai negativo — e área não pode ser negativa. Testar um ponto dentro do intervalo resolve: o valor maior indica a curva de cima.
Por que esta fórmula: Não é uma fórmula, é uma verificação: calcular F(2) e G(2) e comparar. Como as funções são contínuas e não se cruzam no intervalo (o discriminante da diferença é negativo), o sinal da diferença não muda, então o teste em um ponto vale para todo o intervalo.
F(2) = 3 e G(2) = 1,25, logo F está acima
Escolher a ordem errada por não testar; se usar G - F, o resultado fica -4 e pode confundir.
A integral da área usa a diferença entre as funções. Como F está por cima, precisamos de F(x) - G(x). Isso exige distribuir o sinal de menos e combinar os termos semelhantes.
Por que esta fórmula: A diferença F(x) - G(x) é a altura de cada fatia vertical. Subtrair G de F significa somar o oposto de G, então trocamos os sinais de cada termo de G.
De onde vem cada valor: = enunciado: 0,5x² - x + 3 · = enunciado: -0,25x² + 0,5x + 1,25
Errar o sinal ao subtrair G: esquecer de trocar o sinal de cada termo de G.
A área é a integral definida da diferença. Integrar termo a termo é aplicar a regra da potência: ∫xⁿ dx = xⁿ⁺¹/(n+1). Isso transforma a expressão em uma primitiva, que depois será avaliada nos limites.
Por que esta fórmula: A integral definida de uma soma é a soma das integrais, então integramos cada termo separadamente. A regra da potência é a ferramenta básica para polinômios.
De onde vem cada valor: = passo 2: coeficiente de x² · = passo 2: coeficiente de x · = passo 2: termo constante
0,25x³ - 0,75x² + 1,75x
Esquecer de dividir o coeficiente pelo novo expoente, por exemplo, escrever 0,75x³ em vez de 0,25x³.
O Teorema Fundamental do Cálculo diz que a integral definida é a primitiva avaliada no limite superior menos a avaliada no inferior. Isso dá o número final da área.
Por que esta fórmula: Avaliar F(x) = 0,25x³ - 0,75x² + 1,75x em x = 3 e x = 1 e subtrair. É a aplicação direta do teorema.
De onde vem cada valor: = passo 3: primitiva · = enunciado: limite superior · = enunciado: limite inferior · = constante: 3³ · = constante: 3²
Trocar a ordem da subtração: fazer F(1) - F(3) daria -4, e esquecer que área é positiva.
Resposta: 4 unidades de área — alternativa C
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