Questão de Medicina — Geral — FGV 2025
- Código
- fg168511
- Banca
- FGV
- Órgão
- PM RJ
- Ano
- 2025
- Cargo
- Of ( )
Paciente do sexo feminino, 28 anos, sem comorbidades, com história de pirose, dor retroesternal e regurgitação há quator anos. Refere piora dos sintomas nos últimos seis meses, apesar de uso contínuo de IBP em dose plena. Realizou endoscopia digestiva alta cujo laudo mostra o esôfago com calibre, motilidade e expansibilidade conservada; mucosa apresenta em terço distal, aspecto nacarado com erosões planas longitudinais acometendo três quadrantes, de 10 a 15 mm, confluentes, recobertas por fibrina e halo de hiperemia; transição esofagogástrica situada a cerca de 2 cm acima do pinçamento diafragmático; cárdia incontinente, observando-se refluxo gastroesofágico às manobras de esforço. PHmetria de 24h mostra refluxo patológico com DeMeester de 42. Manometria esofágica com peristalse preservada e pressão do esfíncter esofágico inferior diminuída.
Diante desses achados, não é correto afirmar que
- Aa cirurgia antirrefluxo pode reduzir a necessidade de uso crônico de IBP, melhorando a qualidade de vida do paciente.
- Ba válvula à Nissen tem entre as suas contraindicações pacientes com esofagite “grau C” pela classificação de Los Angeles.
- Ca cirurgia antirrefluxo está indicada neste paciente jovem devido ao refluxo documentado e por ser refratário ao tratamento clínico.
- Da manometria esofágica do paciente não contraindica a cirurgia e nos orienta que pode ser utilizado uma técnica com válvula parcial.
- Ea PHmetria de 24 horas é útil para documentar o refluxo ácido e avaliar a correlação com os sintomas, em especial, os extraesofagianos.