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Questão de Raciocínio Lógico — Equivalências Lógicas (Inclui Negação de Proposições Compostas) — FGV 2025

Raciocínio LógicoEquivalências Lógicas (Inclui Negação de Proposições Compostas)
Código
fg168878
Banca
FGV
Órgão
Pref RJ
Ano
2025
Cargo
GSM ( )
Dadas três proposições lógicas, p, q e r, considere a proposição (\sim r) \to (p \vee q).   A proposição considerada é falsa se, e somente se, for verdadeira a proposição
  1. Ap \wedge q \wedge r \\
  2. Bp \vee q \vee r \\
  3. C(\sim p) \wedge (\sim q) \wedge (\sim r) \\
  4. D(\sim p) \vee (\sim q) \vee (\sim r) \\
  5. E(p \vee q) \to (\sim r)
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GabaritoC — (\sim p) \wedge (\sim q) \wedge (\sim r) \\

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Negação da Condicional: quando o "se... então..." é falso

Gabarito: letra C. A proposição (r)(pq)(\sim r) \to (p \vee q) é falsa somente quando o antecedente r\sim r é verdadeiro e o consequente pqp \vee q é falso — o famoso caso V→F da condicional. Isso exige rr falso (para r\sim r ser V) e pp e qq ambos falsos (para a disjunção ser F). A alternativa que descreve exatamente essa situação é (p)(q)(r)(\sim p) \wedge (\sim q) \wedge (\sim r), ou seja, a letra C.

A condicional ABA \to B ("se A, então B") é o conectivo mais traiçoeiro da lógica proposicional, e a razão é simples: ela só é falsa em uma única linha da tabela-verdade — quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso (V→F). Em todas as outras três combinações (V→V, F→V, F→F), a condicional é verdadeira. Isso contraria o senso comum, que tende a achar que "F→F" deveria ser falso, mas a lógica clássica define que uma implicação com antecedente falso é sempre verdadeira, independentemente do consequente.

Para descobrir quando (r)(pq)(\sim r) \to (p \vee q) é falsa, basta forçar o padrão V→F:

  1. Antecedente r\sim r verdadeiro → a negação de rr é V, logo rr é falso (r=Fr = F).

  2. Consequente pqp \vee q falso → a disjunção inclusiva ("ou") só é falsa quando ambos os componentes são falsos. Logo, p=Fp = F e q=Fq = F.

Juntando as duas condições: a proposição original é falsa exatamente quando pp, qq e rr são todos falsos. Em notação lógica, isso é a conjunção das negações: pqr\sim p \wedge \sim q \wedge \sim r.

A pegadinha clássica da banca é inverter o raciocínio: em vez de perguntar "quando a condicional é falsa?", ela pergunta "qual proposição é verdadeira quando a condicional é falsa?". O candidato que decora a regra "nega o se, mantém o então" (a negação de ABA \to B é ABA \wedge \sim B) aplica corretamente: (r(pq))=r(pq)=r(pq)=pqr\sim (\sim r \to (p \vee q)) = \sim r \wedge \sim (p \vee q) = \sim r \wedge (\sim p \wedge \sim q) = \sim p \wedge \sim q \wedge \sim r. É exatamente a alternativa C.

Guarde a fronteira entre negação e equivalência da condicional: a negação de ABA \to B é ABA \wedge \sim B (mantém o antecedente, nega o consequente), enquanto as equivalências são AB\sim A \vee B (nega o antecedente, mantém o consequente) e a contrapositiva BA\sim B \to \sim A. É nessa distinção que as alternativas se dividem.

r verdadeiro
r falso
p ∨ q falso
Condicional verdadeira
Condicional falsa (V→F)
p ∨ q verdadeiro
Condicional verdadeira
Condicional verdadeira
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Alternativa A — ❌ Incorreta

pqrp \wedge q \wedge r afirma que pp, qq e rr são todos verdadeiros. Mas, para a condicional ser falsa, vimos que rr precisa ser falso (para r\sim r ser V). Além disso, pp e qq precisam ser falsos para a disjunção pqp \vee q ser F. Portanto, esta alternativa descreve exatamente o oposto da situação pedida. Ela seria verdadeira se a proposição original fosse falsa com pp, qq e rr verdadeiros — o que nunca acontece, pois com rr verdadeiro o antecedente r\sim r é falso, e a condicional F→? é sempre verdadeira.

