Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2026
- Código
- gp001993
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREFONO 2 - SP
- Ano
- 2026
- Cargo
- Analista de Fiscalização
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A forma verbal “pode” está corretamente no singular, pois o núcleo do sujeito é o substantivo “ausência” — os três elementos citados (“controle interno das organizações”, “auditoria independente”, “prestação de contas”) são complementos nominais desse substantivo, não núcleos de um sujeito composto. A banca tenta confundir o candidato fazendo-o acreditar que a enumeração após “de” forma um sujeito composto, mas a análise sintática correta mostra que o sujeito é simples.
A questão pede um julgamento de correção gramatical sobre a concordância verbal no trecho. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada a um período do texto. O verbo “pode” está no singular; a pergunta é: o sujeito é composto (exigindo plural) ou simples (mantendo singular)?
“A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário.”
Observe a hierarquia sintática:
Sujeito: “A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas” — o núcleo é “ausência” (substantivo abstrato, singular).
Predicado: “pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário”.
Os termos “controle interno das organizações”, “auditoria independente” e “prestação de contas” são complementos nominais do substantivo “ausência”, introduzidos pela preposição “de”. Eles não formam um sujeito composto; apenas especificam do quê há ausência. O verbo concorda com o núcleo do sujeito, que é singular: “a ausência ... pode”.
A concordância verbal se faz com o núcleo do sujeito. Quando o sujeito é composto (dois ou mais núcleos), o verbo vai para o plural. Aqui, há um único núcleo (“ausência”), mesmo que ele venha acompanhado de uma longa sequência de complementos. A enumeração após a preposição “de” não transforma o sujeito em composto — ela apenas amplia o complemento nominal.
Se o sujeito fosse composto, a estrutura seria, por exemplo: “O controle interno, a auditoria independente e a prestação de contas podem ser interpretados...”. Nesse caso, os três elementos seriam núcleos coordenados. Mas no texto, eles estão subordinados a “ausência” — são adjuntos/complementos, não núcleos.
A banca explora a confusão entre núcleo do sujeito e termos que o acompanham. A enumeração de três elementos logo após o verbo sugere um sujeito composto, mas a preposição “de” revela que eles são complementos nominais de “ausência”. O verbo permanece no singular.
A afirmativa está errada: “pode” não deveria ir para o plural, pois o sujeito é simples, com núcleo “ausência”. A banca tentou fazer você contar os elementos coordenados e esquecer de identificar o verdadeiro núcleo. Sempre localize o núcleo do sujeito antes de decidir a concordância.
Gabarito: letra E (Errado).
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