Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2026
- Código
- gp001989
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREFONO 2 - SP
- Ano
- 2026
- Cargo
- Analista de Fiscalização
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A inserção do acento grave em “à violação” não é obrigatória — e o paralelismo, citado no enunciado, não torna a crase obrigatória. A crase só seria obrigatória se o verbo “ir” exigisse a preposição “a” e o termo seguinte admitisse o artigo “a”. No trecho, o verbo “ir” rege a preposição “a” (quem vai, vai a algum lugar), mas o substantivo “violação” não está determinado por artigo — por isso a crase é facultativa, e não obrigatória.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre um aspecto gramatical — especificamente, se a crase em “à violação” seria obrigatória em razão do paralelismo. Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto, não de interpretação. O comando exige que você saiba a regra da crase e a aplique ao trecho, verificando se há dois “as” (preposição + artigo) ou apenas um.
O trecho em análise é:
“Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações.”
A estrutura é: “vai desde X até Y”. O verbo “ir” rege a preposição “a” (quem vai, vai a algum lugar). No primeiro termo, “a perda de confiança”, há preposição + artigo (por isso “desde a perda” — sem crase, porque “desde” não exige “a”). No segundo termo, “até a violação”, a preposição “até” já rege o termo, e o “a” que aparece é apenas o artigo que determina “violação”.
A crase é a fusão de duas vogais idênticas: a preposição “a” + o artigo “a” (ou pronome demonstrativo). Para haver crase, são necessárias duas condições simultâneas:
O termo anterior deve exigir a preposição “a” (regência).
O termo seguinte deve admitir o artigo “a” (determinação).
Se uma das condições faltar, não há crase. Se a preposição existir mas o artigo não, a crase é proibida. Se o artigo existir mas a preposição não, também é proibida. A crase é facultativa quando a preposição existe e o artigo é facultativo (ex.: antes de pronome possessivo feminino, antes de nome próprio feminino).
No trecho, o verbo “ir” exige a preposição “a” — mas o substantivo “violação” não está precedido de artigo no texto original. Veja: “até a violação” — o “a” aqui é artigo (determina “violação”), e a preposição exigida por “ir” já foi absorvida pela preposição “até”. Se reescrevêssemos sem “até”, teríamos: “vai da perda de confiança a violação de normas” — sem artigo, sem crase. Para ter crase, precisaríamos de “à violação”, com artigo. Mas o artigo é dispensável — o substantivo abstrato “violação” pode ser usado sem artigo. Portanto, a crase seria facultativa, não obrigatória.
O paralelismo sintático exige que os termos coordenados tenham a mesma estrutura. No trecho, “da perda de confiança” e “à violação de normas” — se usarmos “à”, teremos paralelismo com artigo nos dois termos. Mas o paralelismo não impõe a presença do artigo; ele apenas permite que se repita a estrutura. A ausência de artigo em “a violação” também é gramaticalmente correta e mantém o paralelismo (preposição + substantivo). Portanto, o paralelismo não torna a crase obrigatória — ele apenas a torna possível.
A afirmação de que a crase é obrigatória está errada. O paralelismo não cria obrigatoriedade; a crase seria facultativa, pois o artigo é dispensável. A banca tenta fazer o candidato acreditar que a repetição estrutural exige o artigo, mas isso é um equívoco — o paralelismo é uma questão de estilo e coesão, não de obrigatoriedade gramatical.
A afirmação de que a crase é obrigatória é falsa. Como vimos, a crase seria facultativa — o artigo “a” pode ser omitido sem prejuízo gramatical. O paralelismo não impõe a crase. Portanto, o item está errado.
A questão testa a diferença entre crase obrigatória e facultativa. A obrigatoriedade depende da regência e da presença do artigo — não do paralelismo. Quando o artigo é dispensável, a crase é facultativa. Portanto, o item está errado.
Gabarito: letra E (Errado).
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