Alternativa B — ❌ Incorreta

pqrp \vee q \vee r afirma que pelo menos um entre pp, qq e rr é verdadeiro. Mas a condicional é falsa apenas quando todos são falsos. Se qualquer um deles for verdadeiro, a disjunção pqp \vee q (no consequente) ou o antecedente r\sim r mudam de valor, e a condicional deixa de ser falsa. Esta alternativa é a negação da correta: enquanto a C exige pqr\sim p \wedge \sim q \wedge \sim r (todos falsos), a B exige pqrp \vee q \vee r (pelo menos um verdadeiro). São proposições contraditórias.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

(p)(q)(r)(\sim p) \wedge (\sim q) \wedge (\sim r) afirma que pp, qq e rr são todos falsos. É exatamente a condição que torna a condicional (r)(pq)(\sim r) \to (p \vee q) falsa: com rr falso, o antecedente r\sim r é verdadeiro; com pp e qq falsos, o consequente pqp \vee q é falso. Temos V→F, a única combinação que torna a condicional falsa. Esta alternativa é a negação lógica da proposição original, obtida pela regra: (AB)=AB\sim (A \to B) = A \wedge \sim B, aplicada duas vezes (primeiro na condicional, depois na disjunção via Lei de Morgan).

Alternativa D — ❌ Incorreta

(p)(q)(r)(\sim p) \vee (\sim q) \vee (\sim r) afirma que pelo menos um entre pp, qq e rr é falso. Isso é muito mais fraco do que a condição necessária: a condicional só é falsa quando todos são falsos. Se, por exemplo, pp for falso mas qq e rr forem verdadeiros, a disjunção pqp \vee q é verdadeira (pois qq é V), e a condicional V→V é verdadeira — não falsa. Esta alternativa é a negação da alternativa A (que exige todos verdadeiros), mas não é a negação da proposição original. Ela confunde a negação da conjunção com a negação da condicional.

Alternativa E — ❌ Incorreta

(pq)(r)(p \vee q) \to (\sim r) é a recíproca da proposição original: inverte antecedente e consequente. A recíproca não é logicamente equivalente à original — uma pode ser falsa enquanto a outra é verdadeira. Por exemplo, com p=Vp = V, q=Fq = F, r=Fr = F: a original (r)(pq)(\sim r) \to (p \vee q) é V→V = V, mas a recíproca (pq)(r)(p \vee q) \to (\sim r) é V→V = V também. Já com p=Fp = F, q=Fq = F, r=Vr = V: a original é F→F = V, mas a recíproca é F→F = V. Para achar um contraexemplo, tome p=Vp = V, q=Fq = F, r=Vr = V: a original é F→V = V, mas a recíproca é V→F = F. Portanto, a recíproca não descreve a condição de falsidade da original — ela é uma proposição diferente, com tabela-verdade distinta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre negação e equivalência da condicional. A negação de ABA \to B é ABA \wedge \sim B (mantém o antecedente, nega o consequente), enquanto a equivalência é AB\sim A \vee B (nega o antecedente, mantém o consequente). Aqui, a alternativa E é a recíproca (inverte os lados), e a D é a negação da conjunção — ambas parecem plausíveis, mas não são a negação da condicional. Com treino, você reconhece esses padrões de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de "quando a condicional é falsa?", o atalho é: force o antecedente a ser V e o consequente a ser F. Depois, resolva cada parte: a negação r\sim r é V quando rr é F; a disjunção pqp \vee q é F quando ambos são F. Monte a conjunção das condições e compare com as alternativas. Esse método funciona para qualquer condicional, com qualquer número de proposições.

Gabarito: letra C — a proposição (r)(pq)(\sim r) \to (p \vee q) é falsa se, e somente se, (p)(q)(r)(\sim p) \wedge (\sim q) \wedge (\sim r) for verdadeira.

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