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Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2026

PortuguêsSintaxe
Código
gp001987
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2 - SP
Ano
2026
Cargo
Analista de Fiscalização
Como governança e ESG estão redesenhando o papel da liderança

         O conceito de governança ambiental, social e corporativa, também conhecido como ESG, se consolidou como um pilar essencial da estratégia empresarial. Para 2026, a expectativa é que seja um ano de maior rigor regulatório, transparência, uso da tecnologia e integração do ESG à governança corporativa, com impactos diretos na forma como as empresas operam, reportam e atraem investimentos.

        O que muitos parecem esquecer é que o “G”, de governança, é o elemento silencioso que sustenta o “E” e o “S” do ESG. Sem uma governança forte, transparente e estruturada, as práticas ambientais e sociais perdem seu valor.

        Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações. No entanto, quando a governança funciona, os efeitos são poderosos, pois ela aumenta a confiança, agrega valor e gera impacto positivo para toda a sociedade.

        Além de refletir riscos reputacionais e financeiros, o não cumprimento das diretrizes ESG representa um risco jurídico real e crescente para os líderes empresariais. Casos de greenwashing e social washing afetam a imagem institucional e podem configurar práticas enganosas e fraudulentas, especialmente em setores regulados ou com forte exposição pública. A responsabilização penal e cível dos executivos, nesses contextos, é cada vez mais frequente, inclusive em ações coletivas ou de consumidores.

        A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário. Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa. O cenário regulatório atual impõe desafios significativos às empresas.

        A governança sólida será o diferencial competitivo de empresas preparadas para atender às expectativas dos investidores, dos consumidores e da sociedade. Assim, empresas que ignorarem a importância da governança, da transparência e da ética estarão sujeitas a riscos jurídicos significativos, incluindo a responsabilidade penal de executivos e perdas irreparáveis em reputação.

Internet: <exame.com>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No período “Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa.”, o segmento “que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa” exerce a função sintática de sujeito da forma verbal “é”.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração com 'que' em 'é essencial que...'

Gabarito: C (Certo). O segmento "que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa" exerce, sim, a função de sujeito da forma verbal "é". A prova está na pergunta clássica: o que é essencial? — a resposta é exatamente essa oração. Trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva, e o verbo "é" (verbo de ligação) concorda no singular com esse sujeito oracional.

"Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa."

A oração destacada é o sujeito de "é". Para confirmar, basta substituí-la por isso: "é essencial isso" — estrutura típica de sujeito oracional. O verbo "é" fica no singular porque o sujeito é uma oração, e orações são sempre tratadas como núcleo singular.

O comando

A questão pede um julgamento de valor (Certo/Errado) sobre uma análise sintática de um trecho específico. Não é interpretação de texto, é gramática aplicada ao texto: identificar a função sintática de uma oração introduzida por "que". O comando "julgue o item" exige precisão técnica, não opinião.

O texto e o trecho

O texto defende que a governança (o "G" do ESG) é o alicerce das práticas ambientais e sociais. No trecho em questão, o autor conclui que os C‑levels devem assumir liderança ativa — essa é a ideia central do período. A estrutura sintática é:

  • Mais do que delegar o tema ao setor de compliance — oração reduzida de infinitivo, funcionando como adjunto adverbial de comparação (ou termo de realce).

  • portanto — conjunção conclusiva (deslocada, entre vírgulas).

  • é essencial — verbo de ligação + predicativo do sujeito.

  • que os C‑levels assumam liderança... — oração subordinada substantiva subjetiva, sujeito de "é".

A técnica que decide

Para identificar o sujeito de um verbo, faça a pergunta: quem? ou o quê? antes do verbo. Aplicando ao trecho:

  • O que é essencial? → "que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica..."

A resposta é a própria oração. Logo, ela é o sujeito. Esse é o teste infalível para orações subjetivas: se a oração responde à pergunta do verbo, é sujeito.

Outra confirmação: a oração pode ser substituída por isso (pronome substantivo), mantendo o sentido: "é essencial isso". Isso só ocorre com orações que exercem função de substantivo — e, aqui, especificamente de sujeito.

A pegadinha

A banca explora a confusão comum entre oração subjetiva e objetiva direta. Muitos candidatos, ao verem "que" + verbo no subjuntivo, pensam em objeto direto (como em "espero que você venha"). Mas a diferença está no verbo da oração principal:

  • Verbo transitivo (esperar, querer, saber) → a oração é objeto direto.

  • Verbo de ligação (ser, estar, parecer) + predicativo → a oração é sujeito.

Aqui, "é" é verbo de ligação, e "essencial" é predicativo. Não há objeto direto possível — o que falta é o sujeito, e a oração o preenche.

Conclusão

O item está Certo. O segmento "que os C‑levels assumam liderança..." é o sujeito oracional de "é". A banca testa se o candidato sabe distinguir oração subjetiva de objetiva direta — e a chave é sempre perguntar o que é essencial?.

Gabarito: C (Certo).

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