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Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
gp001989
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2 - SP
Ano
2026
Cargo
Analista de Fiscalização
Como governança e ESG estão redesenhando o papel da liderança

         O conceito de governança ambiental, social e corporativa, também conhecido como ESG, se consolidou como um pilar essencial da estratégia empresarial. Para 2026, a expectativa é que seja um ano de maior rigor regulatório, transparência, uso da tecnologia e integração do ESG à governança corporativa, com impactos diretos na forma como as empresas operam, reportam e atraem investimentos.

        O que muitos parecem esquecer é que o “G”, de governança, é o elemento silencioso que sustenta o “E” e o “S” do ESG. Sem uma governança forte, transparente e estruturada, as práticas ambientais e sociais perdem seu valor.

        Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações. No entanto, quando a governança funciona, os efeitos são poderosos, pois ela aumenta a confiança, agrega valor e gera impacto positivo para toda a sociedade.

        Além de refletir riscos reputacionais e financeiros, o não cumprimento das diretrizes ESG representa um risco jurídico real e crescente para os líderes empresariais. Casos de greenwashing e social washing afetam a imagem institucional e podem configurar práticas enganosas e fraudulentas, especialmente em setores regulados ou com forte exposição pública. A responsabilização penal e cível dos executivos, nesses contextos, é cada vez mais frequente, inclusive em ações coletivas ou de consumidores.

        A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário. Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa. O cenário regulatório atual impõe desafios significativos às empresas.

        A governança sólida será o diferencial competitivo de empresas preparadas para atender às expectativas dos investidores, dos consumidores e da sociedade. Assim, empresas que ignorarem a importância da governança, da transparência e da ética estarão sujeitas a riscos jurídicos significativos, incluindo a responsabilidade penal de executivos e perdas irreparáveis em reputação.

Internet: <exame.com>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.No período “Quando falha, o impacto é imediatoe vai desde a perda de confiança do mercado até aviolação de normas e regulamentações.”, em razão doparalelismo, a inserção do sinal indicativo de crase novocábulo “a” que antecede a palavra “violação” é decaráter obrigatório.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase e paralelismo no trecho sobre governança

Gabarito: letra E (Errado). A inserção do acento grave em “à violação” não é obrigatória — e o paralelismo, citado no enunciado, não torna a crase obrigatória. A crase só seria obrigatória se o verbo “ir” exigisse a preposição “a” e o termo seguinte admitisse o artigo “a”. No trecho, o verbo “ir” rege a preposição “a” (quem vai, vai a algum lugar), mas o substantivo “violação” não está determinado por artigo — por isso a crase é facultativa, e não obrigatória.

O comando

A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre um aspecto gramatical — especificamente, se a crase em “à violação” seria obrigatória em razão do paralelismo. Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto, não de interpretação. O comando exige que você saiba a regra da crase e a aplique ao trecho, verificando se há dois “as” (preposição + artigo) ou apenas um.

O texto e o trecho

O trecho em análise é:

“Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações.”

A estrutura é: “vai desde X até Y”. O verbo “ir” rege a preposição “a” (quem vai, vai a algum lugar). No primeiro termo, “a perda de confiança”, há preposição + artigo (por isso “desde a perda” — sem crase, porque “desde” não exige “a”). No segundo termo, “até a violação”, a preposição “até” já rege o termo, e o “a” que aparece é apenas o artigo que determina “violação”.

A regra da crase

A crase é a fusão de duas vogais idênticas: a preposição “a” + o artigo “a” (ou pronome demonstrativo). Para haver crase, são necessárias duas condições simultâneas:

  1. O termo anterior deve exigir a preposição “a” (regência).

  2. O termo seguinte deve admitir o artigo “a” (determinação).

Se uma das condições faltar, não há crase. Se a preposição existir mas o artigo não, a crase é proibida. Se o artigo existir mas a preposição não, também é proibida. A crase é facultativa quando a preposição existe e o artigo é facultativo (ex.: antes de pronome possessivo feminino, antes de nome próprio feminino).

No trecho, o verbo “ir” exige a preposição “a” — mas o substantivo “violação” não está precedido de artigo no texto original. Veja: “até a violação” — o “a” aqui é artigo (determina “violação”), e a preposição exigida por “ir” já foi absorvida pela preposição “até”. Se reescrevêssemos sem “até”, teríamos: “vai da perda de confiança a violação de normas” — sem artigo, sem crase. Para ter crase, precisaríamos de “à violação”, com artigo. Mas o artigo é dispensável — o substantivo abstrato “violação” pode ser usado sem artigo. Portanto, a crase seria facultativa, não obrigatória.

O paralelismo

O paralelismo sintático exige que os termos coordenados tenham a mesma estrutura. No trecho, “da perda de confiança” e “à violação de normas” — se usarmos “à”, teremos paralelismo com artigo nos dois termos. Mas o paralelismo não impõe a presença do artigo; ele apenas permite que se repita a estrutura. A ausência de artigo em “a violação” também é gramaticalmente correta e mantém o paralelismo (preposição + substantivo). Portanto, o paralelismo não torna a crase obrigatória — ele apenas a torna possível.

1Condições (obrigatória)
Termo anterior exige preposição "a"
Termo seguinte admite artigo "a"
2Facultativa
Preposição existe
Artigo é dispensável
3Proibida
Falta preposição
Falta artigo
4Paralelismo
Não impõe crase
Apenas permite repetir estrutura
Crase
LEVELsoulevel.com.br
Crase: Condições (obrigatória) (Termo anterior exige preposição "a", Termo seguinte admite artigo "a"); Facultativa (Preposição existe, Artigo é dispensável); Proibida (Falta preposição, Falta artigo); Paralelismo (Não impõe crase, Apenas permite repetir estrutura)

Análise das alternativas

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a crase é obrigatória está errada. O paralelismo não cria obrigatoriedade; a crase seria facultativa, pois o artigo é dispensável. A banca tenta fazer o candidato acreditar que a repetição estrutural exige o artigo, mas isso é um equívoco — o paralelismo é uma questão de estilo e coesão, não de obrigatoriedade gramatical.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação de que a crase é obrigatória é falsa. Como vimos, a crase seria facultativa — o artigo “a” pode ser omitido sem prejuízo gramatical. O paralelismo não impõe a crase. Portanto, o item está errado.

Conclusão

A questão testa a diferença entre crase obrigatória e facultativa. A obrigatoriedade depende da regência e da presença do artigo — não do paralelismo. Quando o artigo é dispensável, a crase é facultativa. Portanto, o item está errado.

Gabarito: letra E (Errado).

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