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Questão de Segurança da Informação — Backup — FGV 2025

Segurança da InformaçãoBackup
Código
fg169142
Banca
FGV
Órgão
CPRM
Ano
2025
Cargo
Ana Geo ( )

Duas estratégias podem ser utilizadas para a criação de backups: a cópia física e a cópia lógica.

 

Assim, é correto afirmar que, no contexto de cópia

  1. Afísica, blocos defeituosos visíveis para o sistema operacional serão invariavelmente copiados pelo programa de cópia física.
  2. Bfísica, pode-se otimizar o tempo total do processo de backup configurando o programa de backup para ignorar diretórios selecionados.
  3. Cfísica, realiza-se o backup de todos os blocos do disco original utilizando-se o conjunto de metadados do arquivo.
  4. Dlógica, arquivos ligados a um número n de diretórios deve ser reconstruído n vezes, a fim de manter a consistência de dados.
  5. Elógica, reconstrói-se a lista de blocos livres, que não é um arquivo, desde o ponto de partida após o restauro de todas as cópias.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — lógica, reconstrói-se a lista de blocos livres, que não é um arquivo, desde o ponto de partida após o restauro de todas as cópias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Backup: Cópia Física vs. Cópia Lógica

Gabarito: letra E. A cópia lógica opera no nível do sistema de arquivos, copiando arquivos e diretórios como entidades lógicas, e, após o restauro, é necessário reconstruir a lista de blocos livres — que é uma estrutura de metadados do sistema de arquivos, não um arquivo comum — para que o sistema possa alocar novos dados corretamente. As demais alternativas ou descrevem incorretamente o comportamento da cópia física ou atribuem à cópia lógica características que não lhe pertencem.

A distinção fundamental entre cópia física e cópia lógica reside no nível de abstração em que cada uma opera. A cópia física (também chamada de backup de baixo nível ou raw) acessa o disco diretamente, bloco a bloco, ignorando a estrutura de arquivos. Ela copia tudo o que está no disco, incluindo setores defeituosos, áreas não utilizadas e até mesmo dados que o sistema operacional considera como "livres". É uma imagem exata do disco, independente do sistema de arquivos. Por isso, é uma técnica útil para clonar discos inteiros ou recuperar sistemas que não conseguem nem mesmo inicializar.

A cópia lógica, por sua vez, opera no nível do sistema de arquivos. O programa de backup entende a estrutura de diretórios, arquivos e metadados (como permissões, datas e atributos). Ele copia apenas os dados que são efetivamente utilizados pelos arquivos, ignorando blocos livres e áreas não alocadas. Isso torna a cópia lógica mais eficiente em termos de espaço e permite backups seletivos (por diretório, por tipo de arquivo, etc.). No entanto, para restaurar um sistema a partir de uma cópia lógica, é necessário que o sistema de arquivos seja recriado e que as estruturas de metadados, como a lista de blocos livres, sejam reconstruídas.

A lista de blocos livres é uma estrutura de dados mantida pelo sistema de arquivos (como a FAT no FAT32, os inodes e bitmaps no ext4, ou a MFT no NTFS) que registra quais blocos do disco estão disponíveis para armazenar novos dados. Ela não é um arquivo comum que possa ser copiado como um documento; é uma estrutura interna de gerenciamento. Quando se faz uma cópia lógica, essa lista não é copiada como parte dos dados do usuário. Após o restauro, o sistema de arquivos precisa ser reconstruído e a lista de blocos livres deve ser recalculada a partir do zero, considerando quais blocos foram ocupados pelos arquivos restaurados. É exatamente isso que a alternativa E afirma.

A pegadinha central desta questão é a confusão entre os dois níveis de cópia. O candidato que não domina a diferença entre copiar blocos físicos e copiar arquivos lógicos tende a marcar alternativas que misturam os conceitos, como a alternativa C, que afirma que a cópia física usa "metadados do arquivo" (o que é característica da cópia lógica), ou a alternativa D, que atribui à cópia lógica a necessidade de reconstruir arquivos ligados a múltiplos diretórios (o que é um comportamento de hard links, não uma característica geral da cópia lógica).

