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Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
gp002000
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2 - SP
Ano
2026
Cargo
Analista de Fiscalização
Conselhos de fiscalização profissional e proteção da sociedade

        As profissões são necessárias ao desenvolvimento de uma sociedade, razão pela qual a Constituição Federal aponta o valor social do trabalho e da livre iniciativa como um dos fundamentos da República. Elas têm repercussão social, por isso é necessário proteger a coletividade. É nesse contexto em que os conselhos de fiscalização profissional se destacam como entidades que regulamentam, normatizam e fiscalizam o exercício da profissão em prol da sociedade.

        Embora a Constituição Federal tenha outorgado à União a competência para legislar e fiscalizar o exercício profissional, em determinadas profissões essa função foi delegada aos denominados conselhos de fiscalização profissional. Como entidades não integrantes da administração pública, os conselhos de fiscalização profissional têm autonomia financeira e administrativa, não recebem subvenções ou repasses financeiros da União e tampouco estão submetidos à supervisão ministerial.

        Dada a sua natureza autárquica, os conselhos têm personalidade jurídica de direito público e se submetem aos ditames constitucionais. Os conselhos de fiscalização profissional, portanto, estão submetidos ao sistema de concurso público, são obrigados à realização de processo licitatório e seus atos são controlados e fiscalizados pelo TCU.

        Os conselhos de fiscalização profissional têm papel fundamental na proteção à saúde, à vida, ao bem‑estar, à segurança e à liberdade da população e só podem cumprir essas funções a partir de seu reconhecimento como pessoas jurídicas de direito público. Para o pleno exercício de suas funções, os atos emanados dos conselhos de fiscalização profissional devem ter discricionariedade, coercibilidade e autoexecutoriedade a fim de que se imponham restrições aos direitos individuais dos profissionais em favor dos interesses maiores da coletividade. Portanto, cabe à população e aos profissionais entender e defender o papel fundamental dos conselhos de fiscalização profissional na defesa dos interesses coletivos.


Internet: <cremers.org.br>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgueo item a seguir.Quanto à tipologia textual, o fragmento “Portanto,cabe à população e aos profissionais entender edefender o papel fundamental dos conselhos defiscalização profissional na defesa dos interessescoletivos.” caracteriza‑se como predominantementeinjuntivo, uma vez que a sua estrutura tem o objetivoprincipal de instruir e ordenar o comportamento dapopulação e dos profissionais.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tipologia textual do trecho final: injuntivo ou dissertativo-argumentativo?

Gabarito: E (Errado). O fragmento “Portanto, cabe à população e aos profissionais entender e defender o papel fundamental dos conselhos de fiscalização profissional na defesa dos interesses coletivos” não é predominantemente injuntivo. Ele é uma conclusão dissertativo-argumentativa, pois retoma a tese defendida ao longo do texto e a reafirma, sem instruir ou ordenar diretamente o leitor. A presença do conectivo “Portanto” e do verbo “cabe” (no presente do indicativo, não no imperativo) comprova que o trecho conclui uma linha de raciocínio, em vez de dar ordens ou instruções.

O comando pede que se julgue a tipologia textual do fragmento. Para isso, é preciso distinguir os tipos textuais pela intenção predominante: o texto injuntivo instrui (usa imperativos, como “faça”, “siga”, “misture”), enquanto o dissertativo-argumentativo expõe e defende uma tese (usa verbos no presente do indicativo e conectivos conclusivos). No trecho, não há um único verbo no imperativo; o verbo “cabe” está no presente do indicativo e expressa uma obrigação moral/dever ser, não uma ordem direta ao interlocutor.

O texto-base é um artigo de opinião sobre os conselhos de fiscalização profissional. Ele apresenta uma tese (a importância desses conselhos para a sociedade), desenvolve argumentos (natureza autárquica, submissão ao TCU, papel na proteção da saúde e segurança) e, no último parágrafo, conclui com um apelo à população e aos profissionais. O trecho destacado é exatamente essa conclusão: ele sintetiza a tese e a reafirma, característica típica do texto dissertativo-argumentativo, não do injuntivo.

A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que “cabe à população e aos profissionais entender e defender” seria uma instrução. No entanto, a forma verbal “cabe” não é imperativa; é uma construção deôntica (expressa necessidade/obrigação) no presente do indicativo. Além disso, o conectivo “Portanto” é um marcador conclusivo, típico da argumentação, e não um conector de instrução. O trecho não diz “entendam e defendam” (imperativo), mas “cabe entender e defender” (afirmação sobre um dever).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre injuntivo e dissertativo-argumentativo. Ela usa a palavra “cabe” (que sugere obrigação) e o apelo final para fazer parecer que há uma ordem, mas a estrutura é de conclusão argumentativa, não de instrução.

1Injuntivo
Instrui/ordena
Imperativo ("faça", "siga")
2Dissertativo-argumentativo
Expõe e defende tese
Presente do indicativo
Conectivos conclusivos ("Portanto")
3Trecho analisado
"cabe" = presente do indicativo (deôntico)
"Portanto" = conclusão
Reafirma tese → dissertativo
Tipologia textual
LEVELsoulevel.com.br
Tipologia textual: Injuntivo (Instrui/ordena, Imperativo ("faça", "siga")); Dissertativo-argumentativo (Expõe e defende tese, Presente do indicativo, Conectivos conclusivos ("Portanto")); Trecho analisado ("cabe" = presente do indicativo (deôntico), "Portanto" = conclusão, Reafirma tese → dissertativo)

Análise do item

O item afirma que o fragmento é “predominantemente injuntivo, uma vez que a sua estrutura tem o objetivo principal de instruir e ordenar o comportamento da população e dos profissionais”. Essa afirmação é falsa por três razões:

  1. Ausência de imperativo: o texto injuntivo caracteriza-se pelo uso de verbos no modo imperativo (ex.: “faça”, “leia”, “aperte”). No trecho, o verbo “cabe” está no presente do indicativo, e os verbos “entender” e “defender” estão no infinitivo, funcionando como complementos de “cabe”. Não há ordem direta.

  1. Conectivo conclusivo: o trecho inicia com “Portanto”, que é um operador argumentativo de conclusão. Ele retoma os argumentos anteriores e os sintetiza, o que é típico da dissertação, não da injunção.

  1. Função de conclusão: o fragmento encerra o texto reafirmando a tese (“cabe à população e aos profissionais entender e defender o papel fundamental dos conselhos”). Isso é a conclusão de um texto dissertativo-argumentativo, que busca persuadir o leitor, e não instruí-lo sobre como fazer algo.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar a tipologia, pergunte: “qual é a intenção principal?”. Se o texto instrui (imperativo, passos, sequência), é injuntivo. Se expõe e defende uma ideia (tese, argumentos, conclusão), é dissertativo-argumentativo. A presença de “Portanto” e de verbos no indicativo é um forte indício de argumentação.

Conclusão: o item está errado porque classifica erroneamente o trecho como injuntivo. O fragmento é uma conclusão dissertativo-argumentativa, marcada pelo conectivo “Portanto” e pela reafirmação da tese, sem qualquer estrutura de instrução ou ordem direta.

Gabarito: E (Errado).

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