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Questão de Português — Morfologia — INSTITUTO AOCP 2026

PortuguêsMorfologia
Código
gp001679
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SAP-SP
Ano
2026
Cargo
Policial Penal
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 2


Seu cérebro para de se desenvolver aos 25 anos? A neurociência mostra que isso é um mito

Estudos recentes apontam que o lobo frontal, relacionado à tomada de decisões, continua se modificando até os 32 anos


    Se você navegar pelo TikTok ou Instagram por tempo suficiente, inevitavelmente se deparará com a frase: “Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido”. Essa se tornou a explicação padrão da neurociência para decisões ruins, como pedir uma bebida a mais no bar ou enviar uma mensagem para um ex que você jurou não contatar mais. 

    O lobo frontal desempenha um papel central em funções de nível superior, como planejamento, tomada de decisão e julgamento. 

    É fácil encontrar conforto na ideia de que existe uma desculpa biológica para por que às vezes nos sentimos instáveis, impulsivos ou como uma obra em construção. A vida aos 20 e 30 anos é imprevisível, e a ideia de que seu cérebro simplesmente não terminou de se desenvolver pode ser estranhamente reconfortante.

     Mas a noção de que o cérebro, particularmente o lobo frontal, para de se desenvolver aos 25 anos é um equívoco generalizado na psicologia e na neurociência. Como muitos mitos, a ideia dos “25 anos” tem origem em descobertas científicas reais, mas é uma simplificação excessiva de um processo muito mais longo e complexo. 

    Na realidade, novas pesquisas sugerem que esse desenvolvimento se estende até os 30 anos. Essa nova compreensão muda a forma como vemos a idade adulta e sugere que os 25 anos nunca foram considerados a linha de chegada.


De onde surgiu o mito dos “25 anos”?


    O “número mágico” tem origem em estudos de imagem cerebral realizados no final da década de 1990 e início da década de 2000. Em um estudo de 1999, pesquisadores acompanharam as mudanças cerebrais por meio de exames repetidos em crianças e adolescentes. Eles analisaram a chamada massa cinzenta, que consiste em corpos celulares e pode ser considerada o componente “pensante” do cérebro. 

    Os pesquisadores descobriram que, durante a adolescência, a massa cinzenta passa por um processo chamado poda. No início da vida, o cérebro constrói um número enorme de conexões neurais. À medida que envelhecemos, ele gradualmente elimina as que não são usadas com muita frequência, fortalecendo as que permanecem. 

    Este trabalho inicial destacou que o crescimento e a perda de volume da massa cinzenta são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro.

    Em um influente trabalho de monitoramento liderado pelo neurocientista Nitin Gogtay, participantes com apenas quatro anos de idade tiveram seus cérebros examinados a cada dois anos. Os pesquisadores descobriram que, dentro do lobo frontal, as regiões amadurecem da parte posterior para a anterior.

     As regiões mais primitivas, como as áreas responsáveis pelo movimento muscular voluntário, se desenvolvem primeiro, enquanto as regiões mais avançadas, importantes para a tomada de decisões, a regulação emocional e o comportamento social, ainda não estavam totalmente maduras nas últimas tomografias cerebrais, realizadas por volta dos 20 anos.

    Como os dados pararam aos 20 anos, os pesquisadores não puderam dizer com precisão quando o desenvolvimento terminou. A idade de 25 anos tornou-se a melhor estimativa para o ponto final presumido e acabou se consolidando no imaginário cultural.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/seu-cerebro-parade-se-desenvolver-aos-25-anos-a-neurociencia-mostra-que-isso-e-um-mito/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Assinale a alternativa cujo vocábulo sublinhadopossa ser substituído semanticamente pelo termoentre parênteses.
  1. A“‘Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido’.” (completamente).
  2. B“O lobo frontal desempenha um papel central em funções de nível superior […]” (exclusivo).
  3. C“O ‘número mágico’ tem origem em estudos de imagem cerebral realizados no final da década de 1990 e início da década de 2000.” (revogados).
  4. D“Essa se tornou a explicação padrão da neurociência para decisões ruins […]” (comum).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — “‘Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido’.” (completamente).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição semântica: sinônimos no contexto

Gabarito: letra A. A única substituição que preserva integralmente o sentido é a da alternativa A: “totalmente” pode ser trocado por “completamente” sem qualquer alteração de significado, pois são sinônimos perfeitos no contexto. Como se lê no trecho: “Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido” — a ideia é a de que o desenvolvimento não está pleno, integral, e “completamente” expressa exatamente isso. As demais alternativas falham porque o termo entre parênteses não é sinônimo do vocábulo sublinhado no contexto em que aparece.