Guarde a fronteira: cópia física = imagem do disco, bloco a bloco, independente do sistema de arquivos; cópia lógica = cópia de arquivos e diretórios, dependente do sistema de arquivos e de suas estruturas de metadados. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Critério

Cópia Física

Cópia Lógica

Nível de operação

Blocos do disco (baixo nível, raw)

Sistema de arquivos (arquivos e diretórios)

Conhecimento da estrutura de arquivos

Ignora; copia tudo, inclusive áreas não utilizadas

Entende e copia apenas dados utilizados pelos arquivos

Capacidade de backup seletivo (por diretório)

Não possui

Possui

Uso de metadados dos arquivos

Não utiliza

Utiliza (permissões, datas, atributos)

Tratamento de blocos defeituosos

Pode copiá-los, mas não é invariável (depende do software)

Não se aplica (não lida diretamente com blocos)

Pós-restauro

Imagem exata do disco, sem necessidade de reconstruir estruturas

Requer reconstrução da lista de blocos livres (estrutura de metadados, não arquivo)

Cópia física
  • 1Nível de bloco
  • 2Imagem bruta do disco
  • 3Ignora estrutura de arquivos
  • 4Copia blocos defeituosos (nem sempre)
  • 5Cópia lógica
    • Nível de arquivo
    • Usa metadados
    • Permite backup seletivo
    • Reconstrói lista de blocos livres
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que blocos defeituosos visíveis para o sistema operacional serão "invariavelmente" copiados pelo programa de cópia física. O erro está no termo "invariavelmente". Embora a cópia física, em sua forma mais pura, copie todos os blocos, incluindo os defeituosos, muitos programas de cópia física modernos possuem a capacidade de detectar e pular blocos defeituosos, registrando-os para que não sejam copiados. A palavra "invariavelmente" torna a afirmação absoluta e, portanto, incorreta. A cópia física pode, sim, copiar blocos defeituosos, mas não é uma regra invariável — depende da implementação do software.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que, na cópia física, pode-se otimizar o tempo do backup configurando o programa para ignorar diretórios selecionados. Isso é um erro conceitual grave. A cópia física opera no nível do bloco, sem conhecimento da estrutura de diretórios. Ela não "enxerga" diretórios; ela copia o disco inteiro, bloco a bloco. A capacidade de selecionar diretórios específicos para backup é uma característica da cópia lógica, que opera no nível do sistema de arquivos. Portanto, a alternativa atribui à cópia física uma funcionalidade que pertence à cópia lógica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a cópia física realiza o backup de todos os blocos do disco "utilizando-se o conjunto de metadados do arquivo". Há dois erros aqui. Primeiro, a cópia física copia todos os blocos, mas não "utiliza" metadados de arquivo para isso — ela simplesmente lê o disco de forma sequencial, sem interpretar a estrutura de arquivos. Segundo, o uso de metadados de arquivo (como permissões, datas, atributos) é uma característica da cópia lógica, que precisa dessas informações para reconstruir a árvore de diretórios. A alternativa mistura os dois conceitos, atribuindo à cópia física uma característica da cópia lógica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que, na cópia lógica, arquivos ligados a um número n de diretórios devem ser reconstruídos n vezes para manter a consistência. Isso se refere ao conceito de hard links (links físicos), onde um mesmo arquivo (mesmo inode) pode ter múltiplos nomes em diretórios diferentes. No entanto, a cópia lógica não precisa "reconstruir" o arquivo n vezes; ela copia o conteúdo uma única vez e, no restauro, recria os links (as entradas de diretório) que apontam para o mesmo inode. A afirmação de que o arquivo deve ser "reconstruído n vezes" é tecnicamente imprecisa e não reflete o comportamento real da cópia lógica. Além disso, a questão não menciona hard links, tornando a alternativa uma distração que explora um conceito avançado de sistemas de arquivos.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que, na cópia lógica, reconstrói-se a lista de blocos livres, que não é um arquivo, desde o ponto de partida após o restauro de todas as cópias. Isso está correto. A lista de blocos livres é uma estrutura de metadados do sistema de arquivos, não um arquivo comum. Quando se restaura uma cópia lógica, o sistema de arquivos é recriado e a lista de blocos livres é reconstruída do zero, considerando quais blocos foram ocupados pelos arquivos restaurados. Esse é um passo essencial para garantir que o sistema possa alocar novos dados corretamente após o restauro. A alternativa captura com precisão uma característica fundamental da cópia lógica.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar cópia física de lógica na prova, pergunte-se: "o backup enxerga o disco ou enxerga os arquivos?". Se enxerga o disco (blocos), é física; se enxerga arquivos e diretórios, é lógica. A cópia física é uma imagem bruta do disco; a lógica é uma cópia estruturada do sistema de arquivos. Memorize: física = blocos, lógica = arquivos.

Gabarito: letra E

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