O comando

A questão pede que você identifique em qual alternativa o vocábulo sublinhado pode ser substituído semanticamente pelo termo entre parênteses. Isso significa que a troca deve preservar o sentido do trecho original — não basta que as palavras sejam parecidas ou que exista alguma relação vaga entre elas. A substituição precisa ser possível sem alterar o significado da frase. Trata-se de uma questão de semântica lexical (sinonímia contextual), não de interpretação de texto nem de gramática normativa.

O texto

O texto desmente o mito de que o cérebro para de se desenvolver aos 25 anos, explicando a origem dessa ideia e apresentando pesquisas que mostram que o desenvolvimento se estende até os 30 anos. Para a questão, o que importa é o uso das palavras em contexto: cada vocábulo sublinhado aparece em uma frase específica, e é nesse contexto que devemos avaliar se a substituição proposta é válida.

A técnica

Para resolver, teste cada alternativa perguntando: a troca preserva o sentido exato da frase? Se o termo entre parênteses for sinônimo do vocábulo sublinhado naquele contexto, a alternativa está correta. Se houver qualquer mudança de sentido — mesmo sutil —, a alternativa está errada. Palavras como “exclusivo”, “revogados” e “comum” têm significados próprios que não se encaixam no contexto em que foram propostas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido.”

“Totalmente” e “completamente” são sinônimos perfeitos: ambos indicam integralidade, plenitude. A frase afirma que o lobo frontal não está desenvolvido por inteiro, e “completamente” transmite exatamente essa ideia. A substituição é válida e não altera o sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“O lobo frontal desempenha um papel central em funções de nível superior […]”

“Central” aqui significa importante, fundamental — o lobo frontal tem um papel de destaque. “Exclusivo” significa único, que exclui os demais, o que não é o caso: o texto não diz que o lobo frontal é o único responsável por essas funções. A troca restringe indevidamente o sentido, acrescentando uma ideia de exclusividade que o texto não sustenta. Erro: restrição/generalização indevida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“O ‘número mágico’ tem origem em estudos de imagem cerebral realizados no final da década de 1990 e início da década de 2000.”

“Realizados” significa feitos, executados. “Revogados” significa anulados, cancelados — sentido completamente oposto. Os estudos não foram cancelados; eles foram conduzidos naquele período. A troca contradiz o texto. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“Essa se tornou a explicação padrão da neurociência para decisões ruins […]”

“Padrão” aqui significa usual, típica, que serve de modelo — é a explicação mais comum e aceita. “Comum” pode até parecer próximo, mas não é sinônimo exato: “comum” significa frequente, habitual, enquanto “padrão” carrega a ideia de modelo de referência. A troca altera sutilmente o sentido, pois “padrão” não é apenas frequente, mas a referência para explicar decisões ruins. Erro: troca de conceito (sinônimo imperfeito).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tentação de aceitar sinônimos aproximados. A alternativa D parece correta porque “comum” e “padrão” são próximos, mas não são intercambiáveis no contexto — “padrão” tem o sentido de modelo de referência, não apenas de frequência.

PEGA ESSA DICA!

Ao testar uma substituição, pergunte-se: “a troca mantém o sentido exato da frase?”. Se houver qualquer nuance diferente, a alternativa está errada. Sinônimos perfeitos são raros; a banca adora oferecer palavras apenas aproximadas.

Gabarito: letra A. A única substituição que preserva integralmente o sentido é “totalmente” por “completamente”. As demais falham porque os termos propostos não são sinônimos no contexto — ou restringem, contradizem ou alteram sutilmente o significado original.

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